
Com uma impressionante vantagem pontual face à segunda colocada, a menina-prodígio Madalena Costa voltou a sagrar-se campeã do mundo de Patinagem Artística, no escalão júnior. Após esta vitória, conquistada em Reggio Emília, Itália, a patinadora artística, de 16 anos, já venceu, então, as edições do Artistic International Series em 2022, 2023, 2024 e 2025. Madalena Costa está no topo do mundo (outra vez).
Por esse motivo, falámos com Saturnino Sousa, Presidente do Santacruzense, o clube da tetracampeã do mundo. O líder do clube madeirense revelou-nos, então, que quem colocou a Madalena na patinagem “foi a mãe” Sheila Costa, ex-atleta e atual treinadora no clube. “Desde cedo que a mãe incutiu o bichinho da modalidade à filha. A inspiração materna, o talento natural, o enorme empenho e a dedicação à modalidade fizeram o resto”, contou Saturnino Sousa, antigo jornalista do Diário de Notícias da Madeira.

O resultado alcançado em Itália foi elogiado por todos quantos acompanharam a prestação de Madalena Costa. Nesta quarta vitória consecutiva, a atleta do Santacruzense venceu, então, com uma pontuação de 159,23. Muito acima da rival, Stefani Martins, que estava a atuar em casa e ficou-se pelos 99,32 pontos.
Para Saturnino Sousa, não outra comparação que possa ser feita senão esta. “Uma façanha assim não é fácil de alcançar. Salvo as devidas distâncias, a Madalena é uma espécie de Cristiano Ronaldo. Um talento natural, um compromisso tremendo e uma dedicação extrema. Isso torna tudo possível, por muito impossível que pareça, e até parecia”, explica.
São também feitos como este que mostram o clube e a modalidade ao país. “A Madalena é a nossa grande embaixadora. Do clube, da modalidade e também da região. É óbvio que isso acaba por ser uma grande mais-valia para o clube, pois dá-nos uma enorme visibilidade”, confessa o líder do Santacruzense.

A nível de Jogos Olímpicos, só há patinagem artística no gelo. Mas a esperança da implementação da modalidade naquele certame nunca acabará. Ainda que haja muitas mais barreiras a superar. “Infelizmente a patinagem artística não é uma modalidade olímpica, mas temos esperança que ainda venha a ser. Penso que ninguém se atreve a definir limites à Madalena. Ela já fez tanto. Já quebrou tantas barreiras e superou tantos limites, que com ela tudo é possível”, assume. Uma coisa é certa. Madalena Costa está no topo do mundo (outra vez).






