Categoria: Desportos de Luta

  • Pedro Carvalho é campeão mundial: “Voltei a ter amor pelo MMA”

    Pedro Carvalho é campeão mundial: “Voltei a ter amor pelo MMA”

    Pedro Carvalho sagrou-se, a 18 de outubro, campeão mundial de MMA, na Suíça. Ao Craques.pt falou da conquista, do amor ao desporto, da superação e do medo.

    Foi há poucas semanas que Pedro Carvalho se sagrou campeão mundial de MMA (artes marciais mistas), na Suíça, na promoção Warriors Night Championship, ao derrotar Damien Lapilus, por submissão, no primeiro round. A conquista do título marcou o fim de uma série de quatro derrotas e o início do futuro da carreira do português de Guimarães.

    Em entrevista exclusiva ao Craques.pt, Pedro Carvalho abordou a vitória, a reconexão com o MMA, a superação numa fase negativa da carreira e do que é sentir medo.

    Como é ser campeão mundial?

    Acaba por ser um bónus, porque o foco é sempre um, é sempre entrar lá para dentro, fazer o meu trabalho, fazer o meu trabalho bem feito e ganhar, neste caso, o título. O título de campeão do mundo acaba por ser um bónus muito bom, mas é isso. O foco para esta luta nunca esteve em ganhar o título, mas sim em fazer aquilo que eu queria fazer e ganhar a luta. O resto vem por acréscimo.

    Uma submissão na primeira ronda. Já achavas que ia ser assim?

    Eu sabia que eu tinha capacidades para acabar com o meu adversário nas duas vertentes, no chão ou em pé. A oportunidade surgiu e eu aproveitei. Estava mais inclinado para o KO, mas mal o meu adversário tentou mandar aquele pontapé e meio que se desequilibrou e caiu, eu sabia que a luta já estava com o tempo contado e aproveitei a oportunidade.

    Estavas numa fase difícil com quatro derrotas seguidas…

    Afastei-me um bocado do desporto e depois, claro, passando meio ano mais ou menos, aquela fome voltou naturalmente e as coisas correram num curso natural, em que não houve pressão em voltar, simplesmente as coisas aconteceram. E foi bom para mim, porque até então eu lutava muito, sentia aquela obrigação de lutar era como se fosse um trabalho, então eu tenho que picar o ponto. Foi bom para mim ter-me afastado, porque voltei a conectar-me com o amor que eu tinha ao desporto, com o amor de lutar. Sabia que ao ultrapassar aquela fase, eu iria me tornar 5, 6, 7 vezes melhor, e acho que o resultado está aqui. Uma disputa de título mundial, 2 minutos, e estamos aqui a falar.

    A paixão pelo MMA como começou?

    Em miúdo via um programa do UFC na Sic Radical e ao ver os lutadores a combater em pé, no chão, numa jaula, com luvas pequenas… apaixonei-me. Não sabia que existia MMA em Portugal, muito menos na minha própria cidade.

    Um colega meu começou a treinar com o Rafael Silva e um dia fui com ele, pensava que era futebol e quando soube que era MMA o meu mundo parou. Tivemos essa conversa numa quarta-feira e sábado já me estava a inscrever. O resto, é história.

    E foste para a Irlanda aos 20 anos.

    Sim, a Carla, minha mulher, perguntou-me onde estava a melhor equipa de MMA, porque nós já pensavamos em emigrar. Eu disse-lhe que o melhor ginásio era o Straight Blast Gym, do John Kavanagh. E ela disse-me ‘a Irlanda é a duas horas daqui’ e uma coisa levou à outra.

    Não foi é um começo fácil…

    Principalmente para arranjar trabalho, sim. Quando consegui, foi a limpar casas de banho num hospital. Mas olho para trás com sentimento muito positivo, com uma nostalgia boa. Estas adversidades fazem um homem e eu era um miúdo à busca do sonho.

    Como é feita a preparação para um combate? É complexo, não é?

    É muito difícil, fisica e mentalmente. Entre 8 a 10 semanas de preparação, alta intensidade, de segunda a sábado e muitas vezes de segunda a domingo. Intercalamos entre treinos mais pesados e técnicos, para o corpo recuperar. Mas nunca dá para ter uma preparação sem uma ou outra lesão.

