Mais Atletismo – Opinião por Domingos Castro

Nesta última terça-feira, em Ostrava, Isaac Nader bateu o recorde nacional dos 1500 metros que perdurava há 23 anos. Foi o terceiro recorde nacional do Isaac em poucos dias, depois de ter batido as marcas primeiro na milha, no meeting de Oslo, e depois nos 800 metros, em Guadalajara. Parabéns, Isaac, és um orgulho para todos nós.

Desde que assumi a presidência da Federação Portuguesa de Atletismo, comprometi-me com uma visão clara: devolver ao atletismo nacional o protagonismo, a ambição e a confiança que merece. Olhando para os resultados destes últimos meses, é com orgulho que constato que estamos no caminho certo.

Em apenas sete meses, 37 recordes nacionais foram batidos. Um número que ultrapassa qualquer expectativa razoável e que traduz, com clareza, o momento excecional que vivemos. Estes recordes abrangem escalões de formação e seniores, disciplinas de pista, estrada e marcha, em ambos os géneros. São um sinal inequívoco de vitalidade e renovação. Do Isaac ao Duarte Gomes, do João Vieira à Lorene Bazolo, à Patrícia Silva ou Mariana Machado, o orgulho é extensível a todos vocês.

O mais recente destes feitos, protagonizado pelo Isaac Nader, é particularmente simbólico. Ao correr os 800 metros em 1.43,86, não só bateu o recorde absoluto que pertencia a Rui Silva desde 2002, como afirmou o nome de Portugal entre a elite da meia distância mundial. Este resultado não surgiu por acaso. É fruto de talento, trabalho árduo, equipa técnica competente e de um ambiente federativo que se quer cada vez mais estável, exigente e mobilizador, proporcionado todas as condições aos atletas.

Tão ou mais gratificante do que os resultados dos nossos atletas consagrados é ver o número de recordes batidos nos escalões de base. Os jovens estão a aparecer, a evoluir, a acreditar. E quando acreditam, correm mais depressa, saltam mais alto e lançam mais longe. Isto só é possível com clubes empenhados, treinadores dedicados e políticas de desenvolvimento desportivo com visão a longo prazo.

Estamos apenas no início. A responsabilidade de manter este ciclo de crescimento é enorme e exige de nós, dirigentes, a mesma dedicação que exigimos aos nossos atletas. Continuar a investir na formação, na qualificação técnica, na modernização dos meios de treino e na internacionalização da nossa presença competitiva é aquilo que nos é exigido.

É, por isso, com orgulho que sinto que o atletismo português está de volta. Está mais jovem, mais ambicioso e mais competitivo. A nossa missão é garantir que este fôlego não se esgota num ciclo, mas transforma-se num legado duradouro.

Por isso estamos à porta de mais um grande desafio. No próximo fim de semana, em Madrid, realiza-se o Campeonato da Europa de Equipas – uma prova onde o atletismo ganha uma dimensão diferente. Aqui, o esforço é coletivo, cada ponto conta, e os atletas não correm só por eles: correm por Portugal. Levamos uma Seleção equilibrada, com uma mistura de juventude e experiência, preparada para defender com dignidade o nome do País.

Contamos com todos. Porque o futuro já começou.

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