Categoria: Motores

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  • Lewis Hamilton é o primeiro piloto de Fórmula 1 a alcançar os 5000 pontos

    Lewis Hamilton é o primeiro piloto de Fórmula 1 a alcançar os 5000 pontos

    Na Fórmula 1, existem recordes que para muitos são meros sonhos, mas para Hamilton tornam-se realidade.

    O piloto britânico tornou-se no único piloto da história da Fórmula 1 a conquistar mais de 5000 pontos em Grandes Prémios na carreira. A marca foi ultrapassada após os 12 pontos conquistados no fim-de-semana, com o quarto lugar no Circuito das Américas, nos Estados Unidos.

    Lewis Hamilton soma 5004 pontos na Fórmula 1

    O melhor resultado na Ferrari

    Além de histórico, este fim-de-semana tornou-se no melhor do piloto britânico desde que assinou pela Ferrari. Entre corrida sprint e evento principal, Lewis, somou 17 pontos, superando os 12 alcançados em Emilia Romagna, Grã Bretanha e Áustria.

    O fim-de-semana começou da melhor forma para o piloto de 40 anos: um quarto lugar na corrida sprint, ficando a menos de um segundo do terceiro lugar – conquistado por Carlos Sainz.

    Já na qualificação para o evento principal, não se pode dizer o mesmo. A recuperação britânica dos pilotos da McLaren levou Lewis a cair para o quinto lugar, posição de onde largou no Grande Prémio das Américas. No entanto, isso não afetou nem um pouco o heptacampeão do mundo. O ’44’ conseguiu ultrapassar o líder do atual ranking, Oscar Piastri, cruzando a meta em quarto lugar, atrás do colega de equipa, Charles Leclerc.

    Max na cola

    A recuperação do britânico, e as precárias prestações dos pilotos da McLaren reacenderam, assim, a esperança neerlandesa. Max que, curiosamente, é o segundo piloto com mais pontos conquistados na carreira, com 3329, voltou a poder sonhar com a revalidação do título de campeão do mundo.

    O fim de temporada da Fórmula 1 promete uma luta a três muito renhida

    O piloto da Red Bull está, agora, apenas, a 40 pontos da liderança, algo que há algumas semanas era absolutamente impensável. A faltarem cinco corridas, entre as quais duas sprints, Brasil e Catar, tudo está em aberto para esta reta final de época. Aquilo que se previa ser uma luta entre pilotos da McLaren, poderá vir a tornar-se uma sobrevivência dos McLaren contra a perseguição de Max Verstappen.

    Lewis Hamilton é o primeiro piloto de Fórmula 1 a alcançar os 5000 pontos

  • Formula 1: Está à vista a mudança do século?

    Formula 1: Está à vista a mudança do século?

    Segundo vários órgãos de comunicação social, Christian Horner poderá ser o reforço da Ferrari para atacar o próximo ano.

    A ser verdade, esta poderia ser vista como a troca mais inesperada do século, dado que veríamos Horner, antigo chefe de equipa da Red Bull, a liderar Charles Leclerc e Lewis Hamilton, pilotos que, no passado, eram seus rivais.

    Saída de Vasseur e entrada de Horner?

    Os rumores voltaram à baila, após o final do Grande Prémio de Singapura, que ditou a conquista do décimo mundial de construtores da McLaren. Várias fontes indicaram que a Scuderia poderia estar em negociações com o antigo ‘team principal’ da Red Bull, Christian Horner. O inglês saiu do comando dos Toro Rosso a meio da presente época, colocando fim a uma ligação de longa data.

    A confirmar-se, esta mudança seria um autêntico reforço de peso para a marca italiana, que pretende regressar às vitórias que lhes fogem há vários anos. Horner traz, sem dúvida, a experiência de campeão da categoria mais emblemática do automobilismo.

    Há, ainda, outra possibilidade a ter em conta. Muito se tem falado na possibilidade de ambos os pilotos da Ferrari deixarem a equipa no final desta temporada. Entre os nomes mais falados surgem Oscar Piastri (McLaren), Carlos Sainz (Williams) ou Kimi Antonelli (Mercedes).

    Além de Christian Horner, os rumores também apontam Max Verstappen à Ferrari

    Poderá a Ferrari ‘roubar’ a dupla campeã da Toro Rosso?

