
E a seguir a nova goleada europeia sobre o Athletic Bilbao, seguiu-se… outra derrota na Premier League, desta vez em casa, diante do West Ham. Tem sido esta a sina do Manchester United numa temporada em que vai bater o recorde negativo de pontos na competição, mas, ao mesmo tempo, disputará uma final europeia. O desaire, em Old Trafford, diante dos hammers levou o United a cair mais uma posição na classificação, para o 16º lugar. Nem Rúben Amorim conseguiu inverter as duas capas do Manchester United esta época.
Para se perceber as dificuldades sentidas pelos red devils esta época na Premier League, nada melhor do que os números. O United soma, então, 39 pontos em 36 jornadas e, na melhor das hipóteses, chegará aos 45 pontos. Quando a pior pontuação de sempre do clube na Premier League (desde 1992/93) foram os 58 pontos alcançados em 2021/22.

Mas o registo em 2025 é ainda mais cruel, ainda que, a partir de determinada altura, Rúben Amorim tenha apostado tudo na Liga Europa, única via que poderá garantir ao United a presença na Champions em 2025/26. Em 17 jornadas disputadas neste ano civil, o clube de Manchester só ganhou quatro, três delas frente aos já despromovidos Southampton, Leicester e Ipswich Town. Está, agora, há sete jornadas seguidas sem ganhar e defrontará, então, Chelsea (fora) esta sexta-feira (dia 16) e Aston Villa (casa), clubes que ainda lutam para ficar no Top 4 da tabela.
Tirada a capa da Premier League, o United revigora-se quando veste, então, a da Liga Europa. E até começou por ser tímido o percurso dos red devils na segunda competição mais importante da UEFA. Com Ten Hag ao leme, o United empatou os primeiros três jogos, um deles no Dragão, diante do FC Porto (3-3). Até que Ruud van Nistelrooy substituiu o compatriota e bateu o PAOK por 2-0.
Amorim chegou e… tudo mudou. Desde o sistema tático aos resultados na Liga Europa. Começou, então, com um triunfo suado sobre o inesperado Bodo/Glimt, por 3-2 e ninguém, naquela altura, esperaria que os noruegueses fossem até às meias-finais. O United seguiu o seu caminho, somando, a partir daí, oito vitórias e dois empates e só sofreu nos quartos-de-final.

Esteve muito perto de cair frente ao Lyon de Paulo Fonseca, mas uma reviravolta brilhante nos últimos minutos do prolongamento da 2ª mão puseram Amorim com um sorriso rasgado. E quando se pensava que o Athletic Bilbao seria um osso duro de roer… a capa da Liga Europa fez com que o United resolvesse a questão na 1ª mão das meias-finais.
No total, são 9 vitórias e 5 empates em 14 jogos, sendo a única equipa esta época que chega a uma final europeia sem perder qualquer jogo. Tudo para atingir uma final em que defrontará um Tottenham com uma época similar.
E, em três duelos frente aos Spurs esta época, o United… perdeu todos. Com Ten Hag ainda ao comando, os red devils caíram, então, em casa, por 3-0.
E já com Amorim ao leme, a formação de Manchester perdeu 4-3 nos quartos-de-final da Taça da Liga e por 1-0 na 2ª volta da Premier League, ambos os jogos fora de casa. Mas a final da Liga Europa é outra coisa e Amorim quer toda a gente em Bilbau. A capa europeia transforma este Manchester United.






