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  • Romeu Neca: o renascimento do goleador

    Romeu Neca: o renascimento do goleador

    O jovem avançado vive a melhor fase da carreira ao serviço do GDR Boavista. Aos 22 anos, Romeu Neca contabiliza 11 golos em onze partidas. E afirma-se, então, como uma das figuras na Série B da 1ª Divisão da AF Leiria.

    Após uma época sem qualquer golo na equipa do Alegre e Unido, Romeu Neca encontrou no GDR Boavista o contexto ideal para relançar a carreira. Integrado numa equipa que é líder invicta do campeonato, com o melhor ataque e a melhor defesa, o jovem avançado tem correspondido com números expressivos. A regularidade exibida, aliada à forma atual, coloca-o apenas a dois golos de igualar o melhor registo da sua carreira. Romeu Neca: o renascimento do goleador.

    Um golo por jogo

    A chegada de Romeu Neca ao GDR Boavista revelou-se decisiva para o seu rendimento individual. Em 11 jogos, o avançado já soma 11 golos, média de um tento por partida, ficando a dois de igualar a melhor marca da carreira. Alcançada, então, ao serviço dos Sub-19 do Leiria e Marrazes, em 2021/22 (13 golos).

    GDR Boavista é líder invicto do campeonato com o melhor ataque e melhor defesa.

    A mudança para uma equipa que se encontra na liderança da Série A 1ª Divisão da AF Leiria parece ter sido o impulso ideal para potenciar a sua eficácia ofensiva. De forma a que o avançado se possa consolidar como uma referência do ataque boavisteiro.

    De época em branco a artilheiro

    O contraste entre a época passada e a atual é notório. No Alegre e Unido, Romeu Neca não assinou qualquer tento em 19 partidas pelo clube, num contexto coletivo mais limitado. Mas esta temporada, no GDR Boavista, a realidade é totalmente diferente.

    Romeu Neca foi campeão da 1ª Divisão da AF Leiria com a equipa do Alegre e Unido

    O clube é, então, líder invicto da competição, com o melhor ataque e a melhor defesa. Enquanto o avançado soma 11 golos em 11 jogos e é o melhor marcador da Série. O jovem avançado português mostra não só evolução individual, mas também como o ambiente e a qualidade coletiva de uma equipa podem amplificar o desempenho pessoal de um jogador.

  • Eduardo Felipe – como um paulista está a promover o renascimento do AD Marco 09

    Eduardo Felipe – como um paulista está a promover o renascimento do AD Marco 09

    Presidente do clube de Marco de Canaveses jogou em vários clubes portugueses depois de um imbróglio burocrático o ter impedido de representar o AD Marco 09. Mas voltou como dirigente e tem operado uma revolução no clube. A Liga 3 é uma realidade, mas o objetivo está bem delineado: recuperar o FC Marco e deixá-lo “pelo menos” na Liga 2.

    Eduardo Felipe nasceu em São Paulo, em 1976, mas hoje o seu nome é respeitado em Marco de Canaveses. Chegado a Portugal em 1999 para defender as cores do extinto FC Marco, um imbróglio burocrático impediu-o de o fazer no clube, mas o então trinco não desistiu de Portugal. O Penafiel acolheu-o em 2000 e a partir daí, Edu, como era conhecido, jogou em vários clubes, maioritariamente do norte do País. Mas o destino levou-o novamente a Marco de Canaveses, quando conheceu a sua mulher. Anos mais tarde, quando já estava afastado do futebol, esta paixão reacendeu-se e aceitou fazer renascer o Marco 09. Esta época, vai disputar a Liga 3 e não quer ficar por aqui. Eduardo Felipe – como um paulista está a promover o renascimento do AD Marco 09.

    Do tempo de Avelino Ferreira Torres

    Edu, o seu nome de futebolista, chegou a Portugal em 1999 proveniente dos finlandeses do Tampere United. “Vim para jogar no FC Marco e acabei por não jogar devido a um imbróglio burocrático. O clube finlandês de onde vim não me dava o certificado internacional se eu não lhes perdoasse uma dívida de 25 mil dólares. O Ferreira Torres, que era o presidente do FC Marco, pediu-me para perdoar, mas eu não perdoei. Acabei por ter de esperar que acabasse o contrato e fui para o Penafiel”, conta, ao Craques.pt.

    Mas o Marco teria de entrar na sua vida. “Joguei em vários clubes até 2012 e acabei no Aliados de Lordelo. Mas conheci a minha esposa, que é de Marco de Canaveses. Só que quando acabei a carreira, quis afastar-me do futebol e abri uma Agência de Viagens em Marco de Canaveses”, explica.

    O novo apelo do AD Marco 09

    Eduardo Felipe afastou-se do futebol, mas o futebol veio ter com ele. “Quando o Marco 09 foi criado, após a extinção do FC Marco, as coisas pareciam ir no caminho certo, mas, entretanto, voltou a ficar perto de falir. Vários empresários da região vieram falar comigo para ver se eu podia ajudar. E não há como fugir a isto. A minha vida sempre foi o futebol e eu teria de voltar. Tornei-me, então, presidente do Marco 09 em 2016”, revela.

    E o cenário com que se deparou foi preocupante. “O clube não tinha bolas, não tinha dinheiro, nem carrinhas, nem nada. Havia 60 crianças na formação e nem havia seniores. Tivemos de andar a distribuir folhetos em cafés, escolas e centros de atividades para chamarmos miúdos para a formação. A partir daí, começámos, então, a crescer. Hoje o que temos é completamente diferente”, refere.