    No topo disto, temos uma dieta restrita e que melhorar a nossa performance. E depois há a parte psicológica, que no meu caso implica estar longe da família, ter de lidar com a pressão do combate, visualizar…

    E é um desporto solitário. Não perde uma equipa, perdes tu.

    Sim, é a diferença para, por exemplo, o futebol. Não nos podemos dar ao luxo de ter dias maus, nem a treinar e muito menos a lutar. Com tudo o que exige para se ser um lutador, se a pessoa não gostar ou não quiser realmente, é muito difícil de seguir uma carreira, é muito desgastante e implica muito sacrifício.

    Como te sentes minutos antes de um combate? Como é o nervosismo?

    Quando te batem à porta do balneário e estás atrás do palco à espera para entrar, são os momentos mais complicados. Depois de nos chamarem, à medida que nos vamos aproximando da jaula, o barulho, que é intenso ao início, vai-se dissipanado. Quando entras na jaula e estás tu e o teu adversário, parece que há um silêncio.

    Alguma vez sentes medo?

    O sentimento é medo, mas não é medo do adversário, é medo de falhar, do que pode ou não pode acontecer, aqueles momentos inesperados. Há medo de se acontece algo que não podes controlar.

    Qual é a sensação de levar um murro em cheio?

    Nada. É difícil descrever mas é nada. Quando estás preparado e fazes disto vida, é como se estivesses a jogar. O nosso corpo e a nossa mente está preparada para isso, para o dano.

    Então quando sofremos dano não pensamos na dor, mas sim no que temos de fazer para evitar isto. É um jogo, quase como xadrez.

    Como te sentes após uma vitória?

    Tudo na vida, principalmente naquela primeira semana de competição, é incrível. As primeiras vezes que volto a levar os meus filhos à escola, as comidas que eu gosto, estar com os amigos e família, é tudo melhor. Dás mais valor à vida.

    Se falasses com o Pedro de 20 anos, o que lhe dizias?

    Agradecia-lhe porque foi esse Pedro que me ajudou a sair do fundo neste meio ano que me afastei do desporto. Foi ele que me ajudou a sair com uma vontade ainda maior. Às vezes vou ver os meus combates antigos e só sinto orgulho por aquilo que fiz.

    Atualmente sou um lutador 30 vezes melhor e se calhar estamos aqui a falar depois deste título mundial e foi por causa do Pedro de 20 anos que me fez ver que consigo muito mais e melhor do que na altura.

  • Pedro Carvalho sagra-se campeão do mundo de MMA

    Pedro Carvalho sagra-se campeão do mundo de MMA

    O lutador português Pedro Carvalho sagrou-se, na noite se sábado, campeão do mundo de artes marciais mistas (MMA), ao vencer Damien Lapilus no WNC3.

    Foi uma noite para a história dos desportos de combate em em Portugal. Pedro Carvalho sagrou-se campeão do mundo de MMA, na categoria de peso-pena, na liga WNC3. O português derrotou Damien Lapilus por submissão ainda no primeiro round.

    Pedro Carvalho é campeão do mundo de peso-pena

    Em Genébra, na Suíça, Pedro Carvalho estreava-se na liga WNC3, que coroava o primeiro campeão de peso-pena na história da promoção de artes marciais mistas (MMA), no evento principal da noite.

    O adversário era Damien Lapilus, que só tinha vitórias nos últimos três combates. Pedro Carvalho, por contrário, não vencia há quatro combates, no Bellator e PFL, conhecidas promoções da modalidade.

    Mas quando a campainha tocou nada disso importou. Ainda no primeiro round, Pedro Carvalho conseguiu capitalizar um erro de Lapilus, agarrando o pescoço, e nunca mais o soltando. Venceu por submissão e foi coroado campeão mundial de peso-pena.

    Foi a primeira vitória de Pedro Carvalho desde setembro de 2022 e a primeira finalização desde 2019. Após o evento, o lutador, natural de Guimarães, agradeceu aos fãs, numa mensagem publicada nas redes sociais.