    Sim, pode parecer descabido e até mesmo absurdo, mas a verdade é que desde a saída de Horner que é pública a insatisfação de Max com a marca austríaca. E, apesar das divergências entre o seu pai e Christian Horner, a realidade é que para alguém com a fome de vitórias do neerlandês, voltar à fórmula vencedora, mesmo que ao volante de outra equipa, poderia ser uma hipótese viável.

    Com a possibilidade das saídas de Lewis Hamilton e Charles Leclerc, o investimento nas contratações de Max Verstappen e Christian Horner seriam duas afirmações claras da marca italiana.

    Para já, não passam de hipóteses, rumores e especulações, mas que deixam ‘água na boca’.

    Formula 1: Está à vista a mudança do século?

  • Motociclista português Jorge Brandão morre no Rali de Marrocos

    Motociclista português Jorge Brandão morre no Rali de Marrocos

    O motociclista português Jorge Brandão morreu esta sexta-feira, aos 46 anos, após ter sofrido um acidente durante a quinta e última etapa do Rali de Marrocos, informou a organização.

    O piloto de Arouca, que representava a equipa vimaranense Old Friends Rally, acabou por não resistir aos ferimentos sofridos apenas a dois quilómetros do final da prova cronometrada, em Erfoud.

    Embora tivesse sido transportado de helicóptero para um hospital, Jorge Brandão faleceu pelas 13h55 e a informação foi divulgada pela organização do Rali de Marrocos em comunicado.

    Créditos: Arquivo Instagram Jorge Brandão

    Jorge Brandão, de 46 anos, estava classificado em 48.º da Geral e 2.º entre os veteranos à partida da última etapa.

  • Carlos Sainz subiu ao pódio pela primeira vez na Williams

    Carlos Sainz subiu ao pódio pela primeira vez na Williams

    Carlos Sainz Jr. subiu, então, pela primeira vez ao pódio esta temporada, em Baku. Uma autêntica smooth operation, numa corrida caótica.

    O início do fim-de-semana já dava indícios de que esta poderia vir a ser, então, uma das corridas com mais ocorrências da temporada, e concretizou-se. O líder do campeonato de pilotos, Oscar Piastri, foi contra a parede logo na primeira volta e desistiu, pela primeira vez na temporada. O piloto espanhol, Carlos Sainz, contribuiu para a boa temporada da Williams ao subir ao pódio pela primeira vez.

    Caos no Azerbaijão

    Apesar do abandono de Piastri, este regresso de Baku não desiludiu, a menos que seja fã da Ferrari. A equipa italiana viu tudo acontecer-lhe: Hamilton fora do Q3, Charles Leclerc na parede no início do Q3, o que levou ambos os pilotos a começarem a corrida no 12.º e 10.º lugar, respetivamente. Apesar de ainda terem recuperado algumas posições, não foram suficientes para ir além de um nono e oitavo lugar, por outro lado… Somando à fraca performance dos dois pilotos, a Ferrari ainda perdeu o segundo lugar do campeonato de construtores para a Mercedes, que terminou a corrida com P2 (George Russell) e P4 (Kimi Antonelli).

    Quem ri por último ri melhor, e que diga o ‘Smooth Operator‘ da Williams, que na última temporada estava na Ferrari. Sainz brilhou neste GP, depois de uma qualificação que o fez largar na primeira linha, ao lado do seu antigo colega de equipa na Red Bull, Max Verstappen. O piloto espanhol não desiludiu os seus fãs que o viram subir pela primeira vez ao pódio pela Williams, pois, com direito a ovação de toda a equipa da equipa.

    Agora, juntos no pódio. Há 10 anos, juntos na equipa

    Curiosas são as voltas que a vida dá. Há precisamente 10 anos, Sainz e Max eram, então, colegas de equipa na Red Bull. Dois jovens rookies com sonhos e aspirações para o futuro. Nesta corrida de Baku, Max venceu mais uma vez, e Sainz terminou muito à frente do piloto que levou à sua saída da Scuderia, Lewis Hamilton.

    Carlos Sainz e Max Verstappen na Red Bull, em 2015

    Numa corrida que durou ainda menos tempo que a sua qualificação, Max sorriu, Sainz chorou (de felicidade) e as duas equipas que estavam em primeiro no campeonato de construtores ficaram ‘a ver navios’. Festa adiada da McLaren e aproximação de Max ao líder, na procura do quinto título de campeão.