    AD MARCO 09 NOS DIAS DE HOJE:
    – Equipa masculina sénior na Liga 3
    – Equipa feminina sénior
    – 350 atletas na formação
    – Secção de atletismo
    – Secção de Trail Running (20 atletas)

    Eduardo Felipe com a primeira equipa de atletismo formada no AD Marco 09

    Mudança de paradigma no plantel

    O AD Marco 09 fez uma época muito positiva em 2024/25, mas não alcançou, dentro de campo, a subida à Liga 3. Contudo, a falência administrativa do Boavista determinou uma série de mudanças que levaram à promoção do clube de Marco de Canaveses à Liga 3. “Estávamos a preparar um plantel forte para subir no Campeonato de Portugal (CP) e depois tivemos essa decisão a 17 de julho. Arrancámos mais tarde, mas temos um plantel forte e ainda há 4 ou 5 vagas para preencher. Aí vamos ter de ser cirúrgicos e certeiros. Porque o objetivo é ficar nos 4 primeiros lugares da Liga 3”, avisa o presidente do AD Marco 09.

    O plantel sofreu uma mudança considerável e rejuvenesceu. “Trocámos entre 16 e 18 jogadores. Mas agora não íamos fazer outra revolução e mandar embora jogadores que tinham acabado de chegar. Na época passada tínhamos 14 jogadores acima dos 30 anos e só queríamos ter 5 ou 6, como vamos ter em 2025/26. Acreditamos neste plantel, que foi feito a pensar na subida do CP, mas tem capacidade para dar resposta na Liga 3. Temos de preencher as cinco vagas que faltam com jogadores de outro nível para complementarem um plantel já de si forte”, confessa.

    Paulo Mendes teve sucesso no Cinfães e rumou ao AD Marco 09

    Além das mudanças no plantel, também o treinador é novo, mas Eduardo Felipe acredita muito em Paulo Mendes. “É um técnico jovem, fez um grande campeonato com o Cinfães e punha a equipa a jogar um excelente futebol. Também gostava do Pedro Barroso, mas queríamos mudar. E a forma como o Cinfães jogava na época passada foi o que pesou mais para a nossa escolha”, adverte.

    Objetivos bem definidos para o futuro

    Eduardo Felipe gere os destinos do AD Marco 09 desde 2016 e tem feito o clube crescer de forma inegável. Com o atual mandato a terminar em 2026, o presidente marcoense já sabe onde quer deixar o clube. “Temos dois objetivos claros para concretizar antes de sair do AD Marco. O primeiro é que o clube volte a ser FC Marco, como era quando eu cheguei. Estamos a lutar judicialmente por isso e creio que em breve vamos conseguir alcançar isso”, explica.

    Já o segundo objetivo é de cariz desportivo. “Pretendemos deixar o Marco no patamar onde o FC Marco acabou na altura, que era a Liga 2. Os adeptos do clube merecem, desde já, que o clube esteja na Liga 3 e sabemos que vai ser um campeonato dificílimo. Mas queremos deixar o clube na Liga 2 quando sairmos”, diz o presidente, que chegou recentemente a apresentar demissão numa Assembleia-Geral, mas não foi aceite. O futuro do AD Marco também terá a marca do presidente. Eduardo Felipe – como um paulista está a promover o renascimento do AD Marco 09.

  • O ‘xadrez axadrezado’: a crise boavisteira e o triplo renascimento

    O ‘xadrez axadrezado’: a crise boavisteira e o triplo renascimento

    Outrora campeão nacional, o Boavista Futebol Clube enfrenta um dos capítulos mais sombrios da sua história. A descida desportiva, e depois, administrativa para os escalões distritais da AF Porto chocou o futebol português, mas revela uma complexa teia de problemas financeiros e de gestão. No entanto, desta crise emerge uma realidade peculiar: a coexistência de três entidades com o nome Boavista, cada uma com o seu próprio destino. Um gigante adormecido à procura de um novo caminho no intrincado tabuleiro do futebol.

    Fundado em 1903, o Boavista é um dos clubes mais emblemáticos de Portugal, conhecido pela sua camisola axadrezada e por ser um dos únicos cinco clubes a conquistar o Campeonato Nacional. A sua história é rica em glórias e momentos de grande fulgor, mas os últimos anos têm sido marcados por uma instabilidade crescente. A recente descida aos distritais da AF Porto, após falhas na inscrição nas ligas profissionais, é o culminar de um período conturbado que levanta sérias questões sobre o futuro do clube do Bessa. O Xadrez Axadrezado: a crise Boavisteira e o triplo renascimento.

    O triplo Boavista: uma realidade complexa

    O Boavista FC vai disputar o quarto, e último, escalão da AF Porto, em 2025/26.

    A crise boavisteira deu origem a uma situação inédita e complexa: a existência de três entidades distintas, cada uma com o Boavista no pensamento, a competir em diferentes escalões. O Boavista Futebol Clube, a entidade original, irá competir na 1.ª Divisão da AF Porto, o último escalão da distrital portuense (por ordem: Hyundai Liga Pro, Divisão de Elite, Divisão de Honra e 1.ª Divisão). Esta equipa representa a base do clube, com o seu futebol de formação e a ligação direta aos sócios.

    Paralelamente, a Boavista SAD, a Sociedade Anónima Desportiva que geria o futebol profissional, também irá competir nos distritais, mas na Hyundai Liga Pro, a mais alta divisão da AF Porto. Esta situação insólita resulta da incapacidade da SAD em cumprir os requisitos para a inscrição nas ligas profissionais, levando-a a recomeçar num escalão inferior.

    Um grupo de adeptos boavisteiros criaram o Panteras Negras Footballers Club e vão jogar na distrital portuense.