    “Trabalho concluído ontem à noite! Um grande obrigado aos meus treinadores, parceiros de treino, tanto em Portugal como na Irlanda, por me ajudarem a alcançar os resultados que eu queria. À família e amigos por estarem sempre lá para mim para qualquer coisa e a mim mesmo, por continuar a levantar-me e a subir. Também ao eu de 22 anos, que mostrou-me que se ele conseguiu, eu também consigo, mas ainda melhor! Obrigado a todos pelo apoio, é sempre uma bênção sentir um apoio tão grande!”, escreveu.

    Pedro Carvalho, atleta do ginásio SBG Ireland, na Irlanda, soma agora 14 vitórias, sete delas por submissão, e 10 derrotas.

  • UFC invade Washington – Casa Branca acolhe combate histórico em 2026

    UFC invade Washington – Casa Branca acolhe combate histórico em 2026

    A Casa Branca vai transformar-se num autêntico octógono, a 4 de julho de 2026. A Ultimate Fighting Champions confirmou que, pela primeira vez, vai realizar um evento oficial na ‘South Lawn’ da Casa Branca. Coincidindo, então, com as ansiadas celebrações dos 250 anos dos Estados Unidos da América.

    O que parecia apenas um rumor tornou-se realidade. A Ultimate Fighting Champions (UFC) vai realizar um evento inédito na South Lawn da Casa Branca, no próximo dia 4 de julho de 2026. O palco escolhido não podia ser mais simbólico, já que se prepara para assinalar os 250 anos da independência dos Estados Unidos da América. UFC invade Washington – Casa Branca acolhe combate histórico em 2026.

    Mais do que um simples evento desportivo, trata-se, então, do exacerbar da celebração da cultura norte-americana, bem como da sua capacidade de promover espetáculos e da globalização das artes marciais mistas. Apesar de ainda não haver confirmações oficiais sobre os combates, as expetativas já estão ao rubro entre os fãs.

    Conor McGregor é o nome mais desejado

    O nome de Conor McGregor surge inevitavelmente como principal atrativo. O irlandês, que não sobe ao octógono desde 2021, poderá finalmente regressar para encerrar a trilogia com Nate Díaz, uma das rivalidades mais emblemáticas da história da UFC. A hipótese de enfrentar Michael Chandler também está em cima da mesa, dado que ambos já trocaram provocações e quase chegaram a um acordo em anos anteriores.

    Conor McGregor poderá ter um duelo em perspetiva com Nate Díaz

    No setor feminino, um dos duelos mais pedidos é o reencontro entre Amanda Nunes e Kayla Harrison. A brasileira, que anunciou a reforma em 2023, poderia, então, regressar para um combate de exceção. A eventual desforra entre as duas lutadoras não seria apenas um choque de estilos. Mas também uma narrativa perfeita para um palco tão especial: a campeã histórica da divisão contra a judoca olímpica que desafia a lenda.

    O perfeito choque de gerações

    Outro dream match que não sai da imaginação dos adeptos é Jon Jones contra Tom Aspinall. O veterano norte-americano, considerado por muitos o melhor lutador de MMA de sempre, poderia medir forças com o britânico em ascensão, atualmente campeão interino dos pesos pesados. Seria, então, o choque de gerações perfeito. Ainda que a concretização dependa do estado físico de Jon Jones.

    E, claro, não poderia faltar Israel Adesanya no lote de nomes mais pedidos. O ex-campeão dos pesos médios, carismático e sempre disposto a grandes palcos, tem em Sean Strickland um rival de peso. A desforra entre ambos, depois da surpreendente vitória de Strickland, continua a ser uma das histórias em aberto na categoria. E poderia encontrar na Casa Branca o desfecho ideal.

    A redefinição dos limites do espetáculo

    Dana White é o organizador desta prova de UFC na Casa Branca

    Independentemente dos nomes que venham a ser anunciados, o simples facto de a UFC confirmar um evento na Casa Branca já é, em si mesmo, histórico. Dana White e a sua organização provaram repetidas vezes a capacidade de inovar e ultrapassar fronteiras, mas este passo redefine os limites do espetáculo desportivo.

    O dia 4 de julho de 2026 promete, portanto, ser muito mais do que uma comemoração nacional. Será também a data em que a UFC levou o octógono ao coração da política norte-americana, num evento que ficará marcado para sempre na história das artes marciais mistas.

