Categoria: Eternas Promessas

  • A saga de Salvador Agra

    A saga de Salvador Agra

    Depois de completar toda a formação no Varzim, Salvador Agra seguiu um percurso marcado por experiências no estrangeiro e pela chegada a um dos grandes do futebol português, alimentando expectativas em torno do seu potencial.

    Após deixar o Varzim, o extremo português rumou quase de imediato para o estrangeiro, assinando pelo Real Bétis. No entanto, a partir dessa transferência, sucederam-se vários empréstimos, até ser transferido para o Nacional da Madeira, onde realizou duas épocas de alto nível que lhe valeram uma transferência para o Benfica, renovando a esperança na carreira de Salvador Agra.

    Salvador Agra não somou nenhum minuto no Benfica

    Um passo maior que a perna

    O jogador português completou toda a sua formação na equipa alvinegra poveira. Até 2010/11, Salvador Agra tinha passado toda a sua carreira no Varzim. E, apesar de uma breve passagem pelo Olhanense na época de 2011/12, o atleta luso rumou, de imediato, para o estrangeiro.

    A formação do Real Bétis contratou Salvador Agra, mas o extremo português representou a equipa da Andaluzia durante apenas seis meses. Após a passagem pela equipa sevilhana seguiram-se vários empréstimos.

    Salvador Agra representou o Real Bétis durante seis meses

    Agra foi emprestado ao AC Siena, de Itália, encerrando assim a sua experiência no estrangeiro. E nas quatro temporadas seguintes passou três emprestado ao Braga. Depois de vários anos sem conseguir afirmar-se nos diferentes clubes por onde passou, começava a questionar-se se não teria dado um passo maior que a perna quando rumou ao estrangeiro em tão tenra idade.

    O extremo atuou no Braga durante três épocas

    Um novo capítulo na Choupana

    Na época 2015/16, Salvador Agra chegou a custo zero ao Nacional da Madeira. O atleta, natural de Vila do Conde, procurava assim relançar a carreira após uma série de empréstimos que não tiveram o impacto desejado. E essa sua ‘missão’ começou, então, da melhor maneira. Na primeira época de preto e branco, na Madeira, o extremo assinou a melhor temporada da carreira. Em 41 jogos, marcou 13 vezes e chegou às nove assistências.

    A segunda época ao serviço da equipa madeirense, depois de representar a Seleção nos Jogos Olímpicos do Rio Janeiro, a nível coletivo, não foi tão positiva e culminou, então, com a descida de divisão. Graças a este cenário, Salvador Agra preparava-se para sair da ilha.

    Salvador Agra esteve nos Jogos Olímpicos de 2016, realizados no Rio de Janeiro

    A passagem invisível pela Luz

    Após a descida de divisão, Salvador Agra foi contratado pelo Benfica. No entanto, sem se estrear pela equipa encarnada, seguiu emprestado para a Vila das Aves. Embora voltasse a enfrentar uma nova série de empréstimos, esse período acabaria por representar os melhores momentos coletivos da carreira do extremo português.

    A afirmação

    Salvador Agra fez parte de uma das maiores surpresas recentes do futebol português. O Desportivo das Aves, na época de 2017/18, venceu a Taça de Portugal, derrotando a equipa do Sporting na final. Ainda assim, Agra não esteve na segunda metade da época, porque foi cedido ao Granada, de Espanha.

    O extremo ainda jogou em Espanha e na Polónia

    Depois dessa passagem, voltou a ser emprestado ao estrangeiro. Representou o Cádiz, depois do Granada, até assinar em definitivo pelo Légia de Varsóvia, onde acabaria por integrar a equipa que conquistou o título polaco de 2019/20 – o único troféu da carreira profissional que levantou.

    O regresso da promessa

    Avançando alguns anos, o natural de Vila do Conde prosseguiu a carreira em território português, desde 2020/21, no Tondela, Boavista e, agora, no Leixões, somando épocas sólidas, embora sem alcançar o nível que tantos esperavam dele.

    Salvador Agra passou três temporadas no Boavista, antes de se transferir para o Leixões, onde está agora

    Com estes caminhos cruzados entre carreiras, clubes e memórias recentes do futebol português, o foco vira-se para a Taça de Portugal. Braga e Nacional, dois clubes do passado de Agra, voltam a encontrar-se num duelo que promete intensidade – especialmente porque o Nacional já venceu na Pedreira esta temporada.

  • ‘Rony Cavaleiro’, a dupla que embala os corredores da Beira

    ‘Rony Cavaleiro’, a dupla que embala os corredores da Beira

    Pela frente vêm duas batalhas pela sobrevivência para os tondelenses, mas, por agora, é tempo de festejar.

    O Tondela bateu o Vila Real, por cinco bolas a uma, garantindo o passaporte para a próxima fase da prova rainha do futebol nacional. Porém, os próximos testes da formação auriverde são tudo menos acessíveis. Primeiro, a receção ao bicampeão nacional e, de seguida, uma viagem à capital para defrontar o Benfica, de José Mourinho.