    Por fim, e num movimento de contestação e esperança, um grupo de adeptos fundou o Panteras Negras FC, um novo clube que também irá competir no último patamar distrital, na 1.ª Divisão da AF Porto, junto do Boavista Futebol Clube. Este novo emblema surge como uma alternativa, um refúgio para os adeptos descontentes com a gestão da SAD e que procuram um regresso às raízes e aos valores do Boavista. A coexistência destas três entidades, cada uma com a sua própria agenda e ambições, promete um futuro incerto e, ao mesmo tempo, complexa para o universo axadrezado.

    O passado vitorioso das panteras

    O Boavista Futebol Clube, então, fundado em 1903, é um dos pilares do futebol português, distinguindo-se não só pela sua identidade visual única, mas também por um palmarés invejável. O ponto alto da sua história foi, sem dúvida, a conquista do primeiro Campeonato Nacional do novo século, em 2000/01, sob a liderança de Jaime Pacheco. Este troféu quebrou a hegemonia dos ‘três grandes’ e inscrevendo o seu nome entre os campeões nacionais.

    O Boavista foi o primeiro campeão nacional do século, em 2000/01.

    Para além do título de campeão nacional, o Boavista orgulha-se de possuir cinco Taças de Portugal (1974/75, 1975/76, 1978/79, 1991/92, 1996/97). Além de três Supertaças Cândido de Oliveira (1979, 1992, 1997). Estes troféus solidificam a posição do Boavista como um dos clubes mais titulados do país, com uma rica tradição de sucesso e competitividade. A mística do Bessa, com o seu ambiente fervoroso, foi palco de muitas destas vitórias, impulsionando equipas e jogadores a superarem-se.

    Problemas do presente

    Apesar de um passado recheado de glórias, o presente do Boavista é marcado por uma profunda crise. A incapacidade de se inscrever na Liga 2 e Liga 3, culminando, então, na descida para a AF Porto, é o reflexo de anos de má gestão financeira e desportiva. Dívidas acumuladas, proibições de inscrição de jogadores e uma instabilidade diretiva constante minaram a estrutura do clube, afastando-o dos palcos principais do futebol nacional. A paixão dos adeptos, embora inabalável, não foi suficiente para conter a derrocada.

    Figuras que marcaram o clube

    Ao longo da sua história, o Boavista foi casa de inúmeras figuras que deixaram a sua marca no futebol português e internacional. Desde o icónico guarda-redes Ricardo, passando por João Pinto, Nuno Gomes, Petit, ou Fary Faye.

    Jaime Pacheco era o treinador do plantel campeão nacional.

    A lista de talentos que vestiram a camisola axadrezada é vasta. Treinadores como Jaime Pacheco, que liderou, então, a equipa ao título de campeão nacional, também são parte integrante da rica tapeçaria boavisteira. Estas figuras contribuíram para a construção da identidade e do prestígio do clube, tornando a atual situação ainda mais dolorosa para os seus adeptos.

    O ‘Xadrez Axadrezado’: a crise Boavisteira e o triplo renascimento

  • O renascimento de Michail Antonio

    O renascimento de Michail Antonio

    Depois do perigosíssimo acidente de carro, em dezembro de 2024, onde Michail Antonio ficou entre a vida e a morte, o avançado do West Ham recorreu agora às redes sociais para mostrar algumas etapas do seu processo de recuperação. Antonio está a ganhar a batalha da sua vida.

    Todos os aqueles que acompanham o mundo do futebol lembram-se, certamente, do aparatoso acidente de automóvel sofrido por Michail Antonio, em dezembro de 2024. O avançado do West Ham esteve mesmo em perigo de vida e iniciou, então, uma longa maratona de recuperação que agora o próprio decidiu divulgar nas redes sociais. O internacional jamaicano mostrou, então, um vídeo que vai desde a entrada no hospital ao processo de voltar a andar, incluindo também a sua visita ao Olímpico de Londres, para ver um jogo frente ao Newcastle. O renascimento de Michail Antonio está em andamento.

    Um processo demorado

    Através das redes sociais, o atleta jamaicano mostrou uma compilação de momentos do processo para voltar ao ‘normal’. O avançado sofreu graves lesões nas pernas, tendo partido uma delas, e grande parte do vídeo são momentos onde tenta voltar a ter equilíbrio a andar.

    Antonio foi aplaudido no Olímpico de Londres quando voltou para ver a equipa jogar

    Michail Antonio só teve alta hospitalar três semanas depois do acidente e a sua ambição era atuar ainda na temporada que agora terminou. Mas não foi possível. E a verdade é que Antonio ainda vai demorar a alcançar a forma física desejada.

    Num post publicado, então, a 31 de dezembro de 2024, o atleta mostrou o que lhe ia na alma, depois de perceber que podia mesmo ter perdido a vida naquele acidente.

    “Todos os anos por volta desta altura, perguntam-me pelo que estou grato e todos os anos tenho lutado para encontrar as palavras certas. Mas este ano, sei exatamente pelo que estou grato: estar vivo. Quero tirar um momento para reconhecer algo que percebi. Passei tantos anos a dar a vida como garantida. Fiz planos para o dia seguinte, para o ano seguinte, sempre assumindo que o amanhã era garantido. Vi amigos próximos morrerem, testemunhei outros enfrentarem experiências de quase morte, e mesmo assim, não percebi completamente o quão preciosa é a vida. O que eu passei recentemente abriu-me os olhos. A vida é frágil, e cada momento importa. Sou tão grato a Deus por me dar forças para continuar e por me permitir ainda estar aqui. (…)”

    Assim ficou o automóvel de Michail Antonio no acidente sofrido em novembro de 2024

    Uma década como hammer

    Michail Antonio chegou, então, ao West Ham em 2015, vindo do Sheffield Wednesday e nunca mais saiu. É hoje um dos jogadores que mais identificação tem com o clube. Ao longo das últimas 10 temporadas, o avançado jamaicano, de 35 anos, contabiliza 323 jogos na equipa principal dos hammers e teve participação direta em mais de 100 golos na Premier League. O único título conquistado foi a Liga Conferência em 2022/23, sob o comando de David Moyes.