  • O Diamante Quebrou – Dustin Poirier cai no último combate

    O Diamante Quebrou – Dustin Poirier cai no último combate

    Os fãs cantaram “Shine bright like a diamond” pela última vez — mas desta vez, o brilho de Dustin Poirier apagou-se no centro do octógono.

    A noite de 20 de julho de 2025 marcou o fim de uma era. No Smoothie King Center, em New Orleans, diante de milhares de fãs emocionados, Dustin Poirier fez a sua última caminhada até ao octógono. No UFC 318, ‘O Diamante‘ enfrentou Max Holloway pela terceira vez, encerrando, então, uma trilogia de combates entre os dois compatriotas que haveria de culminar com uma derrota por decisão unânime após cinco rounds intensos. O Diamante Quebrou – Dustin Poirier cai no último combate.

    Vitória de Max na despedida

    Esta foi, então, a primeira vitória de Max Holloway sobre Dustin Poirier, num combate bastante técnico, emotivo e marcado pelo respeito mútuo, entre ambos os lutadores. Ambos deram tudo. Mas ao final do quinto round, foi Max quem saiu com a mão levantada.

    Max Holloway (esq.) infligiu uma derrota a Dustin Poirier no último combate deste

    Poirier, conhecido como “The Diamond”, deixa o octógono com uma carreira marcada por coragem, resiliência e combates memoráveis. Desde a sua estreia no UFC, em 2011, o lutador de Louisiana tornou-se num dos nomes mais respeitados da organização, dentro e fora do octógono. Foi campeão interino dos pesos leves, enfrentou lendas como Conor McGregor, Khabib Nurmagomedov, Justin Gaethje e Dan Hooker, e sempre entregou lutas espetaculares aos fãs.

    The Good Fight Foundation

    Mais do que títulos, Dustin conquistou o coração dos fãs com a sua humildade, generosidade e espírito guerreiro. Fora do octógono, também brilhou com a The Good Fight Foundation. A sua organização sem fins lucrativos que criou para ajudar milhares de pessoas, especialmente na sua comunidade Natal.

    A sua caminhada até à jaula, ao som de Rihanna, tornou-se, então, num ritual emocionante para os fãs e uma recordação de que Poirier não era apenas um lutador, mas um símbolo de superação e consistência num desporto muitas vezes cruel.

  • Hulkamania para Sempre – a Lenda Vive no Ringue da Eternidade

    Hulkamania para Sempre – a Lenda Vive no Ringue da Eternidade

    Partiu, no passado dia 24 de julho, um dos maiores ícones do Pro Wrestling. Terry Bollea, mais conhecido como Hulk Hogan, faleceu na Florida aos 71 anos de idade.

    O mundo do Pro Wrestling perdeu, no dia 24 de julho, um dos seus maiores titãs. Hulk Hogan, o rosto que definiu uma era e levou o wrestling ao mainstream mundial, faleceu aos 71 anos de idade. Deixando milhões de fãs órfãos de um herói que parecia, aos olhos de todos, invencível. Com o seu eterno “Whatcha gonna do, brother?”, Hulk Hogan não foi apenas um lutador. Foi, então, um ícone cultural que transcendeu o ringue e se transformou em símbolo de força, carisma e paixão. Hulkamania para Sempre – a Lenda Vive no Ringue da Eternidade.

    Nem os heróis são eternos

    Hulk Hogan, cujo nome verdadeiro era Terry Gene Bollea, faleceu aos 71 anos de idade, cercado pela família, no dia 24 de julho de 2025. A notícia abalou profundamente o universo do Pro Wrestling, do entretenimento e da cultura pop em geral. Hogan partiu, então, cerca de um mês depois de ter passado por uma complexa cirurgia de fusão na espinha dorsal.

    Nascido a 11 de agosto de 1953, Hogan começou a lutar no final dos anos 1970, mas foi, então, nos anos 80 que se tornou um verdadeiro fenómeno mundial. Com os seus músculos esculpidos, cabelo loiro platinado, a sua icónica bandana vermelha e um carisma inconfundível, Hogan não era apenas um wrestler, mas sim um super-herói em carne e osso. A Hulkamania tornou-se num movimento cultural.