    Rony Lopes e Ivan Cavaleiro são reforços do Tondela para 2025/26

    A esperança está na experiência

    Apesar da dificuldade dos desafios que se avizinham, o clube da Beira tem duas promessas do futebol nacional: Ivan Cavaleiro e Rony Lopes. Curiosamente, ambos formados no Seixal, à semelhança de Hugo Félix que reforçou o Tondela proveniente das águias, então, no último mercado de verão.

    A criatividade no pé esquerdo de Rony Lopes

    Rony, além de internacional, conta com experiência nas principais ligas do mundo e um currículo de fazer inveja a qualquer jogador. O canhoto formou-se no Benfica e no Manchester City, onde se estreou como profissional na temporada 2013/14. Em seguida, foi emprestado a clubes franceses, tendo defendido as cores do Lille e do Mónaco.

    Rony Lopes fez formação no Benfica e Manchester City

    Rony Lopes esteve no Sevilha em 2019/20, antes de ser emprestado ao Nice, Olympiacos e Troyes, até regressar a Portugal. Primeiro ao serviço do SC Braga, de onde saiu para o Alanyaspor e, desde janeiro de 2025, representou o Farense, até chegar ao Tondela.

    Ivan: da Luz à Beira

    Já Ivan Cavaleiro não fica nem um pouco atrás do canhoto. Aos 32 anos, o extremo luso-angolano pode dizer que viveu de tudo na sua carreira, que começou no meio do bairro da sua terra natal: Vialonga. Seguiu para o Alverca, antes de se mudar para a academia do Seixal em 2007.

    Somou sete temporadas de águia ao peito, contando, pois, com escalões jovens e equipa principal, onde chegou em 2013, pela mão de Jorge Jesus. Na Luz nunca se conseguiu afirmar, acabando ofuscado por talentos como Nico Gaitán e Salvio, o que acabou por levar, então, à sua venda, para o Mónaco, em 2015, depois de uma temporada de empréstimo ao Deportivo, de Espanha.

    Esteve parcialmente envolvido num dos feitos mais históricos do futebol francês. Ivan Cavaleiro fez parte dos campeões na célebre conquista de 2016/17, tendo realizado apenas 3 partidas sobre o comando de Leonardo Jardim. Depois dessa temporada foi vendido para Inglaterra, onde esteve seis temporadas, igualmente repartidas pelo Wolves e Fulham.

    Ivan Cavaleiro regressou a Portugal 12 épocas depois

    Em Inglaterra, Ivan assumiu-se, então, como um grande extremo e viveu alguns dos momentos áureos da sua carreira profissional, que nos últimos anos tem sido marcado por trocas sucessivas de equipa. Alanyaspor, Liller, RB Bragantino e, na última temporada, Stal Mielec do futebol polaco.

    Agora, de regresso a Portugal, Ivan tem sido um dos destaques da turma beirã, e poderá muito bem ser, pois, uma das chaves do sucesso dos auriverdes, ao lado de Rony Lopes, Tiago Manso e Pedro Maranhão.

    ‘Rony Cavaleiro’, a dupla que embala os corredores da Beira

  • A fórmula ‘anti-Vitória’ do União de Lamas para a Taça

    A fórmula ‘anti-Vitória’ do União de Lamas para a Taça

    Ditou o sorteio da prova rainha, que o União de Lamas iria encarar um dos grandes do futebol nacional, em casa. O União de Lamas conta com dois jogadores cheios de conhecimento futebolística, Filipe Melo e Hugo Seco, sendo que um deles nunca perdeu com os vitorianos, em dois jogos da Primeira Liga.

    Apesar da exigência estar toda do lado vimaranense, a ambição da equipa do Campeonato Portugal é a de operar um milagre. No entanto, há um histórico de dois craques que poderá agradar bastante aos adeptos da União.

    Os dois elementos da fórmula anti-Vitória

    Hugo Seco e Filipe Melo são dois dos jogadores mais experientes da equipa das Lamas, ambos com largos anos de Primeira e Segunda Liga, e com vários confrontos frente ao conjunto minhoto.

    Hugo Seco: Equilíbrio frente aos vitorianos

    O avançado, Hugo Seco, defrontou oito vezes o conjunto vimaranense e existe um autêntico equilíbrio. Entre Primeira Liga, Taça de Portugal e Taça da Liga constam duas vitórias para Hugo Seco, três empates e três derrotas. Em todos os confrontos que recebeu os vitorianos no seu estádio venceu.

    Hugo Seco foi contratado pelo União de Lamas esta temporada

    Apesar de nunca ter sido ponta-de-lança goleador, tendo um máximo de carreira de seis golos numa época, em 2011/12 ao serviço do Benfica de Castelo Branco, Hugo disputou várias vezes a Primeira Liga.

