
5 de abril de 2009. Em Old Trafford, um jovem adolescente italiano, praticamente desconhecido, entra para a história do Manchester United, com um golo de tirar o fôlego. Aos 17 anos, o estreante Federico Macheda recebe a bola de Ryan Giggs, lenda dos red devils, roda sobre si mesmo e bate o guarda-redes do Aston Villa nos descontos, garantindo uma reviravolta essencial para as aspirações ao título. E na semana seguinte, volta a marcar, na vitória por 2-1 sobre o Sunderland. Macheda: uma glória instantânea.
O mundo parecia estar aos seus pés. A imprensa britânica e italiana não tardaram a apelidá-lo de “novo Del Piero”. Com formação na Lazio e transição precoce para o futebol inglês, Macheda tinha tudo para ser uma das grandes estrelas do futebol europeu. Mas, após aquele impacto imediato, nunca mais conseguiu repetir o brilho.
O avançado italiano sofreu, então, várias lesões musculares que vieram a comprometer a sua progressão, especialmente durante os anos em que esteve emprestado pelo Manchester United. Fosse por lesões nos tornozelos ou falhas de ritmo competitivo, Macheda viu-se frequentemente afastado dos relvados.

Entre 2010 e 2014, passou por clubes como Sampdoria, Estugarda, Doncaster Rovers e Birmingham, sem nunca se conseguir afirmar plenamente. A falta de estabilidade, aliada à pressão constante, revelou-se, então, um cocktail explosivo para o jovem italiano.
Hoje, com 33 anos, Federico Macheda é uma promessa há muito perdida mas que reencontrou, então, alguma estabilidade no Asteras Tripolis, da Liga Grega. Depois de uma boa passagem pelo Panathinaikos, onde viveu aquela que considerou ser “a melhor fase da carreira em termos de consistência e minutos jogados”, Macheda renasceu e tornou-se, finalmente, uma figura respeitada no campeonato helénico.
“Não foi a carreira que todos esperavam que tivesse sido, mas sinto que cresci como homem e jogador. Na Grécia encontrei paz e redescobri o prazer de jogar futebol”, confessou em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport.
Noutra conversa com o The Athletic, o ex-United reforçou. “Não me arrependo de nada. Fiz o que pude com o que tive. Joguei em grandes estádios, marquei por um dos maiores clubes do Mundo. Isso fica comigo para sempre”, disse, então, quem chegou a jogar com Cristiano Ronaldo no Manchester United de Alex Ferguson.