    Hulk Hogan sempre foi visto como um super-herói em carne e osso

    Durante a Era de Ouro da World Wrestling Federation, Hogan encabeçou, então, os principais eventos, como o WrestleMania III, onde protagonizou um dos momentos mais icónicos da história ao levantar e aplicar um body slam em André ‘The Giant’ diante de mais de 90 mil fãs. Deixa um legado de conquistas de múltiplos títulos mundiais, rivalidades lendárias com nomes como Randy Savage, The Ultimate Warrior, Ric Flair e The Undertaker.

    Isto, além de um renascimento surpreendente nos anos 90 com o grupo New World Order na World Championship Wrestling, onde se reinventou como “Hollywood Hulk Hogan”, tornando-se um dos maiores vilões de todos os tempos.

    Dos ringues ao grande écrã

    Mais do que vitórias no ringue, Hogan foi o responsável por levar o wrestling à televisão, aos filmes, à cultura de massas. O wrestler participou em programas, talk shows, filmes, desenhos animados e fez publicidade ao wrestling. Tornou-se, então, um rosto tão reconhecível quanto qualquer estrela do cinema.

    Apesar de momentos controversos e altos e baixos na vida pessoal, o legado de Hogan como figura essencial do wrestling profissional permanece intacto. Sem ele, a WWE talvez nunca tivesse atingido o patamar global que lhe conhecemos hoje.

    Os combates com o rival ‘The Undertaker’ eram vistos por milhões de fãs no grande écrã

    Vários fãs já compartilharam mensagens de tributo, relembrando o impacto do seu herói de infância. Hogan foi alguém que os fez acreditar que tudo era possível. Bastava “rezar, comer vegetais e acreditar em si próprio”, dizia, mostrando-se, então, um Popeye da vida real.

    Hoje, os ringues estão silenciosos. As luzes apagaram-se, não por uma derrota, mas por respeito. Hulk Hogan sai da arena da vida, ovacionado para sempre, como herói de infância para muitos. Um pilar do wrestling, que será eterno. Descanse em paz Terry Bolea, pois a Hulkamania nunca morrerá.

  • Octávio Pudivitr luta por dois títulos mundiais em Gondomar

    Octávio Pudivitr luta por dois títulos mundiais em Gondomar

    O pugilista Octávio Pudivitr, atleta do Sporting Clube de Portugal e agenciado pela Arena de Matosinhos, volta a entrar em ação dia 28 de junho na Gondomar Fight Night. Um evento que terá lugar no Pavilhão Municipal de Fânzeres, Gondomar, a partir das 21 horas.

    O pugilista Octávio Pudivitr vai defrontar o campeão argentino Ruben Acosta no próximo dia 28 de junho, e em disputa estará uma unificação de títulos mundiais. Depois da conquista do WBC Latino na Colômbia, cinturão que Pudivitr juntou ao da WBU E UBO e depois de cinco KO’s consecutivos nos últimos cinco combates, o pugilista leonino continua a trilhar o seu caminho nas mais importantes organizações mundiais. Agora, pode, então, juntar-lhes do cinturão Mundial WBA Latino e o Mundial UBO. Octávio Pudivitr luta por dois títulos mundiais em Gondomar. Numa noite para fazer história.

    Pela frente estará, então, Ruben ‘Siru’ Acosta, que tem 65 combates, com 42 vitórias, 18 derrotas e cinco empates no currículo. O argentino foi quatro vezes campeão sul-americano, cinturão WBO e WBC Latino. Encontra-se, assim, na posição 107 do ranking mundial.

    Este combate marca mais um capítulo importante na carreira do atleta leonino, que tem como objetivo continuar a afirmar-se no panorama internacional do boxe profissional. No final maio, recorde-se, Octávio ‘Tank’ Pudivitr bateu, então, o campeão venezuelano Klinsmans Bolano em Santa Marta, na Colômbia.  

    O evento Gondomar Fight Night junta em ação os melhores pugilistas nacionais da atualidade. São os casos de Francisco Gomes, Sidney Rosa ou Bruno Soares, entre outros.

