Eric Veiga: “Estou aberto a todas as opções”

CraquesCraquesFutebolEntrevistas9 meses atrás422 Visualizações

Após cinco anos no projeto de Rubens Parreira, primeiro Vilafranquense e depois AVS, o lateral-esquerdo internacional luxemburguês Eric Veiga acabou contrato e prepara-se para um novo desafio. “Estou aberto a todas as opções. Não tenho problemas em mudar de divisão ou de país”, revela quem participou na subida e na permanência do AVS na I Liga.

Eric Veiga chegou a Portugal com uma ligação especial ao País. Com família em Lisboa e Trás-os-Montes, não pensou duas vezes quando surgiu a oportunidade. “Era algo que eu queria. Quando surgiu a oportunidade não hesitei”, confessa, em exclusivo ao Craques, o jogador que, na Alemanha, atuava como médio, mas acabou por se adaptar, então, à posição de lateral no extinto Desportivo das Aves, com ajuda do mister Leandro Pires, que hoje é adjunto de Vasco Matos. O percurso no AVS foi marcado por altos e baixos, com uma lesão grave a condicionar o seu rendimento, mas também por momentos inesquecíveis, como a subida à Primeira Liga. Agora, após o fim do contrato, Eric Veiga olha para o futuro com ambição. “Estou aberto a todas as opções”, avisa.

“Se sentir que me querem mesmo…”

Após cinco anos ligado ao projeto do Presidente do AVS, Eric Veiga prepara-se, então, para um novo capítulo. “Passei cinco anos neste projeto [Vilafranquense e AVS] e estou contente porque cumpri o objetivo de subir à Liga Portugal. Sei o quão difícil foi”, reflete o jogador, que não esconde a gratidão pelo investidor Rubens Parreira.

Quanto ao futuro, o lateral é claro e admite que pode descer um escalão, desde que jogue. “Estou aberto a todas as opções. Adoro Portugal e gosto do campeonato. Se sentir que me querem mesmo, não vejo porque não. Preciso de jogar. Não tenho problemas em mudar de divisão ou de país. Quero jogar e ganhar ritmo”, afirma.

Eric Veiga alinhou pelo AVS no Estádio da Luz, para a Liga Portugal

A relação com Rui Borges e Jorge Costa

Entre os vários técnicos com quem trabalhou, Eric Veiga destaca Rui Borges, no Vilafranquense, em 2022/23. “A maneira como ele me dava confiança ajudou-me a fazer a minha melhor época. Fui muitas vezes titular com ele”, revela, então, sobre o atual treinador campeão nacional pelo Sporting.

Além da amizade com o treinador, Eric admite que foi contra ele que também teve o jogo mais complicado da temporada. Quando Rui Borges ainda estava em Guimarães: “Metia muitos jogadores por fora e parecia que estavam num ‘meinho’. Cheguei ao fim do jogo e pensei: jogam mesmo bem.”

Jorge Costa também ocupa um lugar especial nas suas memórias. “Sou muito grato ao Jorge Costa. Quando não se joga, parece que não ajudamos e estar a festejar é estranho. Assim, foi diferente, fiz parte da subida. Joguei no jogo mais marcante da época”, sublinha, referindo-se à sua participação no jogo decisivo da subida, o play-off frente ao Portimonense, depois de uma longa paragem devido a lesão.

O sonho Europeu com a seleção do Luxemburgo

Representar o Luxemburgo é motivo de orgulho para Eric Veiga. “Quero ser importante na seleção, estar sempre presente e ganhar minutos”, afirma o lateral-esquerdo, revelando ainda um pormenor curioso: “A conversa no balneário é em português. Falamos dos campeonatos onde cada um joga”.

Eric Veiga é internacional luxemburguês

O sonho de colocar o Luxemburgo num Campeonato da Europa não parece distante. “É possível ver o Luxemburgo no Euro a curto prazo. O grande objetivo é esse e acho que é possível já na próxima qualificação”, projeta com confiança. Mas, claro, que a questão do seu próximo clube é, por agora, prioritária. “Quero resolver o novo clube logo depois desta presença na seleção”, mesmo que ainda não tenha, ainda, “chateado o empresário” com isso.

Montanha-russa no AVS

A passagem pelo AVS ficou, então, marcada por momentos contrastantes. Após recuperar de uma lesão grave, Eric Veiga teve a oportunidade de participar num dos momentos mais importantes do clube. “O Jorge Costa deu-me muita confiança. Apostou em alguém que não competia há um ano [devido a lesão]. Entrei no jogo mais importante, o play-off de subida, quando um colega se lesionou aos 20 minutos. Sentir essa confiança foi algo incrível”, recorda.

O segundo ano foi mais complicado, com várias mudanças de treinador. “Quando há um novo treinador, tudo começa do zero. É complicado quando se joga e se passa para a bancada. É difícil ter ritmo e confiança”, finaliza.

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