    Antonio teve participação direta em 100 golos na Premier pelo West Ham

    West Ham adia decisão para “momento justo e apropriado”

    Um dia depois de Michail Antonio ter divulgado, nas redes sociais, o vídeo sobre a sua recuperação, o West Ham pronunciou-se sobre o futuro do avançado. Ainda assim, para dizer que não tomará uma decisão “formal”, enquanto não considerar que chegou o “momento justo e apropriado”.

    Contudo, o clube londrino confirmou que, a 30 de junho, Michail Antonio será um jogador livre, em função de terminar o respetivo contrato.

  • Craque da Jornada: Bruno Souza renasce no Eléctrico

    Craque da Jornada: Bruno Souza renasce no Eléctrico

    Bruno Souza conquistou o prémio de Craque da 21ª Jornada do Campeonato de Portugal depois de assinar um hat-trick na vitória do Eléctrico FC por 4-1 frente ao AC Marinhense. Os três golos garantiram a reviravolta no marcador e a primeira vitória da equipa em 2026, pondo fim a uma série de seis derrotas consecutivas.

    Trajetória do jogador

    Bruno não teve um começo de época fácil. Depois de uma temporada de destaque no GD de Macedo de Cavaleiros, onde marcou 13 golos em 22 jogos na Divisão de Honra da AF Bragança, foi contratado pelo SU Sintrense. Em Sintra, teve poucas oportunidades, participando em dois jogos e somando 32 minutos em campo. A transferência a custo zero para o Eléctrico Futebol Clube, no mercado de inverno de 2026, revelou-se decisiva para que pudesse voltar a destacar-se.

    Desde a chegada ao Eléctrico, soma sete golos em oito jogos, sendo titular em seis desses encontros. Este momento evidencia traços do jogador que se viram em Macedo de Cavaleiros, como o faro de golo e a capacidade de aparecer nos momentos decisivos, agora aplicados com sucesso num nível competitivo superior, o Campeonato de Portugal.

    Craque da Jornada

    O hat-trick diante do Marinhense confirmou Bruno Souza como a grande figura da 21.ª jornada e valeu-lhe o prémio de Craque da Jornada. A distinção destaca o momento de forma do avançado brasileiro e o renascimento da sua carreira no Eléctrico.

  • Pedro Miguel chega aos 50 em grande forma no Lourosa

    Pedro Miguel chega aos 50 em grande forma no Lourosa

    Experiente treinador, de 58 anos, tem feito um trabalho de excelência nos Leões de Lourosa. Após três anos no desemprego, pegou no Lusitânia e deu-lhe uma nova alma. Subiu o clube à 2ª Liga e agora vai atingir a meia centena de jogos pelo Lourosa com a equipa na melhor fase da temporada.

    O futebol é um mundo sem igual. Mais até do que o ditado de que “o que hoje é verdade, amanhã já pode ser mentira”, vinga o carrossel de emoções e de realidades que nunca podem ser certezas. Nunca ninguém está “acabado” e há sempre um cenário ideal para renascimentos ou reconquistas que, à partida, poderiam ser impossíveis. E a história recente do treinador Pedro Miguel é mais um exemplo de que a felicidade pode surgir no cenário mais inesperado. Após 2 anos e 4 meses no desemprego, o experiente técnico viu, aos 57 anos, o Lourosa bater-lhe à porta com um convite aliciante: cumprir o sonho de fazer subir o Lusitânia à 2ª Liga. O objetivo foi alcançado e a equipa dá cartas no segundo escalão esta época. Pedro Miguel chega aos 50 em grande forma no Lourosa.

    Não, não há qualquer confusão. Pedro Miguel chega aos 50, sim, mas jogos pelo Lusitânia esta 5ª feira, dia 8 de janeiro, quando receber amanhã o Leixões, o qual orientou em 2015/16. E o saldo é muito positivo tanto em quantidade como em qualidade: em 49 jogos, o técnico natural de Oliveira de Azeméis somou 28 vitórias e 11 empates. Sofreu, então, 10 derrotas. Além disso, deu outra alma ao Lusitânia de Lourosa e dimensão competitiva a uma equipa que já havia falhado a subida à 2ª Liga em 2023/24, num playoff amargo frente ao Feirense.

    E a chegada aos 50 jogos pelo Lourosa dá-se precisamente na melhor fase da época. A equipa de Pedro Miguel soma 4 vitórias nos últimos 5 jogos, pecúlio que lhe permitiu dar um salto para um mais do que tranquilo 7º lugar na Liga 2. Isto quando falta uma jornada para estar decorrido meio campeonato.

    A UD Oliveirense está-lhe ‘atravessada’

    Nas últimas largas épocas, o nome de Pedro Miguel rimava, inevitavelmente, com a UD Oliveirense. Nada mais natural. Afinal, o experiente técnico orientou o clube de Oliveira de Azeméis durante 13 temporadas, tendo conseguido levar os oliveirenses até à 2ª Liga e estabilizá-los a esse nível. No total foram oito épocas consecutivas, entre 2004/05 e 2011/12, para depois regressar em 2016/17 e orientar a UD Oliveirense até 2020/21.

    Pedro Miguel é, por isso, o técnico com mais jogos feitos na história da UD Oliveirense – 426 partidas – superando, então, o segundo na lista, Tião, com 208 jogos. Para se perceber a importância do treinador naquele clube, basta dizer que Pedro Miguel tem quase tantas vitórias (187) pela UD Oliveirense como jogos (208) feitos pelo segundo treinador com mais partidas.