    14 vitórias em 16 combates

    Octávio Marcelo Joseph Pudivitr nasceu em Moçambique, mudou-se para Portugal aos 11 anos e pratica, então, boxe há 6 anos, depois de incursões noutras modalidades de combate, como o Jiu-Jitsu.

    Graças à sua técnica e estilo de combate há quem o chame de ‘pequeno Myke Tyson’. Tem 16 combates no currículo, com 14 vitórias, sendo nove por KO, e duas derrotas, uma delas por KO. Octávio ‘Tank’ Pudivitr reside atualmente no Porto, tem oito filhos e além do boxe dedica-se também, através da atividade do seu ginásio. Nomeadamente a angariar fundos para apoiar causas sociais e jovens desfavorecidos. No final deste mês, Octávio Pudivitr luta por dois títulos mundiais em Gondomar.

  • Octávio Pudivitr volta a brilhar na Colômbia

    Octávio Pudivitr volta a brilhar na Colômbia

    Bastou um assalto para Otávio Pudivitr voltar a brilhar na Colômbia, em Santa Marta, onde venceu Breidis Prescott. O antigo campeão mundial da WBO tombou por KO dando a terceira vitória seguida neste país da América do Sul ao luso moçambicano.

    Octávio Pudivitr volta a brilhar na Colômbia. O pugilista do Sporting venceu na madrugada de 5ª feira, por KO no primeiro de dez assaltos, o experiente Breidis Prescott. O combate decorreu em Santa Marta, a norte de Bogotá, e Pudivitr foi mais forte logo no primeiro assalto, deixando o adversário sem reação.

    “Foi um privilégio poder partilhar o ringue com um ex-campeão mundial tão experiente como o Breidis Prescott, um pugilista com muita história e alguém que admiro muito”, sublinhou, no final, o pugilista natural de Moçambique mas naturalizado português, mostrando respeito pelo adversário colombiano que foi campeão mundial da WBO, com 56 combates no currículo.

    E que se tornou famoso na cena mundial ao derrotar, em 2008, uma das grandes figuras do boxe, a superestrela britânica até então invicta, Amir Khan. Prescott lutou, ainda, contra algumas das maiores lendas da modalidade, como por exemplo Terence Crawford.

    Foi um privilégio partilhar o ringue com um ex-campeão mundial tão experiente como Breidis Prescott, um pugilista com muita história

    Octávio Pudivitr

    Octávio Pudivitr terminou, assim, com sucesso a sua mini-digressão na Colômbia com três vitórias em três combates. No início de março, derrotara Mauricio Bernal por KO técnico, em Carmen de Apicala. Seguiu-se, depois, já em Santa Marta, Jhon Teran, que também tombou por KO no primeiro assalto. Tal como agora aconteceu frente a Breidis Prescott. Octávio Pudivitr volta a brilhar na Colômbia.

    Presença no Brasil

    O luso moçambicano, residente no Porto, seguiu depois para uma estadia no Brasil, onde marcou presença em alguns eventos no Rio de Janeiro e São Paulo antes de voltar a Portugal.

    Bastou um assalto para Otávio Pudivitr brilhar outra vez na Colômbia, em Santa Marta, onde venceu Breidis Prescott. O antigo campeão mundial da WBO caiu por KO. Com isso, o luso-moçambicano conquistou a sua terceira vitória consecutiva neste país da América do Sul. Ao todo, soma agora 14 combates. Destes, venceu 12 — sete por KO. Por outro lado, sofreu duas derrotas: uma por KO e outra por pontos.

    Na Colômbia, o ‘pequeno Mike Tyson’, como é conhecido, testou a sua resistência física preparando-se para os novos desafios que tem em agenda no final deste mês e em maio, onde irá lutar por títulos internacionais.

    Octávio Pudivitr fixou-se há seis anos no boxe e tem no currículo a conquista de dois títulos mundiais: UBO (Universal Boxing Organization) e WBU (União Mundial de Boxe).

  • Pudivitr venceu e tem novo combate na  Colômbia

    Pudivitr venceu e tem novo combate na Colômbia

    Octávio Pudivitr está em digressão pela América do Sul e venceu, na madrugada de dia 30, o colombiano Jhon Teran, por KO logo no primeiro assalto. Pudivitr tem agora um novo combate agendado dia 9, para enfrentar Breidis Prescott.