    Carlos Sainz subiu ao pódio pela primeira vez na Williams

  • Super Max ‘troca’ os monolugares pelos GT’s

    Super Max ‘troca’ os monolugares pelos GT’s

    Depois de fazer a volta mais rápida de sempre da Fórmula 1, no templo da velocidade, em Monza, o neerlandês já treina e corre de olhos postos em Nürburgring.

    Antes do Grande Prémio do Azerbaijão, desta semana, o ‘neerlandês voador’ voltou a brilhar. Desta vez em Monza, e após bater um dos maiores recordes da modalidade, decidiu, então, aventurar-se noutra competição automobilística, e, quem sabe, já a pensar em novos horizontes… Super Max ‘troca’ os monolugares pelos GT’s.

    Max fez jus ao templo da velocidade

    Monza foi palco do regresso do neerlandês Às vitórias e aos recordes

    Antes de ir para o Azerbaijão, Verstappen assinou, então, mais uma exibição de luxo em Monza, reforçando um palmarés que já inclui o maior número de vitórias numa só temporada (19), mais triunfos consecutivos (10) e a mais longa série de voltas lideradas consecutivamente (1058). Números que o colocam, pois, lado-a-lado com nomes históricos como Sebastian Vettel ou Alain Prost, e que provam a hegemonia que construiu. Por falar em Vettel, o neerlandês superou oficialmente o número de pole positions do alemão, com a ‘P1′ conquistada no templo da velocidade, onde Max assegurou a volta mais rápida da história da modalidade: 1’18”792”’.

    Como se isso por si só não fosse suficiente, o piloto de 28 anos superou ainda o lendário recorde de Michael Schumacher, estabelecido em 2003. O neerlandês cumpriu a prova mais rápida de sempre da Fórmula 1. 1 hora, 13 minutos e 23 segundos foi o tempo que o piloto da Red Bull demorou para terminar a corrida e conquistar a sua terceira vitória do ano.

    Ainda sobre recordes, Max Verstappen ainda teve tempo de assinar mais um em Monza. O neerlandês venceu um Grande Prémio com a maior margem para o segundo lugar: 19,2 segundos.

    ‘Super Max’ poderá correr num volante de um Ferrari, mas não na Fórmula 1

    Mas, fora dos holofotes da F1, Verstappen voltou a dar que falar. Desta vez testou os seus próprios limites ao participar numa prova do Nürburgring Endurance Series (NLS), no, então, mítico circuito de Nordschleife, a Alemanha. O neerlandês conduziu um Porsche Cayman GT4, pela equipa Lionspeed GP. O objetivo passava por conquistar a licença ‘Permit Nordschleife A’, requisito essencial para quem quer competir nas 24 Horas de Nürburgring.

    Verstappen, ao volante do Porsche Cayman GT4, em Nordschleife

    Numa estreia de respeito, o neerlandês terminou, então, em sexto lugar na categoria CUP3, deixando mais de 68 segundos para o segundo piloto mais rápido entre os ‘convidados’. Uma demonstração de talento e rápida adaptação que alimenta a possibilidade de, num futuro próximo, Verstappen alinhar nas 24 Horas de Nürburgring com um carro GT3, e, quem sabe, até ao volante de um Ferrari.

    Super Max ‘troca’ os monolugares pelos GT’s

  • Os 86 pontos da Williams que estão a dar que falar

    Os 86 pontos da Williams que estão a dar que falar

    A equipa britânica de Fórmula 1 já soma mais pontos em 2025 do que… nos sete anos anteriores (84). Esta ‘ultrapassagem’ deu-se precisamente no último GP de Monza, onde Albon alcançou, então, a 7ª posição da geral. Estamos, por isso, perante uma equipa de cara lavada, desde a entrada em cena de James Vowles.

    A recuperação de Alexander Albon no mais recente Grande Prémio de Monza será um espelho fiel daquilo que a Williams vem fazendo na Fórmula 1 desde 2023. O piloto tailandês, que faz equipa com o espanhol Carlos Sainz Jr., partiu do 14º lugar da grelha mas fez uma excelente corrida e terminou, então, no 7º lugar, chegando assim aos 70 pontos na competição. Este número, agregado aos 16 pontos ganhos pelo companheiro de equipa, deixam a Williams com 86 pontos no Mundial de Construtores, mais 2 pontos do que a escuderia britânica alcançou, então, entre 2018 e 2024. Os 86 pontos da Williams que estão a dar que falar.