    Filipe Melo: dois jogos diante do Vitória… zero derrotas

    O médio, de 35 anos, Filipe Melo fez toda a formação no União de Lamas e nunca perdeu em casa diante do conjunto vitoriano.

    Dos cinco jogos que tem diante do Vitória, os três primeiros resultaram em derrota, todos fora de casa. Já em 2016/17, ano em que regressou a Portugal depois de dois anos ao serviço do Sheffield Wednesday, de Inglaterra, bateu, então, os vimaranenses, na Capital do Móvel, por 2-0, e em 2020/21 empatou a duas bolas, ao serviço do Farense.

    Hugo Seco fez toda a formação no União de Lamas

    O trinco que correu vários clubes da segunda liga, como o Arouca, Naval e Moreirense, é, portanto, um género de amuleto para estes jogos. Resta saber se os comandados de Luís Pinto serão suficientemente competentes para quebrar esta estatística, ou se terá lugar o fenómeno ‘Taça’.

    A fórmula ‘anti-Vitória’ do União de Lamas para a Taça

  • Entre polémicas e aventuras: a carreira desafiante de Rúben Semedo

    Entre polémicas e aventuras: a carreira desafiante de Rúben Semedo

    O defesa-central internacional por Portugal foi mais uma das jovens promessas da formação do Sporting e da “Academia Aurélio Pereira”. Mas a vida pregou-lhe mais rasteiras, que o próprio dentro de campo. Depois de ter visto a realidade, dentro de uma prisão, conseguiu ainda regressar aos relvados profissionalmente.

    Apontado, recentemente, ao AFS, que não atravessa uma boa fase, Rúben Semedo terminou a sua ligação com o Catar e está sem clube. Ao longo da sua carreira, também jogou pelo Rio Ave e FC Porto, mas nunca se afirmou.

    Uma formação de gala

    Se, em 2008, Aurélio Pereira já tinha como objetivo formar grandes jogadores, também olhava para a academia como muito mais que isso. Rúben Semedo, tinha, certamente, os requisitos para jogar no Sporting e foi o que aconteceu, quando, aos 15 anos, foi chamado para jogar no clube, vindo do Futebol Benfica.

    O defesa-central esteve cinco anos em Alcochete

    Nos escalões de formação deu certezas daquilo que valia, e foi campeão nacional de juniores na temporada 2011/12, onde partilhou balneário com João Palhinha, João Mário, Ricardo Esgaio e Gelson Martins.

    Um início prometedor

    Nos primeiros anos enquanto profissional começou a sua aventura pela equipa B do Sporting, e até se estreou na equipa principal, mas foi emprestado ao CF Reus, da terceira divisão espanhola, na temporada 2014/15.

    Estreou-se na equipa principal na Taça de Portugal, diante do Alba

    No regresso ao clube ainda conquistou a Supertaça, mas foi emprestado novamente, desta vez, ao Vitória FC. A meio da época, Jorge Jesus, chamou-o de volta e deu-lhe a oportunidade de ser um dos pilares fundamentais do eixo defensivo, ao lado de Seba Coates.

    No ano seguinte afirmou-se como titular indiscutível na equipa do Sporting, e estreou-se na Liga dos Campeões, com 22 anos. Uma jovem promessa que parecia ter sido mais um sucesso da formação, começou a perder as asas quando lhe abriram as portas para voar.

    Grandes exemplos não foram suficientes

    E assim foi. As espectativas eram grandes, mas o resultado foi no mínimo; desastroso. Na temporada 2017/18, Rúben Semedo foi vendido ao Villarreal por 14 milhões de euros, ainda como uma grande promessa, mas rapidamente foi do ‘oito ao oitenta’.

    Rúben Semedo passou pelo Villarreal

    Com a chegada a Espanha, entrou em campo apenas cinco vezes, por decisões técnicas, mas também por se ter lesionado. Com isso, os primeiros casos de envolvimento judicial aconteceram em outubro e novembro, quando foi detido por incidentes numa discoteca. Mas o pior estava por vir.

    Em 2018 chegou mesmo a ser acusado por suspeitas de sequestro, roubo, agressão e posse ilegal de armas. Ficou em prisão preventiva por cinco meses, e, mais tarde, foi condenado a uma pena suspensa de cinco anos e obrigado a pagar uma multa de elevada quantia.

    Depois disso, ainda foi emprestado ao Huesca e ao Rio Ave, mas acabou mesmo por sair da Península Ibérica para ir jogar no Olympiacos, entre 2019 e 2021. Onde se envolveu em casos de violência doméstica.

    O fim?

    Mesmo assim, teve os anos de maior rendimento na Grécia. Além de ser titular indiscutível, venceu a Liga Grega por duas vezes e a Taça uma vez. E ainda foi a tempo de ser emprestado, novamente, para o FC Porto, que apesar do pouco que jogou, também foi Campeão Nacional e vencedor de uma Supertaça.