    E a provar que a UD Oliveirense ainda lhe está atravessada está, então, o recente registo do seu Lusitânia Lourosa. Nos últimos 5 jogos, Pedro Miguel ganhou 4 jogos e perdeu um. Contra quem? Pois. Em casa, diante da UD Oliveirense…

    Na pista de… Álvaro Magalhães

    Em duas épocas incompletas, Pedro Miguel soma 49 jogos pelo centenário Lusitânia de Lourosa. E, caso termine esta temporada, será desde logo o segundo técnico com mais jogos pelo clube. Tudo porque Martelinho soma 53, Jorge Pinto tem 56 e Pedro Martins contabiliza 58.

    Quer isto dizer que, se se mantiver no cargo dos Leões de Lourosa na próxima época, manter-se-á na perseguição a Álvaro Magalhães. O antigo lateral-esquerdo do Benfica e da Seleção Nacional efetuou 117 jogos pelo Lusitânia entre 1993/94 e 1996/97, somando, então, 49 vitórias, 37 empates e 31 derrotas.

    Aos 58 anos, o futebol deu, então, uma nova vida a Pedro Miguel. E o experiente técnico, que é um confesso amante da natureza e da agricultura, pôs mãos à obra. E o Lusitânia de Lourosa ruge na Liga 2!

  • O laboratório de Bruno Alves é do nível do Arsenal

    O laboratório de Bruno Alves é do nível do Arsenal

    O Caçadores das Taipas lidera a Série B da Divisão de Honra da AF Braga, com 15-8 em golos. Mas o que realmente impressiona é o número de golos resultantes de bola parada. São 11 em 18 marcados em toda a época, contando com os jogos de Taça. Apenas menos um do que os gunners, que têm um especialista na equipa técnica…

    Esta época caminha a passos largos para ser uma das mais marcantes do Caçadores das Taipas. Na sua segunda temporada ao serviço do clube minhoto, o técnico Bruno Alves prepara minuciosamente os lances de bola parada, de forma a que a equipa possa fazer a diferença. E tem-na feito, quer no campeonato, quer na Taça. Ao todo, quase dois terços dos golos desta época – 11 em 18 – foram apontados graças aos chamados lances de laboratório: cantos, livres diretos e indiretos. E apenas um foi apontado de penálti. É mesmo um caso sério. O laboratório de Bruno Alves é do nível do Arsenal.

    De há duas épocas para cá, é conhecida a grande capacidade da equipa de Mikel Arteta em fazer golos de bola parada, especialmente de cantos. E esta época, já soma 12 golos dessa forma. Mas o Caçadores das Taipas iguala os registos alcançados pelos gunners esta época. E se o clube inglês resolveu contratar Nicolas Jover, técnico francês especialista nos lances de bola parada, já o Caçadores das Taipas não tem essa possibilidade. Mas Bruno Alves mostra ter o laboratório bem oleado. E, na última jornada, a equipa bateu o São Paio por 3-1, com mais dois golos de bola parada…

    Da esq. para a dir.: João Silva (preparador físico), Vítor Vieira (técnico-adjunto), Bruno Alves (treinador principal) e Jonas Vieira (treinador de guarda-redes)

    Ter bons executantes também ajuda

    Ao Craques, Bruno Alves explicou que este tipo de lances trabalha-se no treino. Mas só isso não basta. “Durante a semana, dedicamos boa parte do último treino da semana a esses lances. Mas temos três executantes muito bons. Dois canhotos e um destro. Depois, à medida que os lances funcionam, a confiança também vai aumentando. E mesmo que a primeira bola não entre, mostramo-nos muito fortes nas segundas bolas”, reconhece o jovem treinador, de 37 anos.

    Os livres diretos frontais já ‘deram’ dois golos ao Caçadores

    Reconhecendo que “estes números são inéditos” numa equipa sua, Bruno Alves lembra que já tinha tido sucesso noutra equipa. Mas não como agora. “Na segunda época no Aves, também fizemos muitos golos de bola parada [o técnico orientou o Aves nas duas épocas de renascimento do clube na distrital n.d.r.]. Mas agora, tem sido incrível”, atira. “Arsenal? Eles têm especialista só para isso… Estes lances têm uma importância cada vez maior no futebol, seja amador ou profissional. Além disso, agora todos os técnicos acedem a uma plataforma em que conhecem tudo o que as outras equipas fazem”, explica.

    “Sem estarmos agarrados às bolas paradas”

    Olhando para os números da equipa, percebe-se que os lances de bola parada têm tido uma importância acrescida no seu percurso. Nomeadamente os cantos, que representaram um terço (6) dos golos apontados pela equipa. Eis as números até ao momento:

    Cantos – 6 golos
    Livres diretos – 2 golos
    Livres indiretos/laterais – 2 golos
    Penálti – 1 golo

    Ainda que a percentagem de golos alcançados em lances de bola parada seja elevada (61,1%), Bruno Alves entende que a equipa deve ter outras soluções para quando houver um momento da época em que aquela via não resulte. E o mister do Caçadores das Taipas já gostou do que viu especialmente na última jornada.

    Os cantos a favor já resultaram em 6 dos 18 golos da equipa

    “Há aqui uma questão a ter em conta. Nós somos os únicos que temos relvado natural, em todos os jogos que vamos fora, é sintético. E temos tido vários jogadores lesionados, o que tem obrigado a mudar 4 a 5 jogadores no onze de um jogo para o outro. No último jogo, já mudámos poucos e a equipa conseguiu construir muitas oportunidades de golo. Temos de jogar sem estarmos agarrados às bolas paradas. Elas são um trunfo mas não podem ser uma dependência”, diz. Reconhecendo, então, que “em termos exibicionais, a equipa não vinha mostrando a consistência que era desejada.”