    E estamos, então, a falar de um número que foi alcançado em meia temporada. Estes 86 pontos são o resultado de um trabalho minucioso desenvolvido pela equipa da Williams nos últimos dois anos. E o qual começa, então, a dar frutos.

    Carlos Sainz Jr. e Alexander Albon fazem dupla na Williams

    Razões apontadas para o sucesso

    A primeira razão diz respeito à contratação de James Vowles, que trabalhou 20 anos na equipa de Fórmula 1 da Mercedes, onde desempenhou funções cruciais na área estratégica e operacional, até se tornar Chefe de Estratégia. Peça-chave no domínio da Mercedes na era híbrida (2014–2020), Vowles assumiu a função de Team Manager Principal da Williams em janeiro de 2023 e assumiu diversas funções. Entre as quais definir uma estratégia de longo prazo para devolver a competitividade à Williams ou liderar a direção técnica e desportiva da equipa.

    James Vowles assumiu a direção técnica e desportiva da equipa da Williams

    Outra das razões apontadas foi o aumento de desempenho por parte dos pilotos. Se é verdade que Carlos Sainz Jr. não está a ter o desempenho que muitos esperavam, essa ausência motivou, então, a conquista de espaço e protagonismo por parte do piloto tailandês Alexander Albon, de 29 anos. O 5º lugar alcançado em Zandvoort (Países Baixos) e, agora, o 7º em Monza (Itália) mostram o salto de qualidade que Albon, antigo colega de Verstappen na Red Bull em 2019, tem dado nos últimos meses.

    O trabalho de toda a equipa também potenciou a apresentação de um carro mais competitivo desde o início da temporada. O que beneficia a Williams em relação a alterações que as outras marcas ainda têm em andamento.

    Objetivo: 5º lugar

    A recuperação efetuada deixa a Williams no 5º lugar do Mundial de Construtores, com 86 pontos. E a expetativa dos responsáveis é segurar esta posição até ao fim da época.

    Até porque, com as novas regras que irão entrar em vigor em 2026, James Vowles pretende, para já, “estabilizar” a equipa neste patamar. Deforma a que, a partir do próximo ano e já ajustada às novas regras, a Williams possa pensar noutros voos mais ambiciosos.

  • Do começo atribulado ao lugar no pódio – Hadjar desafiou as leis da física

    Do começo atribulado ao lugar no pódio – Hadjar desafiou as leis da física

    Isack Hadjar tornou-se, este fim-de-semana, no primeiro rookie da presente temporada de Fórmula 1 a subir ao pódio da corrida principal. Ao volante da Racing Bulls, o jovem, de 20 anos, fez história juntando-se a Max Verstappen e Oscar Piastri no típico banho de champagne em Zandvoort, no Grande Prémio dos Países Baixos.

    O domingo em Zandvoort foi um retrato perfeito da imprevisibilidade da Fórmula 1. Óscar Piastri venceu uma vez mais, aproveitando os abandonos dos rivais diretos, e voltou a isolar-se na liderança do Mundial. Mas os holofotes também se voltaram, então, para Isack Hadjar, de 20 anos, que conquistou o primeiro pódio da carreira. O piloto franco-argelino terminou, então, em terceiro lugar, assegurando o melhor resultado entre novatos na presente temporada. Do começo atribulado ao lugar no pódio – Hadjar desafiou as leis da física.

    O resultado levou-o ao top 10 da classificação de pilotos, com 37 pontos, empatado com Nico Hülkenberg. Para Hadjar, que no início da época sofreu um duro golpe ao abandonar logo na volta de formação na Austrália, este pódio foi, então, um momento de redenção. Da frustração e lágrimas em Melbourne, em que chegou a ser consolado por Anthony Hamilton, pai de Lewis, à emoção em Zandvoort. O rookie demonstrou resiliência e talento numa pista que levou três dos melhores nomes da grelha a abandonar a corrida.