    Octávio Pudivitr venceu e tem já um novo combate na Colômbia agendado para dia 9. O pugilista de 37 anos bateu, por KO no primeiro de dez assaltos, o experiente colombiano Jhon Teran. O combate decorreu em Santa Marta, a norte de Bogotá na madrugada de dia 30. O pugilista português, derrotou um adversário com 25 combates no currículo e tinha 19 vitórias, 16 por KO.

    Pudivitr, que há duas semanas tinha derrotado por KO técnico, então em Carmen de Apicala, também na Colômbia, Mauricio Bernal, vai ficar mais uma semana neste país da América do Sul, para onde tem novo combate agendado para o dia 9 de abril, novamente em Santa Marta.

    Desta feita, o adversário será Breidis Prescott, antigo campeão colombiano da WBO que tem 56 combates. Ficou conhecido ao afirmar-se com 18 vitórias nos primeiros 20 combates. Em 2008, Prescott tornou-se famoso na cena mundial ao derrotar o então favorito e invicto Amir Khan.

    Octávio Pudivitr tem agora concretizados um total de 13 combates. E soma 11 vitórias (seis por KO) e duas derrotas (uma por KO e outra por pontos).

    Regresso em força

    Após algum tempo afastado, a recuperar de lesão, Octávio Pudivitr está de regresso e em força. Depois da Colômbia, e antes de regressar a Portugal, fará ainda uma rápida incursão pelo Brasil para aí continuar a sua preparação.

    O objetivo desta digressão sul-americana, além da obtenção de pontos para a subida no ranking, centra-se então na necessidade de subir o ritmo competitivo face a novos combates por títulos internacionais previstos para abril e maio, em Portugal.

    Octávio Pudivitr fixou-se há seis anos no boxe, conseguindo rapidamente a afirmação e contando com a conquista dos títulos mundiais da UBO (Universal Boxing Organization) e WBU (União Mundial de Boxe).

  • Pudivitr luta na América do Sul por títulos internacionais

    Pudivitr luta na América do Sul por títulos internacionais

    Octávio Pudivitr, pugilista de 37 anos, está de regresso à Colômbia, onde tem agendados mais dois combates para preparar a luta por títulos internacionais.

    Octávio Pudivitr já chegou à América do Sul para combates onde vai preparar a luta por títulos internacionais. O primeiro deles é já amanhã, dia 29, na localidade de Santa Marta, a norte de Bogotá, onde irá defrontar o colombiano Jhon Teran. Só depois deste combate é que fica a conhecer o segundo adversário.

    Há duas semanas, Pudivitr esteve em Carmen de Apicala, também neste país sul-americano, onde defrontou e venceu, por KO técnico ao segundo assalto, Mauricio Bernal, de 24 anos.

    Após algum tempo afastado dos palcos, a recuperar de lesão, Octávio Pudivitr está de regresso e em força.

    Para já encontra-se na Colômbia, mas antes de regressar a Portugal deverá fazer ainda uma incursão pelo Brasil para também aí continuar a sua preparação.

    Aumentar ritmo competitivo

    O objetivo destes combates, além da obtenção de pontos para a subida no ranking, centra-se, então, na necessidade de aumentar o ritmo competitivo.

    Porque só dessa forma é que chegará, então, em forma à disputa por dois títulos internacionais que se aproximam e cujos combates estão previstos para abril e maio em Portugal. 

    Octávio Pudivitr tem no seu registo de pugilista um total de 12 combates, somando dez vitórias (cinco por KO) e duas derrotas (uma por KO e outra por pontos).

    O pugilista português fixou-se no boxe há seis anos. Rapidamente conseguiu a sua afirmação e conta já com a conquista dos títulos mundiais da UBO (Universal Boxing Organization) e WBU (União Mundial de Boxe).

  • Octávio Pudivitr vence combate na Colômbia por KO

    Octávio Pudivitr vence combate na Colômbia por KO

    Octávio Pudivitr vence combate na Colômbia, ao segundo assalto por KO técnico. O pugilista de 37 anos defrontou Mauricio Bernal, de 24 anos. A luta decorreu na madrugada de dia 16 em Carmen de Apicala, no Club la Pradera.