    Lugares cimeiros e… Stambouli

    Com uma marca tão relevante no seu laboratório de bolas paradas, Bruno Alves quer manter o nível exibido pelo Caçadores das Taipas. “O objetivo é andarmos nos lugares cimeiros da tabela. Sabemos que há mais equipas com as mesmas metas, nomeadamente o São Paio, Torcatense ou o Santa Eulália. Mas até destaco o Ases de Sta Eufémia. Subiram e têm-se mostrado teimosamente competentes”, explica um jovem treinador que chegou a estagiar no Montpellier e conheceu um técnico que hoje é a sua referência.

    Bruno Alves começa a deixar a sua marca no Caçadores das Taipas

    “Não costumo guiar-me muito pelos treinadores que aparecem na televisão. Para mim, é sempre mais importante crescer com aqueles com quem me cruzo e me ensinam alguma coisa. Sejam eles treinadores, preparadores físicos, fisioterapeutas ou até mesmo jornalistas. Mas a destacar alguém, faço-o com Henri Stambouli, antigo treinador do Marselha campeão europeu e que me ensinou muito quando eu estagiei nos Sub-19 do Montpellier. Marcou-me porque me ensinou muita coisa”, admite Bruno Alves.

    Por fim, questionado pelo Craques sobre onde se via daqui a 10 anos, o obreiro do laboratório do Caçadores das Taipas é direto. “Gostava de estar, sem dúvida, no futebol profissional. Prioritariamente em Portugal mas se o caminho me levar até ao estrangeiro, assim será. Gostava de trabalhar um dia no futebol profissional em Portugal. Mas agora estou muito feliz no Taipas e quando eu assumo um projeto, estou de corpo e alma nele, nada me faz mudar o meu trajeto. É aqui que tenho de continuar a crescer e a cumprir os objetivos do clube”, conclui. O laboratório de Bruno Alves promete continuar a mostrar resultados. O Arsenal que se cuide…

  • Este Vitória só descansa mesmo após o apito final

    Este Vitória só descansa mesmo após o apito final

    O histórico Vitória FC lidera a 1ª Distrital da AF Setúbal e tem mostrado ser uma equipa que não desiste. Prova disso foi a forma como ganhou os últimos três jogos. Os golos decisivos apareceram sempre nos descontos. O técnico Paulo Martins parece estar a construir uma equipa com mentalidade de ferro.

    O histórico Vitória de Setúbal deu, na época passada, o primeiro passo para um renascimento que os adeptos esperam que seja histórico. Subiu à 1ª Distrital da AF Setúbal e, pelos pergaminhos que o clube tem, a construção do plantel reuniu alguns dos melhores jogadores dos distritais. O arranque foi demolidor – saldo de 24-0 nos primeiros 6 jogos – mas os últimos três jogos já exigiram uma mentalidade de ferro. E a equipa teve-a. Na próxima jornada, os sadinos têm pela frente aquele que será o teste mais exigente até à data. A deslocação ao terreno do Sesimbra, 3º classificado. Será que mantêm a mentalidade? Este Vitória só descansa mesmo após o apito final.

    É também verdade que o Vitória não ganhou os jogos todos que já fez esta época. Mas também não empatou. Perdeu apenas um, no Barreiro, diante do Barreirense, por 2-0. Na última jornada do grupo da Taça AF Setúbal. Já no campeonato, as primeiras dificuldades apareceram, então, nos últimos três jogos. Em todos eles, o Vitória só consumou o triunfo com… golos nos descontos. Sem estes golos, o Vitória não seria líder do campeonato.

    Já não é cedo para descontos

    É verdade que a Black Friday está aí à porta. Mas em Setúbal, os adeptos do Vitória já festejam com os descontos há três jogos consecutivos. Primeiro, foi, então, na receção ao Palmelense. A equipa de Palmela adiantou-se no marcador no Bonfim, aos 39’, e os sadinos foram obrigados a fazer… horas extra, como se costuma dizer. Leonardo Chão empatou aos 82’ e André Gomes fez, aos 90’+2, o golo da reviravolta e do triunfo sadino.

    Comunhão com os adeptos na festa do golo é bem evidente

    Seguiu-se uma sempre difícil deslocação ao terreno do Cova da Piedade. Num jogo fechado e muito tático, valeu para os sadinos o golo salvador de João Marouca. Apontado aos… 90+6, já na fase derradeira do encontro. Se há quem veja neste resultado uma certa incapacidade do Vitória em resolver o jogo cedo, também há quem olhe para isto com outros olhos. A capacidade de resiliência que manteve a equipa viva até ao apito final e sempre sem desistir de procurar algo mais.

    Não há duas sem três

    Depois de duas resoluções de jogo impróprias para cardíacos, os adeptos sadinos esperavam, então, que o Vitória resolvesse cedo a receção ao Moitense. Nada mais errado. Os homens da Moita mostraram uma abnegação incrível no Bonfim e o nó, leia-se resultado, parecia mais do que ‘atado’ aos 90 minutos.

    Mas voltou a vir ao de cimo a mentalidade de ferro da equipa de Paulo Martins. Nos descontos é que eles são felizes. Diogo Isnard abriu o marcador aos 90’+6, e o inevitável Bruninho, melhor marcador de quatro das últimas seis edições da 1ª Divisão AF Setúbal, fechou-o aos 90’+7.