    ‘Piloto do Dia’ foi quem arrancou mais aplausos

    Isack Hadjar foi a grande atração no Grande Prémio dos Países Baixos

    Esta corrida ficou, então, marcada pelo azar de nomes de peso como Lando Norris, da McLaren, e a dupla da Ferrari, Charles Leclerc e Lewis Hamilton. Com o trio fora de combate, abriram-se, então, espaços para novas histórias no pelotão. A Aston Martin aproveitou a oportunidade com uma dobradinha nos pontos de Alonso (8º) e Stroll (7º), resultado que deu novo ânimo à equipa britânica. Ainda mais surpreendente foi a Haas, que colocou Oliver Bearman e Esteban Ocon em 6º e 10º. Uma rara colheita dupla de pontos que reforça o crescimento da equipa americana.

    Na frente, Piastri confirmou o momento ascendente e, com a vitória em Zandvoort, voltou a distanciar-se na classificação do Mundial. Verstappen, que correu em casa, acabou em segundo lugar, mas foi Hadjar quem mais arrancou aplausos. A ponto de ser eleito “Piloto do Dia”, com quase 40% dos votos. Hadjar protagonizou uma exibição sólida que pode marcar o início de uma nova fase na sua ainda curta trajetória na F1.

    Entre emoções, surpresas e deceções, o GP dos Países Baixos reforçou, então, a sensação de que 2025 pode ser uma das temporadas mais abertas e emocionantes da era moderna.

  • Cadillac ataca 2026 com uma das duplas mais consistentes do grid

    Cadillac ataca 2026 com uma das duplas mais consistentes do grid

    A Cadillac acaba de oficializar duas contratações históricas para a temporada de estreia em 2026. São, nada mais nada menos, do que os mais do que conhecidos Sergio Pérez e Valtteri Bottas. Refira-se, ainda, que a Ferrari será a fornecedora de motores e caixas de velocidades da equipa norte-americana.

    A Cadillac vai estrear-se na Fórmula 1 em 2026 com dois pilotos experientes e vencedores. São eles Sergio Pérez e Valtteri Bottas, dois antigos coadjuvantes nas conquistas de Hamilton e Verstappen. Estas escolhas demonstram a intenção clara da equipa norte-americana em construir uma base sólida e experiente para a sua primeira temporada de sempre. Ao mesmo tempo, surgiram especulações sobre a possível contratação de Christian Horner, ex-chefe da Red Bull. As quais foram descartadas, desde logo, pela direção da marca americana. Cadillac ataca 2026 com uma das duplas mais consistentes do grid.

    De coadjuvantes a personagens principais

    A Cadillac confirmou oficialmente os nomes de Sergio Pérez e Valtteri Bottas como a sua dupla de pilotos para a sua estreia na Fórmula 1, marcada para a temporada de 2026. As contratações dos dois veteranos refletem a aposta da equipa norte-americana na estabilidade, conhecimento técnico e força comercial. Características essenciais para o lançamento de um novo programa de alto nível.

    Pérez retornará, então, à F1 após ter sido dispensado pela Red Bull no fim de 2024. Desde então, viveu um período que lhe permitiu reavaliar a sua carreira e investir em novos projetos. Mas Bottas voltará às pistas após atuar como piloto reserva da Mercedes em 2025. A sua experiência em equipas campeãs e o seu envolvimento contínuo com o paddock mantiveram-no conectado à modalidade, oferecendo uma bagagem valorizada pela Cadillac.

    A escolha da dupla não surpreende ninguém. Além da experiência acumulada, ambos trazem, então, carisma e visibilidade, especialmente Pérez, com forte apelo comercial no mercado mexicano e na América. O que foi, de imediato, destacado pela direção da equipa ao justificar a decisão de abrir mão da opção por um piloto norte-americano inexperiente.

    Horner está fora de equação

    Graeme Lowdon é o Team Manager principal da Cadillac para 2026

    Graeme Lowdon foi indicado como Team Manager principal, para 2026, e ressalvou que “contratar dois pilotos tão experientes é um sinal audacioso de intenção”. Além de destacar o facto de que ambos “viram de tudo na F1 e sabem o que é preciso para vencer, além de entenderem o processo de construção de uma equipa.” Complementando esta ideia, Dan Towriss, o CEO do projeto, afirmou que a combinação entre talento, maturidade e vontade faz de Pérez e Bottas a escolha ideal para “definir o que a Cadillac F1 será dentro dos próximos anos.”