    Ainda foi a tempo de jogar no ‘seu’ estádio pelo Seleção Nacional

    Em 2022/23, afastou-se, em definitivo, dos grandes palcos e rumou ao Catar, onde jogou no Al-Duhail, Al-Khor e, mais recentemente, no Al-Markhiya, clube que deixou esta temporada.

    Entre polémicas e aventuras, esta foi a carreira desafiante de Rúben Semedo. Que parece não ter acabado. Neste momento procura um novo caminho, e o regresso a Portugal é uma possibilidade, através do AFS.

    Mas uma coisa é certa, Aurélio Pereira sabia do que estava a falar, quando se referia a uma academia de excelência, que não trata só dos pés, mas também da cabeça.

    Entre polémicas e aventuras: a carreira desafiante de Rúben Semedo

  • Tiago Ilori: a velocidade que nunca chegou a render

    Tiago Ilori: a velocidade que nunca chegou a render

    Formado em Alcochete, Tiago Ilori foi durante anos apontado como uma das grandes esperanças do futebol português. Combinava velocidade e qualidade técnica invulgares para um defesa-central. Porém, entre transferências precoces, lesões inoportunas e uma irregularidade que nunca conseguiu dissipar, o seu percurso acabou por não ser o esperado.

    Muito antes de chegar à equipa principal, já se falava, em Alcochete, de um jovem central diferente, com muita qualidade técnica. Após a sua estreia surgiu o burburinho. Era aquele o defesa da formação, que havia superado os recordes de velocidade em Alcochete, de nomes como Yannick Djaló, Nani e até de um certo Cristiano Ronaldo?

    Sim, era ele. Mas o que se esperava deste jogador tão falado nos corredores de Alcochete acabou por não se confirmar em campo durante a sua carreira. Os motivos, no fundo, ninguém sabe, mas a qualidade estava lá. Foi por essa tamanha qualidade, que um clube da dimensão do Liverpool o veio buscar, numa transferência, que acabou por se revelar precoce.

    Tiago Ilori estreou-se na equipa principal do Sporting com 18 anos, em 2011/12

    Transferência precoce para Inglaterra

    No verão de 2013, Tiago Ilori deu o salto para a Premier League, para jogar no Liverpool, que na altura pagou cerca de 7,5 milhões de euros ao Sporting. Em Anfield, o jogador não teve qualquer oportunidade no plantel principal, e, em janeiro, acabou por ser emprestado ao Granada, de Espanha.

    Na La Liga encontrou algum espaço para jogar, somando nove partidas na segunda metade da época, todas como titular, cumprindo sempre os 90 minutos. Contudo as prestações do defesa português não foram suficientes nem para convencer os responsáveis do Granada, nem o Liverpool, que mais uma vez não quis contar com o jovem português.

    Tiago Ilori custou cerca de 7,5 milhões de euros ao Liverpool, em 2013/14

    Seguiram-se os empréstimos, sem grande sucesso, ao Bordeaux, de França, e ao Aston Villa, de Inglaterra, antes de assinar em definitivo pelo Reading, em janeiro de 2017. A adaptação revelou-se, novamente, muito difícil, passando grande parte da sua primeira temporada afastado da equipa principal, relegado para os escalões de formação. A situação viria a mudar de figura na época seguinte, quando conseguiu, finalmente, a consistência à muito procurada, e que lhe valeu um regresso a Portugal.

    Regresso a casa

    Em 2019 regressou à “casa mãe”, o Sporting, pela mão do, já na altura, Presidente Frederico Varandas. O regresso, inicialmente, envolto em expectativa e esperança, depressa se transformou em motivo de contestação. As exibições apagadas do defesa não convenceram os adeptos leoninos, que cedo manifestaram descontentamento. O que parecia um regresso feliz e no momento certo acabou por se revelar mais uma desilusão. Na segunda metade da época 2018/19, aquando da sua chegada, somou dez jogos, e na temporada seguinte o número não foi muito além disso, fixando-se em 14 partidas.

    O regresso a Alvalade também não foi feliz

    Sem grandes perspetivas de evolução em Alvalade seguiu-se novo empréstimo, o quarto da carreira, desta vez ao Lorient, de França. Porém, a segunda passagem por França não podia ter sido mais frustrante, já que não somou um único minuto.

    Mais dois empréstimos antes da rescisão

    A saga de empréstimos parecia não ter fim, e o jogador tentava, outra vez, um novo desafio na Primeira Liga. Primeiro ao serviço do Boavista, e mais tarde pela porta do Paços de Ferreira. Ambas as experiências não correram como de esperado, totalizando apenas 16 jogos disputados em duas épocas.

