
Nesta Fase de Grupos do novo Mundial de Clubes da FIFA já aconteceu quase de tudo. Não faltou um golo monumental de livre de Lionel Messi nem guarda-redes a defender penáltis importantes, ou ainda golos de belo efeito ou autogolos caricatos. Há para todos os gostos. Este é mais um capítulo da primeira parte de um Mundial histórico. Surpresas e Desilusões – Balanço da 1.ª fase (Parte III).
Começamos com o primeiro lugar do Grupo C, o Benfica [foto no topo]. Depois do sorteio ditar um grupo com o Bayern Munique e o Boca Juniors, poucos foram os que pensavam que os encarnados iriam terminar a primeira fase na liderança. Nos três jogos do grupo, a equipa de Bruno Lage venceu dois e empatou um. Acabou, então, com sete golos positivos no saldo e com um ponto a mais do que o Bayern, segundo classificado.
A equipa de Renato Paiva ficou no ‘Grupo da Morte’ mas saiu ileso. O Botafogo ganhou, então, ao campeão da Europa na segunda jornada e colocou um pé nos oitavos-de-final. Deixou para trás o Atlético de Madrid, de Diego Simeone. Ao fim das três jornadas, os alvinegros venceram duas e perdeu uma. A diferença de golos foi o fator decisivo que manteve os cariocas em prova – o Atlético de Madrid terminou com os mesmos pontos, mas a derrota por 4-0 na primeira jornada pesou.

A equipa de Lionel Messi era um verdadeiro underdog no Grupo A e classificou-se para os oitavos-de-final. Não perdeu nenhum jogo e venceu, então, o FC Porto, provocando uma das grandes surpresas deste Mundial. Não dominou nenhum dos três jogos, mas sobreviveu e marcou quando tinha de marcar. O pragmatismo da equipa de Mascherano venceu um jogo e empatou outros dois. Os norte-americanos terminaram a fase de grupos com os mesmos pontos do que o Palmeiras (melhor diferença de golos).

Quem diria? Os mexicanos saíram ilesos de um grupo com o Inter de Milão e o River Plate, além do Urawa, do Japão. A equipa capitaneada por Sergio Ramos mostrou qualidade e passou com distinção em todos os testes. O futebol dinâmico de Domènec Torrent, com Óliver Torres e ‘Tecatito’ Corona como protagonistas, somou, então, cinco pontos e terminou em segundo lugar, acima do favorito River Plate. O clube da América do Norte venceu um jogo e empatou dois, frente a Inter Milão e River Plate.

A equipa de Martín Anselmi não se encontrou em campo durante os três jogos do Grupo A. Um dos favoritos à liderança do primeiro lote de equipas terminou, então, a ouvir protestos dos adeptos vê iminente o despedimento do treinador. Os dragões ainda mostraram alguma resiliência diante do Palmeiras – ainda que tenham sido dominados -, mas foram incapazes de mostrar em campo o papel de favoritos contra Inter Miami e Al Ahly. A falta de qualidade de jogo, aliada à má eficácia, consumou, então, uma presença muito negativa no Mundial. O FC Porto terminou em terceiro do Grupo A, com os mesmos pontos do que o último colocado Al Ahly (2), mas com melhor saldo de golos.

Tudo começou com uma hecatombe de 4-0 frente ao Paris Saint-Germain. E esse resultado veio a revelar-se decisivo nas contas finais do Grupo B. A equipa de Diego Simeone não viu a cor da bola frente ao campeão europeu e, mesmo tendo ganho os outros dois jogos, já não conseguiu inverter a história deste grupo. O Atlético chegou ao último embate a precisar de vencer o Botafogo por 3 golos de diferença mas só Griezmann conseguiu furar a defesa alvinegra já perto do final do jogo. Uma prestação muito aquém.

Num grupo aparentemente acessível, os Millonarios não sobreviveram à fase de grupos. A equipa de Gallardo viveu os três resultados possíveis: uma vitória, um empate e uma derrota. Com estes dados, terminaram um ponto atrás do Monterrey e saíram eliminados. O nulo frente aos mexicanos, na 2ª jornada do Grupo G, foi, então, determinante para as contas finais. E o regresso à Argentina deu-se mais cedo do que o esperado.