    Operada pela TWG Motorsports em parceria com a General Motors, a equipa norte-americana terá sedes em Indiana, Charlotte, e Silverstone, e começará a competir com motores Ferrari. Isto enquanto planeia o seu próprio ‘Power Unit’ a partir de 2029. O foco é, então, criar, desde a base, uma operação robusta e integrada, e com uma visão de longo prazo. Também por isso, a Cadillac ataca 2026 com uma das duplas mais consistentes do grid.

    Paralelamente a estas confirmações, aumentaram as especulações sobre uma possível entrada de Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, na estrutura da Cadillac. No entanto, Dan Towriss foi categórico. “Não houve quaisquer conversas com Christian Horner e não existem planos para que tal venha a acontecer”, disse, encerrando de vez o burburinho à volta do tema e reafirmando a confiança plena da Cadillac em Graeme Lowdon como líder.

  • Pais no volante – quem são e o que fazem os progenitores dos pilotos de F1

    Pais no volante – quem são e o que fazem os progenitores dos pilotos de F1

    Por detrás de cada piloto de Fórmula 1 há uma história de sacrifício, investimento ou pura paixão. E, muitas vezes, um pai que fez de tudo para ver o filho chegar ao topo. Fique a conhecer um pouco os heróis que formaram campeões do automobilismo.

    Na grelha de 2025, os motores rugem e as câmaras focam os pilotos, mas longe dos holofotes há figuras tão determinantes como discretas: os seus pais. Empresários milionários, ex-pilotos, mecânicos dedicados ou aventureiros do mundo dos negócios, todos partilham, então, um traço comum. Foram eles que abriram caminho para que os filhos chegassem ao pináculo do automobilismo. Entre fortunas feitas em finanças e histórias de vida passadas em trailers junto a pistas de kart, estas são as vidas de quem ‘acelerou’ pelo futuro dos filhos nos bastidores. Pais no volante – quem são e o que fazem os progenitores dos pilotos de F1.

    Das constantes aparições de Jos Verstappen ao quase anonimato

    O paddock da Fórmula 1 é um universo onde talento e recursos se encontram. E os pais dos pilotos são, muitas vezes, os primeiros a colocar combustível nesse sonho. Na McLaren, Chris Piastri, cofundador da HP Tuners, investiu cerca de 4 milhões de euros na carreira do filho, garantindo-lhe dados e suporte técnico desde os tempos das categorias de base. Algo que este ano tem dado os seus frutos, com o filho Oscar a liderar o campeonato do mundo de pilotos até à pausa de verão.

    Já Adam Norris, pai de Lando, fez uma autêntica fortuna nas finanças. Reformou-se, então, aos 36 anos e hoje lidera a Pure Electric, aplicando a mesma visão de negócio no apoio ao filho. Na Red Bull, Jos Verstappen dispensa apresentações: ex-piloto de F1 e treinador incansável do filho Max. Do lado oposto em termos de exposição, encontramos, então, Nobuaki Tsunoda. Mecânico e empresário, Tsunoda opta por manter-se quase invisível, ainda que tenha aberto portas a Yuki através da sua ligação com a Honda.

    Max Verstappen acompanhado do pai, Jos Verstappen

    Na Ferrari, Hervé Leclerc, ex-piloto, foi o grande incentivador de Charles antes de falecer em 2017. E Anthony Hamilton, pai de Lewis, trabalhou em TI e foi mecânico e engenheiro de pista do filho. Mostrou-lhe, então, que o talento e esforço podem superar até mesmo as limitações financeiras. Que o digam os sete títulos do piloto britânico.

    Do negócio de sementes à venda da casa

    Em Brackley, Stephen Russell, pai de George, acumulou, então, mais de um milhão de libras no seu negócio de sementes. Enquanto Marco Antonelli, dono da AKM Motorsport e amigo de Toto Wolff, preparou o filho Andrea para substituir Hamilton em 2025.

    Na Aston Martin, Lawrence Stroll não só investiu na carreira de Lance como chegou mesmo a comprar a própria equipa. Por seu lado, Fernando Alonso teve um percurso diferente. O pai, José Luis, mecânico de minas, deu-lhe um kart aos três anos, mesmo sem grandes recursos financeiros. Algo que não o impediu de se tornar um dos grandes nomes do desporto automobilístico.