    Teve ainda uma curta passagem pelo Belenenses, depois de rescindir com o Sporting, em 2023. Atualmente joga na primeira divisão da Geórgia, desde março deste ano, e onde procura o seu tão desejado espaço de afirmação.

    Atualmente, Tiago Ilori, joga na Geórgia, no FC Dila

    A história de Tiago Ilori é o retrato de um talento que parecia destinado ao topo, mas que nunca conseguiu cumprir as expectativas criadas em seu redor. O central português tornou-se símbolo de como o rótulo de promessa pode ser tão pesado quanto enganador. Hoje, mais longe dos grandes palcos, resta-lhe a missão de encontrar finalmente o espaço que tantas vezes lhe escapou.

    Tiago Ilori: a velocidade que nunca chegou a render

  • ‘Super Mario’ não chegou ao último nível

    ‘Super Mario’ não chegou ao último nível

    Poucos jogadores geraram tantas expectativas no início de carreira como Mario Balotelli. O avançado italiano chegou a ser apontado como o futuro do futebol europeu, mas acabou por trilhar um percurso marcado por altos e baixos. Em alusão ao jogo da Nintendo, Super Mario, dá ideia que Balotelli nunca chegou ao último nível: a consistência.

    Dotado de um talento inegável e de uma personalidade excêntrica, Balotelli viveu o auge da sua carreira ainda muito jovem, mas a indisciplina e a falta de consistência ditaram uma queda abrupta. Uma história de glória precoce que se transformou numa das maiores desilusões do futebol moderno. Na semana de estreia da Liga dos Campeões recordamos ‘Super Mario’ Balotelli.

    O ‘futuro astro’ da Squadra Azurra nasceu em Milão

    Balotelli começou a destacar-se no Inter de Milão, ainda adolescente, onde conquistou três títulos da Serie A e uma Liga dos Campeões, sendo orientado por José Mourinho. A sua força física, técnica apurada e frieza perante a baliza fizeram dele, pois, um dos jovens mais temidos do futebol mundial.

    A sua saída deu-se em 2010, quando se transferiu para o Manchester City, a troco de mais de 29 milhões de euros. Foi em Manchester que ‘Super Mario’ viveu alguns dos momentos mais memoráveis da sua carreira. Foi por lá que fez a assistência para ‘aquele’ golo de Sergio ‘Kun’ Agüero, que deu o título da Premier League em 2011/12. A fama e o mediatismo cresceram ao mesmo ritmo do seu protagonismo em campo… e das suas polémicas fora dele.

    O festejo de Balotelli num dos golos à Alemanha nas meias-finais do Euro’2012

    Após a aventura inglesa, regressou, então, a Itália para representar o AC Milan, clube onde voltou a mostrar flashes da sua genialidade e onde se tornou titular indiscutível na seleção italiana. O ponto alto da carreira foi no Euro’2012, com dois golos decisivos nas meias-finais, frente à Alemanha.

    Mario perdeu o ‘Super’ em Anfield

    As exibições em Anfield ficaram muito aquém das esperadas

    A instabilidade emocional, os episódios de indisciplina e a falta de compromisso começaram a minar, aos poucos, a sua evolução. A transferência para o Liverpool, em 2014, representou o início de uma das maiores quedas da história do futebol mundial. O rendimento ficou muito aquém das expectativas, e os conflitos dentro do balneário acabaram por tirar-lhe oportunidades em campo.

    Na estreia em Génova, o seu último clube, levou um cartão amarelo em menos de cinco minutos

    Seguiram-se passagens, curtas e irregulares, então, pelo Nice e Marselha, em França, pelo Brescia, Monza e Genoa, em Itália, pelo Adana Demirspor, na Turquia, e pelo FC Sion na Suíça, quase sempre com o mesmo padrão: arranques sem motivos de críticas, seguidos de quebras de rendimento e novos conflitos internos.

    Lesões, problemas físicos e uma atitude alheada do rigor profissional foram contribuindo para o seu afastamento dos grandes palcos. Hoje, aos 35 anos, Balotelli é recordado pelo potencial que ficou por cumprir. De promessa do futebol mundial e da seleção italiana, a um símbolo de desperdício de talento.

    Sem compromisso, sem rigor, sem disciplina, hoje Super Mario é apenas uma sombra do que se esperou dele um dia.

    ‘Super Mario’ não chegou ao último nível

  • Lazar Markovic – em busca da pérola perdida

    Lazar Markovic – em busca da pérola perdida

    Com muito talento para mostrar e exibir, Lazar Markovic, no auge dos 19 anos, chegou ao Benfica no verão de 2013, com o rótulo de uma das principais pérolas do futebol sérvio. Não precisou de muito tempo para se afirmar na Luz, e revelou-se peça-chave na temporada dos encarnados. Mas após rumar a Inglaterra, não voltou a ser o mesmo.

