É no Japão que Nakajima se sente bem

CraquesCraquesFutebol4 meses atrás72 Visualizações

O antigo médio-ofensivo de Portimonense e FC Porto voltou a marcar em dois jogos seguidos, o que não fazia desde 2017, então com a camisola da equipa algarvia. Depois de atuar alguns anos em Portugal, o internacional japonês voltou, em 2023, ao país de origem para jogar no Urawa Red Diamonds. E esta época já soma 3 golos em 10 jogos.

Shoya Nakajima já regressou ao seu Japão em 2023, depois de seis anos em que experimentou o futebol europeu e asiático. Foi, então, em 2017 que Nakajima deixou o FC Tokyo, para rumar, por empréstimo, ao Portimonense e a sua vida nunca mais foi a mesma. Deixou, aliás, uma marca importante no clube algarvio, o que o levou a assinar pelo FC Porto já depois de uma incursão curta no futebol do Qatar. No Dragão, embora tenha ganho títulos coletivos, nunca se evidenciou e acabou por regressar ao Algarve. Contudo, haveria de voltar ao país do sol nascente em 2023, já depois de outra experiência sem sucesso no futebol turco. E agora, arrancou esta época a todo o gás. É no Japão que Nakajima se sente bem.

Em dois jogos a contar para os quartos-de-final da J. League Cup, semelhante à Taça da Liga em Portugal, Nakajima marcou dois grandes golos ao Kawasaki Frontale. Em casa, fez o golo do empate final (1-1) e, fora, apontou o segundo golo na derrota do Urawa Red Diamonds, por 3-2, após prolongamento. Apesar da eliminação, ficou o bom momento do médio-ofensivo, que já leva três golos nos primeiros 10 jogos da temporada. Desde 2017 (Feirense e FC Porto) que Nakajima não marcava em dois jogos seguidos. Na altura fê-lo com a camisola do Portimonense, na sua época de estreia em Portugal.

Um legado nipónico por terras portuguesas

No panorama atual, apenas dois jogadores japoneses atuam na Liga Portugal Betclic. Hidemasa Morita, médio do Sporting, e Taichi Fukui, médio do Arouca contratado em definitivo ao Bayern Munique no último defeso. Mas não é preciso recuarmos assim tanto no tempo para nos recordarmos, então, de Kanya Fujimoto (Gil Vicente), Kosuke Nakamura (Portimonense), Yuki Soma (Casa Pia) ou, até, de Masaki Watai (Boavista).

Logicamente, Nakajima deixa um legado difícil de ultrapassar. Em três épocas pelo Portimonense marcou, então, 17 golos e fez 20 assistências. Já no FC Porto somou apenas 1 golo e 4 assistências, mas, ainda assim, conquistou a Liga Portuguesa e a Taça de Portugal em duas temporadas. No Dragão, Nakajima partilhou balneário com jogadores como Iker Casillas, Pepe, Alex Telles, Vitinha, Otávio ou Luis Díaz.

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