    De regresso aos palcos após paragem prolongada devido a lesão – deslocamento da retina na sequência do combate com Daniel Lapin, em Riade (Arábia Saudita) – Octávio Pudivitr precisava de pontuar para subir no ranking. Pudivitr fez uma deslocação relâmpago à América do Sul para testar a sua forma antes dos próximos desafios mais intensos. Mauricio Bernal foi, assim, o primeiro opositor num combate que Pudivitr venceu sem dificuldades, derrubando o adversário por KO técnico ao segundo assalto.  

    O pugilista natural de Moçambique, mas naturalizado em Portugal e residente no Porto, já tem em agenda a disputa do Cinturão do Mundo Hispano. O combate irá realizar-se na Matosinhos Fight Night, no dia 25 de abril. Pudivitr medirá forças com o venezuelano Gregorio Jose Marcano, de 25 anos, com carreira iniciada em 2018 e 24 combates disputados.

    O Pequeno Mike Tyson tem já 5 vitórias por KO

    Já Pudivitr conta até agora com 12 combates, somando dez vitórias (cinco por KO) e duas derrotas (uma por KO e outra por pontos). Antes de Matosinhos, o pugilista ainda equaciona a possibilidade de fazer um novo combate, não só para manter a forma, mas também para continuar a sua progressão no ranking da modalidade.  

    Conhecido por ‘pequeno Mike Tyson’, e depois de algumas incursões noutras modalidades de combate, como o Jiu-Jitsu, Pudivitr fixou-se há seis anos no boxe, conseguindo rapidamente a afirmação neste desporto, contando já com a conquista dos títulos mundiais da UBO (Universal Boxing Organization) e WBU (União Mundial de Boxe).

    Octávio Pudivitr assinou pelo Sporting em 2024

    O pugilista que “tinha tudo para dar errado”

    Natural de Moçambique, Octávio Pudivitr mudou-se para Portugal aos 11 anos. Veio com o irmão para estudar num colégio interno, mas as coisas não foram fáceis. “Desde muito cedo que tinha tudo… para dar errado”, admitiu recentemente numa palestra para jovens estudantes do IDS, em Lisboa, recordando que, por vezes, as amizades podem influenciar… para o caminho errante.

    Mas como “o esforço recompensa” e sempre se recusou a baixar os braços perante a adversidade, Pudivitr deixou o boxe entrar na vida dele numa altura familiar complicada, quando um dos filhos lutava contra uma doença grave e após o falecimento do pai. “Funcionou como uma terapia”. E quando já achava que não conseguiria cumprir alguns sonhos de infância, eis que aos 36 anos o Sporting CP lhe propôs contrato: “É a prova de que não existe um tempo certo para conseguir as coisas, mas que temos de lutar por elas”.

    Chegar onde nenhum português conseguiu chegar

    “O meu primeiro combate foi o mais difícil porque não sabia se estava preparado, mas também porque senti que aquele combate mudou muitas coisas na minha vida”, admitiu recentemente, recordando também um dos mais duros que teve, em Riade onde disputou um título mundial na WBA, chegando “onde nenhum português conseguira chegar”, e aí caiu com estrondo… ao primeiro golpe, com uma deslocação da retina que o impediu de continuar: “Essa derrota foi como um trovão. Só pensava nas dificuldades que tive para ali chegar e de como depois de ter chegado ao ponto mais alto… estava a cair a pique. Aí achei que era o fim de um ciclo e que já não conseguia voltar”.

    Tenho a sensação de que este ano de 2025 ainda vai ser melhor que os anos anteriores. Acredito que vem aí muita coisa boa a caminho e a tendência é ser cada vez melhor

    Octávio Pudivitr

    Mas encontrou forças para se erguer de novo. “Achei que estava no meu limite, mas agora tenho a sensação de que este ano de 2025 ainda vai ser melhor que os anos transatos. Temos algumas coisas fechadas, mais do que nos últimos três ou quatro anos por esta altura, por isso acredito que vem aí muita coisa boa a caminho e a tendência é ser cada vez melhor. Enquanto houver força da minha parte, enquanto houver energia vou estar sempre aqui em alto nível.”