    Lazar Markovic chegou ao Benfica com o carimbo de craque, proveniente do Partizan de Belgrado, numa transferência a rondar os 10 milhões de euros. O jovem irreverente espalhou magia pelos relvados portugueses e fez 7 golos e 6 assistências pelo Benfica na sua época de estreia em Portugal. Um pecúlio que fez despertar, então, o interesse do Liverpool, que o levou para Terras de sua Majestade. Mas, a pressão de jogar na Premier League parece ter bloqueado um talento que prometeu bastante. Lazar Markovic – em busca da pérola perdida.

    Sonho inglês… que virou frustração

    Na Premier League, Markovic nunca conseguiu corresponder às expetativas atribuídas ao seu talento, e os 25 milhões de euros pagos pelos reds ao Benfica colocaram ainda mais pressão sobre o sérvio. A forte concorrência de jogadores como Philippe Coutinho ou Raheem Sterling tornou a tarefa de se impor em Liverpool ainda mais complicada. Depois de uma época muito apática, seguiram-se, então, sucessivos empréstimos, até deixar Anfield em 2018, a custo zero.

    Lazar Markovic assinou pelo Liverpool em 2014 mas não vingou em Anfield

    A primeira paragem depois de deixar Liverpool foi, então, o Fenerbahçe. Mas as coisas voltaram a não dar certo em Istambul. As graves lesões atrapalharam, e muito, a sua passagem pela Turquia, forçando-o a falhar grande parte da segunda metade da época.

    Regresso para um eterno rival

    Na temporada seguinte, o Sporting de Jorge Jesus conseguiu um surpreendente golpe de mercado, ao trazer Markovic de volta a Lisboa. Mas, desta vez, para jogar no maior rival da sua antiga equipa.

    Markovic foi aposta pessoal de Jorge Jesus no Sporting. Foto: Paulo Calado

    As expetativas em torno do craque voltaram a crescer, uma vez que Markovic tinha, assim, a oportunidade de jogar num campeonato onde já tinha sido feliz. Porém as coisas não podiam ter corrido pior em Alvalade. Uma primeira metade de época desoladora, com dois golos em 11 jogos, não foi suficiente para convencer Jorge Jesus. E o sérvio acabou por sair de Alvalade em janeiro, num novo empréstimo, desta feita para o Hull City, então treinado por… Marco Silva.

    De volta a casa

    Os passos seguintes dados por Markovic foram vários. Continuaram, então, os empréstimos, e até uma transferência em definitivo para o Fulham, mas sempre sem sucesso.

    Voltou ao Partizan em 2019 mas o Chipre é o novo desafio

    Depois de inúmeras experiências que nunca correram bem, Markovic decidiu, então, voltar à casa de partida. Em 2019/20, o extremo assinou pelo Partizan de Belgrado, clube de formação, e que representou ainda enquanto sénior antes de rumar ao Benfica. Apesar de nunca se ter afirmado como peça crucial da equipa, intercalando entre a titularidade e o banco de suplentes, foi no país natal que voltou a encontrar algum ritmo de jogo.

    Apontou 20 golos em 87 jogos durante as três temporadas em que permaneceu no clube, antes de envergar em mais uma aventura no estrangeiro. Desde que saiu do Benfica em 2014, Markovic já passou por 11 clubes diferentes. Na maior parte deles sem sucesso. Hoje, aos 31 anos, veste a camisola do Apollon Limassol, do Chipre. Uma carreira muito aquém para uma pérola que se perdeu no tempo.

  • De promessa a incógnita – a carreira irregular de Bruno Xadas

    De promessa a incógnita – a carreira irregular de Bruno Xadas

    Bruno Xadas foi, em tempos, visto como uma das joias mais brilhantes a sair da academia do Sp. Braga. Hoje, aos 27 anos, o médio-ofensivo joga na China, longe dos holofotes europeus, com uma carreira marcada por lampejos de talento. Mas também por uma sensação constante de que podia ter ido muito mais longe.

    Natural de Oliveira de Azeméis, Bruno Xadas começou cedo a dar nas vistas. Depois de passagens pela formação do FC Porto e da Sanjoanense, o médio chegou em 2014 ao Braga, onde explodiu nos sub-19. Marcou 14 golos em 29 jogos que lhe abriram caminho direto para a equipa B minhota. No escalão secundário dos arsenalistas, ainda manteve a chama acesa. Em apenas época e meia, registou 11 golos e 6 assistências em 34 jogos, números que impressionaram e valeram a chamada à equipa principal em 2016. O passo, contudo, acabou por revelar-se maior que a perna. De promessa a incógnita – a carreira irregular de Bruno Xadas.

    Frustrações atrás de frustrações

    Durante três temporadas no plantel principal do Sp. Braga, Xadas teve oportunidades, mas nunca se afirmou como titular indiscutível. O talento estava lá, a técnica apurada, a boa chegada à área, a visão de jogo, mas a consistência nunca o acompanhou. Em 2019, acabou emprestado ao Marítimo, onde voltou a mostrar dificuldades em deixar marca: apenas um golo em 12 jogos.

