
Portugal defronta hoje a Alemanha nas meias-finais da Final-Four da Liga das Nações, naquele que é o 20º confronto entre ambas as seleções. E, depois de ter sido decisivo frente à Dinamarca, a 23 de março, onde entrou e bisou pela Seleção, Francisco Trincão será hoje uma das setas portuguesas apontadas à baliza de Ter Stegen. Mas há outro trunfo. Portugal só ganhou uma vez na Alemanha: foi a 16 de outubro de 1985 e o golo surgiu de um momento individual de Carlos Manuel. O médio “deu um bigode” – expressão que quer dizer pregar uma partida – aos alemães em Estugarda. E hoje, o bigode de Trincão é trunfo contra a Alemanha.
A tendência do bigode nos futebolistas portugueses cresceu, precisamente, nos anos 80 do século passado. E os bigodes estiveram presentes em alguns momentos da Seleção Nacional. Nomeadamente no Euro’1984, onde Bento e Chalana foram figuras fulcrais de uma equipa que só foi parada pela França numas eletrizantes meias-finais. Outros bigodes fizeram parte dessa equipa como António Bastos Lopes, Eurico Gomes, Álvaro Magalhães, Veloso, Eduardo Luís, Frasco ou Vermelhinho.



E o bigode deixava os adversários admirados. Era, então, uma forma de afirmação do futebolista português e acabou por virar tradição. Contudo, com o passar dos anos, essa desvaneceu-se. Mas Trincão recuperou-a e até já influenciou alguns companheiros de equipa.
Ainda que também com barba, jogadores como Ruben Dias, Bernardo Silva ou Bruno Fernandes também já mostram bigode. Mas Trincão é uma ‘fotocópia’ de Carlos Manuel e hoje, em Munique, quando os alemães virem o extremo do Sporting, irão certamente lembrar Estugarda…



Outros internacionais portugueses usaram bigode nos anos 80 e 90. Casos de Humberto Coelho, Pietra, Veloso, Álvaro Magalhães, Toni, António Oliveira, Vermelhinho ou Moinhos, entre outros. Mas na retina e frente aos alemães ficou o eterno golo de Carlos Manuel em Estugarda, que Trincão certamente não se importaria de emular hoje, em Munique.
Portugal obteve uma 3ª e última vitória sobre a Alemanha, em 19 duelos, no Euro’2000, com um hat-trick de Sérgio Conceição. Mesmo sem penugem por cima do lábio superior, o antigo extremo derrotou os alemães. Mas, no banco de Portugal estava, então, o selecionador Humberto Coelho. O bigode português persegue mesmo os germânicos.