    Bruninho fez o 2-0 contra o Moitense e foi abraçado por Walter. Fotos: Facebook Vitória FC

    Segue-se, então, no próximo domingo, um duelo entusiasmante. O Sesimbra, 3º classificado, que só perdeu frente ao Fabril do Barreiro, recebe o líder invicto Vitória, a equipa dos festejos nos descontos. Mas a equipa de Bernardo Gonçalves ainda não sofreu qualquer golo nos descontos esta época…

  • Football Manager 26 saiu hoje! Eis os melhores projetos na Liga 3 e CP

    Football Manager 26 saiu hoje! Eis os melhores projetos na Liga 3 e CP

    O Football Manager 26 chega hoje, e promete a eterna procura pelo projeto perfeito. Em Portugal, as divisões inferiores são, então, um tesouro de histórias por escrever, oferecendo desafios únicos e a oportunidade de reviver a glória de emblemas históricos. Da Liga 3 ao Campeonato de Portugal, escolhemos os projetos mais aliciantes para a tua próxima grande aventura.

    A Liga 3 e o Campeonato de Portugal (CP) são o palco ideal para quem ambiciona começar de baixo e moldar o futuro de um clube. Estes escalões, repletos de talento e de gigantes adormecidos, são o terreno fértil para a criação de uma dinastia, replicando o sonho de encontrar o próximo ‘Tó Madeira’. Os projetos selecionados equilibram o potencial de jovens, a ambição de reerguer colossos e a emoção de elevar clubes estreantes. O teu novo ‘save’ começa agora! Football Manager 26 saiu hoje! Eis os melhores projetos na Liga 3 e CP.

    Liga 3 – juventude e resgate histórico

    A Liga 3, o terceiro escalão nacional, oferece desafios de alto nível e grande competitividade. Na Série A, a AD Sanjoanense destaca-se, então, pela média de idades mais baixa entre os clubes, ideal para o treinador focado em desenvolvimento e valorização de ativos. Já o USC Paredes propõe-nos um desafio de continuidade: consolidar o projeto após a promoção do CP e garantir, então, a subida aos escalões profissionais.

    Académica e Belenenses serão projetos aliciantes no novo simulador de futebol

    Na Série B, o foco é operar o renascimento de históricos. O Belenenses e a Académica representam a oportunidade de recolocar dois dos maiores emblemas do futebol português na ribalta da Primeira Liga. Pelo que devem ser considerados projetos de paixão, onde a gestão financeira e o aproveitamento da mística serão cruciais.

    Campeonato de Portugal – a emoção da base

    O CP é, por excelência, o patamar das histórias improváveis, onde o scouting e a gestão de recursos são vitais para o sucesso. Na Série A, o Mirandela, recém-promovido e com um plantel jovem, convida, desta forma, à estabilidade e ao desenvolvimento sustentável. O objetivo inicial é a permanência, com o sonho de construir um projeto sólido no Norte.

    Salgueiros e Beira-Mar são velhos históricos que querem voltar à ribalta

    As Séries B e D trazem, então, mística e ambição. O Salgueiros e o Beira-Mar anseiam por regressar aos grandes palcos, oferecendo a responsabilidade de honrar um legado com adeptos fiéis. Já O Elvas carrega a nobre missão de ser o clube que recoloca a região do Alentejo no mapa dos campeonatos profissionais. Um projeto com forte pendor regional e emocional, acompanhado de uma massa adepta muito presente.

    Por fim, o JD Lajense (Série C) mostra ser, então, a verdadeira prova de fogo. Sendo um estreante em campeonatos nacionais, o desafio reveste-se de pura sobrevivência e afirmação.

    Olho nos negócios

    A verdadeira magia do Football Manager reside, então, na descoberta de talentos escondidos. Estes jovens, a atuar nos escalões mais baixos, podem ser uma espécie de ‘Tó Madeira’ particular.

    Javi Bernal encanta Patalino com hat-trick
    Javi Bernal tem encantado o Patalino com a sua capacidade de finalização

    Atenção, por isso, a Gabriel Fraga (Camacha) e Javi Bernal (O Elvas), dois nomes com potencial para serem a flecha da equipa, com garantia de golos. Outros nomes a seguir são Diogo Nascimento (Sintrense), com físico e presença de área, Patrão Correia (Peniche), um motor, e Pedro Costa (Naval), um jogador com criatividade e técnica muito apurada.

    Há, também, Rivaldo Lopes e André Dias (V. Sernache), Joy (Vila Meã), Gustavo Coutinho (Salgueiros) e Ivo Nabais (União da Serra). Duarte Bonito (Sintrense) é outro jogador que merece destaque. Investir nestes talentos pode tornar-se, então, a chave para o sucesso a longo prazo e a satisfação de ter descoberto a próxima lenda do futebol português. O FM26 está aí!

  • O regresso do Almalaguês – a alma da Milheiriça está de volta

    O regresso do Almalaguês – a alma da Milheiriça está de volta

    Vinte e três anos depois, o amor à camisola voltou a fazer das suas em Almalaguês. Situada bem no coração do distrito de Coimbra, a povoação tem assistido ao renascimento do clube local, com o regresso do presidente José Manuel Luís e a formação de uma nova equipa sénior. Com Fábio José ao leme, o arranque não podia ser melhor na 3ª Distrital de Coimbra.

    O Campo da Milheiriça já ansiava por este regresso há mais de duas décadas. O Almalaguês havia competido pela última vez numa distrital de Coimbra em 2001/02, mas não mais voltou a ter equipa sénior e os habitantes locais acabaram por, naturalmente, se afastar do futebol. Mas a paixão de José Manuel Luís, essa, nunca esmoreceu. O futebol faz parte da sua vida e foi por essa razão que aceitou reassumir a presidência, num projeto de 2 anos, para recuperar um clube que tem alma até no próprio nome. “Sou natural daqui. Nascido e vivido na freguesia de Almalaguês. E por amor à camisola aceitei este desafio”, contou ao Craques. O regresso do Almalaguês – a alma da Milheiriça está de volta.