    Xadas ainda deixou marca no Marítimo mas acabou por deixar o clube

    A solução passou, então, pela saída em definitivo. Em 2020, mudou-se para a Bélgica, para o RE Mouscron. Porém, também na Jupiler Pro League a história se repetiu: minutos jogados, mas impacto reduzido. O regresso a Portugal foi, então, inevitável, e o Marítimo voltou a ser a sua casa. Durante três anos na Madeira, Xadas agarrou a titularidade, marcou golos – 17 em três épocas – e contribuiu para a equipa, mas nunca mostrou a regularidade que justificasse o rótulo que o acompanhou desde cedo.

    Ainda tem o tempo a seu favor

    Em janeiro de 2024, Xadas decidiu, então, abraçar uma nova aventura, desta vez no futebol chinês, mais precisamente ao serviço do Tianjin Jinmen Tiger. Onde já cumpre a sua segunda temporada e, desta vez, com números bem razoáveis. Atualmente, soma 5 golos e 5 assistências em 23 jogos.

    Bruno Xadas tem conseguido revitalizar a carreira no Tianjin Jinmen Tiger

    Se é certo que parece ter conseguido revitalizar a carreira no Oriente, Xadas mostra, aos 27 anos, que ainda vai tempo de regressar a palcos elevados do futebol. Resta saber se a mentalidade vai acompanhar um talento que não perdeu qualidades. A incógnita permanece mas, por enquanto, Xadas ainda tem o tempo a seu favor.

  • Marat Izmailov – o talento russo que prometia mas foi marcado pela invisibilidade

    Marat Izmailov – o talento russo que prometia mas foi marcado pela invisibilidade

    Um fantasista cheio de força. Marat Izmailov chegou a Lisboa em agosto de 2007, como uma das jóias da bela geração russa. Chegou, viu e marcou o golo da vitória na estreia, na Supertaça, frente ao… FC Porto. O extremo foi um dos talentos que não conseguiu ir além de campeonatos de segunda e terceira linha na Europa  – português, russo e azeri.

    Marat Izmailov chegou a Portugal com rótulo de predestinado, por ter sido o melhor jogador jovem russo, aos 19 anos. No Sporting, o seu drible fluído, toque refinado e mudanças de direção deixavam os adeptos ávidos de um craque que parecia ser de outro patamar. Mas, entre lesões recorrentes, clima de instabilidade interna e um certo mistério, aquela que era uma promessa fascinante veio a tornar-se uma enorme frustração. Em dia de clássico entre Sporting e FC Porto, nada melhor do que uma promessa que passou pelos dois clubes. Marat Izmailov – o talento russo que prometia mas foi marcado pela invisibilidade.

    Do brilho em Alvalade a esperança no Dragão

    O extremo proveniente do Lokomotiv de Moscovo, que jogou no Mundial de 2002 e nos Europeus de 2004 e 2012 pela seleção russa, chegou ao Sporting como uma joia do futebol russo. Na altura, já com 25 anos, ‘aterrou’ e foi logo uma das mais-valias da equipa – cumprindo 47 jogos na temporada de estreia. Mas, castigado por várias lesões, Marat Izmailov deixou de jogar com tanta regularidade, cumprindo, ainda assim, cinco épocas e meia de verde e branco.

    Izmailov entrou em grande no Sporting mas não confirmou expetativas

    A meio de 2012/13, com apenas nove jogos nessa época, Izmailov despediu-se do Sporting frente ao Benfica, tendo feito pouco mais de três minutos. Para surpresa de muitos, o russo transferiu-se para o FC Porto com expectativas elevadas — afinal, quem muda de leão para dragão carrega consigo sonhos de redenção. A estreia do russo de azul e branco foi em Lisboa, frente ao… Benfica, um mês depois da última partida realizada. No entanto, o que se viu em campo foi pouco: desconexão, falta de ritmo e uma presença tímida que nunca correspondeu às capacidades técnicas que o tornaram “eterna promessa”.

    Uma carreira interrompida pela família

    Em 2015, já sem clube, Izmailov foi notícia por uma razão extra- futebol. O russo decidiu interromper a carreira para apoiar o filho, alvo de um problema de saúde. Este foi, então, submetido a uma operação complexa que exigia a presença constante do pai. Um gesto que revela um lado humano que transcende taças, golos e estatísticas — mas que também interrompeu, talvez definitivamente, uma trajetória que se antevia ser de sucesso.

    Izmailov não foi feliz ao serviço do FC Porto

    Ainda antes, em 2010, Izmailov já tinha mostrado como o lado familiar influenciava o seu percurso. O médio faltou, então, a um treino do Sporting porque a mulher estava hospitalizada e ficou em casa com a filha. Um episódio que ilustrou a dificuldade em conjugar a carreira com compromissos pessoais num mundo onde raramente há espaço para assumir a fragilidade neste tipo de situações.