    Lawrence Stroll comprou a Aston Martin, a equipa do filho Lance Stroll

    A Haas também apresenta extremos: Laurent Ocon vendeu a casa para financiar o filho Esteban, vivendo anos num trailer. Enquanto David Bearman, pelo contrário, é um magnata dos seguros e decidiu, então, apoiar o filho Oliver com patrocínios familiares. Na Racing Bulls, Yassine Hadjar, doutorado em física quântica, e Jared Lawson, empresário da logística digital, mostram que a ciência e os negócios digitais também podem levar ao paddock.

    Apoio silencioso mas consistente

    Já na Sauber, Klaus Dieter Hülkenberg continua a gerir a empresa de transportes onde Nico começou a trabalhar, enquanto Lincoln Bortoleto construiu impérios nas telecomunicações brasileiras antes de apoiar o filho Gabriel Bortoleto. A Williams conta com duas histórias marcantes: Carlos Sainz Sr., lenda dos ralis e vencedor do Dakar, e Nigel Albon, ex-piloto da Porsche Carrera Cup Asia. Ambos financiaram a carreira dos filhos.

    Carlos Sainz Sr., lenda dos rallys e do Dakar, apoia o filho Carlos Sainz Jr. na Fórmula 1

    Por fim, na Alpine, Jean-Jacques Gasly, empresário do setor imobiliário, e Aníbal Colapinto, advogado argentino com paixão pelo kart, são exemplos de apoio silencioso, mas consistente. Seja através de milhões investidos, sacrifícios familiares ou anos passados na estrada, todos estes pais têm algo em comum: foram a primeira ‘equipa’ dos seus filhos. Sem eles, a grelha de 2025 talvez fosse muito diferente.

  • Prost brilhou onde Sainz apenas passou

    Prost brilhou onde Sainz apenas passou

    Renault, McLaren, Ferrari e agora Williams. O percurso de Carlos Sainz Jr. na Fórmula 1 é igual ao de Alain Prost, um dos maiores nomes da história do automobilismo. Mas ao contrário do francês, que colecionou títulos por onde passou, o espanhol ainda não conseguiu transformar o seu talento e consistência em conquistas.

    Alain Prost e Carlos Sainz Jr. passaram pelas mesmas boxes da Fórmula 1. O craque francês brilhou em todas elas. Já o piloto espanhol, filho do lendário piloto de rally, Carlos Sainz, vive, também, uma carreira sólida, mas sem o mesmo retorno em termos de palmarés. Prost venceu onde Sainz apenas passou.

    Na Renault, Prost venceu várias corridas no início dos anos 80 do século passado, transformando a equipa francesa num verdadeiro candidato ao título. Já Sainz, por outro lado, passou por lá em 2017-2018, numa fase de transição da marca, sem pódios nem vitórias. Já a McLaren viu a genialidade de Alain Prost em duas fases distintas. Ali, o francês conquistou, então, três dos seus quatro títulos mundiais (1985, 1986 e 1989). Já Sainz, entre 2019 e 2020, fez parte da reconstrução da equipa, subindo ao pódio e cimentando, então, a McLaren como uma força emergente na F1. Mas sem espaço para sonhar com títulos e conquistas de maior regularidade.

    Ferrari e Williams

    Na scuderia italiana, Prost sagrou-se, então, vice-campeão em 1990, num dos duelos mais memoráveis da história, contra Ayrton Senna. O francês venceu várias corridas e levou a Ferrari a disputar um título com seriedade, algo que era raro à época. Já Carlos Sainz Jr. chegou à Ferrari em 2021 e rapidamente conquistou o respeito interno da marca italiana. Em 2022, venceu o seu primeiro GP, em Silverstone, mas nunca chegou a ser um claro favorito ao campeonato. Foi, sobretudo, o “termómetro” da equipa, enquanto Leclerc oscilava entre altos e baixos.

    Saiu esta temporada para a Williams, onde tem sido, então, uma autêntica sombra do que vinha mostrando nos últimos anos. Ao contrário do que se esperava, Carlos Sainz Jr. tem perdido totalmente o protagonismo para Alex Albon. E a escassez de pontos e bons desempenhos começam, então, a colocar em causa a qualidade do piloto espanhol. Carlos Sainz Jr. está em vias de se tornar uma mera sombra de Alain Prost, como se fosse a sua versão moderna, mas sem os títulos.