    Encontrados apoios, o Almalaguês quase que se refundou e encontrou, então, em Fábio José o treinador ideal para liderar um plantel… construído de raiz. Irreverência e experiência não faltam onde o mais novo é o médio Miguel Correia, de 18 anos, e o mais velho é o central Rui Daniel, de… 43.

    O técnico, que já havia trabalhado em escalões de formação de diversos clubes, aceitou o desafio de treinar pela primeira vez uma equipa sénior e o arranque é de luxo. Para já, são 4 vitórias em outros tantos jogos e a liderança isolada na 3ª Distrital da AF Coimbra.

    Equipa tem mostrado a alma do clube e já leva quatro vitórias consecutivas

    Muita gente a querer ajudar o clube

    “Formámos aqui uma equipa do zero. E disse-lhes, desde o início, que o fundamental era que todos devemos ter uma motivação especial para estar ali. De forma a podermos unir as vontades de todos e remarmos para o mesmo lado durante toda a época. E este grupo tem sido incrível. Temos um plantel extenso, mas contamos sempre com mais de 20 jogadores no treino e a dar tudo. Para mim, já se torna difícil elaborar cada convocatória”, assume Fábio José.

    Fábio José é o timoneiro desta equipa

    Numa equipa técnica curta, onde Fábio José conta com o adjunto Pedro Ventura e o técnico de guarda-redes Hugo Oliveira, o primeiro objetivo já está a ser atingido. “O que a direção nos pediu foi para termos uma equipa que voltasse a aproximar as pessoas do futebol e que estas se revissem nesta equipa. Nos jogos em casa temos tido sempre muita gente. Os resultados também ajudam, claro”, refere.

    Mas o que impressiona o técnico, neste regresso da alma da Milheiriça, o campo de jogos, até é outra coisa. “Noto que há muita gente a querer ajudar o Almalaguês. Todos os dias, vejo pessoas novas a ajudar dentro e fora do campo. Há diretores no campo a apanhar bolas, porque não temos muita gente. Todos têm mostrado uma enorme disponibilidade”, refere o técnico.

    Experiência e espírito de grupo

    Esta dedicação ao “novo” Almalaguês, por puro amor à camisola, permitiu também criar um grupo especial. Onde os mais velhos são vistos como um exemplo. Casos dos centrais Rui Daniel (43 anos) e Rafael Dias (38), o médio e capitão Kazuza (37), o guarda-redes Bruno Paiva (37), o lateral João Dias (36) ou o avançado Nuno Fachada (35). “A malta é toda muito recetiva a ouvir, mesmo tendo os anos que têm de futebol. Não há quaisquer problemas a nível disciplinar”, refere o Fábio José, de 31 anos.

    Rui Daniel é o elemento mais experiente do grupo

    E a união do grupo é evidente. “É aqui que vemos que o Almalaguês está de volta. Nós jantamos sempre todos à sexta-feira e almoçamos ao domingo, antes dos jogos. Temos todos uma grande união e é por isso também que o grupo se criou de forma natural”, explica o jovem técnico.

    Sem previsões a médio prazo

    O Almalaguês arrancou, então, a todo o gás. São quatro vitórias em outros tantos jogos, mas Fabio José quer que o grupo mantenha os pés assentes no chão. “Só pensamos jogo a jogo e ganhar é sempre melhor do que perder. Mas não fazemos previsões até porque nesta 3ª Distrital, há dois grupos, passam os três primeiros de cada grupo e, depois, na fase final arranca tudo do zero outra vez. Por isso, vamos viver o momento, ganhar o próximo jogo e depois logo vemos”, atira.

    Já o presidente José Manuel Luís não hesita. “A fase de promoção é o objetivo. E, ao mesmo tempo, fomentar o acesso dos adeptos ao Campo da Milheiriça. Bem como mostrarmos sempre fair-play e respeito para com as mais diversas equipas, sejam adversários ou as de arbitragem”, defende.

    A Milheiriça voltou a receber a visita de muitos adeptos

    “Queremos que a Milheiriça seja um local de eleição. E ainda no último jogo, o árbitro veio ter comigo e disse: ‘Já andei por muitos campos e nunca ouvi nada do que aqui ouvi hoje. É um exemplo.’ É este o espírito que nos move”, conclui.

    Estreia na Taça e um legado a preservar

    Amanhã, o Almalaguês recebe o Vila Nova de Anços na 2ª eliminatória da AF Coimbra e é esperada uma nova enchente no Campo da Milheiriça. “Tem sido uma agradável surpresa ver aqui umas centenas de pessoas no estádio a ver os jogos. Esperamos que assim possa continuar”, defendeu o presidente, enaltecendo ainda a “vertente cultural” que a sua direção tem procurado manter viva no clube.

    Um legado que deve ser preservado. “A povoação de Almalaguês já recebeu o Prémio Europeu de Tecelagem. Mas também somos uma terra de bom vinho. É bom que haja projetos como o Craques para que se projetem terras como a nossa. Onde as dificuldades são ultrapassadas com muito esforço e nem sempre lhes é dado o merecido destaque”, explica.

    José Manuel Luís voltou por amor ao Almalaguês

    A finalizar, José Manuel Luís estabeleceu, então, um objetivo claro para estes dois anos de mandato. “Em dois anos queria meter esta equipa na Divisão de Honra [2ª Distrital da AF Coimbra]. Vamos ver se lá chegamos. Mas temos aqui uma equipa fantástica, vive-se aqui como uma família”, diz, orgulhoso. O regresso do Almalaguês – a alma da Milheiriça está de volta.