    Promessa por cumprir entre Sporting e FC Porto

    Hoje, num dia em que leões e dragões se enfrentam, faz sentido, então, lembrar uma eterna promessa que jogou nos dois lados. Um artista de talento e força rara que passou por dois dos maiores clubes portugueses, mas que nunca explodiu como se esperava. Fosse pela instabilidade física, pelas circunstâncias ou pelas exigências da vida fora de campo. Talvez o maior jogo que disputou tenha sido, então, longe dos relvados. No sacrifício de estar onde mais precisava — junto de quem mais amava.

  • Nélson Oliveira – a promessa que nunca desistiu

    Nélson Oliveira – a promessa que nunca desistiu

    Da formação do Benfica ao Castelo de Guimarães, passando por empréstimos sucessivos e por uma carreira marcada por grandes e graves lesões. Nélson Oliveira é o retrato de um jogador cujo talento nunca esteve em causa, mas que viu a afirmação plena no futebol português ter ficado sempre adiada. Aos 34 anos, a desfrutar de uma aventura muito desejada, chegou, então, ao número redondo de 100 golos na carreira.

    Nélson Oliveira nasceu em Barcelos em 1991 e, desde muito jovem, foi considerado um dos maiores talentos do futebol português. Aos 15 anos já era apontado como “o próximo grande avançado” do Benfica e da Seleção Nacional, depois de brilhar nas seleções jovens, onde deixou marcas importantes. A estreia pela equipa principal dos encarnados chegou cedo. Mas também cedo se percebeu que o espaço na Luz seria escasso para um jovem à procura de minutos e afirmação. A concorrência da dupla Cardozo-Saviola foi grande demais, acabando por levar o avançado para outras paragens. Nélson Oliveira – a promessa que nunca desistiu.

    Seguiram-se empréstimos a Rio Ave e Paços de Ferreira antes de ter oportunidade na Luz durante uma época. Em 2011/12, com 20 anos e sob o comando de Jorge Jesus, fez 3 golos em 22 jogos e o destino ficou traçado. O regresso aos empréstimos foi, então, uma evidência até 2016: Deportivo da Corunha, Rennes, Swansea e Nottingham Forest, até ser comprado pelo Norwich. Em todos os clubes deixou lampejos de qualidade, mas nunca conseguiu manter a consistência necessária para se fixar.

    Nélson Oliveira não conseguiu confirmar todo o seu potencial no Benfica

    Rótulo de promessa começou a pesar

    Ainda assim, em 2012 esteve presente no Europeu. Convocado pelo selecionador Paulo Bento, Nelson alcançava, então, um patamar que lhe permtia sonhar com a ascensão de uma estrela em construção. No entanto, Nélson conseguiu conquistar verdadeiramente a sua oportunidade. Com o passar dos anos, o rótulo de promessa começou a pesar. Lesões musculares, falta de continuidade e más escolhas na carreira contribuíram, então, para atrasar o crescimento competitivo do avançado.

    A experiência em Inglaterra, sobretudo no Norwich, acabou por ser o ponto mais alto, da sua carreira, com números apreciáveis na época – 15 golos em 32 jogos em todas as competições. Mas mesmo aí a irregularidade acabou por falar mais alto. As posteriores passagens pela Grécia e Turquia não foram exceção e Nélson Oliveira começou a pensar que um regresso a Portugal poderia revitalizar-lhe a alma. E, neste caso, houve um clube que lhe tocou no coração: o Vitória de Guimarães. Inclusivamente, o avançado chegou a falar com o seu empresário para procurar uma oportunidade nos vitorianos.

    Um desejo concretizado

    E o sonho concretizou-se. Em 2022, Nélson Oliveira regressou a Portugal para vestir a camisola do Vitória SC. Em Guimarães encontrou, então, um clube disposto a acreditar nele, mas a grave lesão no joelho sofrida logo na primeira temporada voltou a atrapalhar o seu trajeto. Já recuperado, Oliveira procura recuperar a confiança e voltar a ser um nome de referência, mesmo com 34 anos. No entanto, no passado fim-de-semana, Nélson chegou aos 100 golos apontados na sua carreira enquanto profissional.

    Aos 34 anos, Nélson Oliveira é um ídolo dos adeptos vitorianos em Guimarães

    Para muitos adeptos, Nélson Oliveira representa o símbolo de uma geração que prometia mais do que conseguiu entregar. Para os mais resilientes, continua a ser um avançado capaz de decidir jogos e de lutar contra as adversidades da carreira. Certo é que, no D. Afonso Henriques, a esperança persiste: a de que, mesmo aos 34 anos, ainda seja possível transformar a promessa numa realidade tardia. Nélson Oliveira – a promessa que nunca desistiu.