Etiqueta: Álvaro Pacheco

  • Treinadores portugueses que aguardam o próximo desafio

    Treinadores portugueses que aguardam o próximo desafio

    Ao contrário dos jogadores, o mercado de treinadores está sempre aberto. Apesar da sólida reputação em torno dos técnicos portugueses, que nos últimos anos têm sido cada vez mais valorizados no panorama do futebol mundial, existem alguns sem clube.

    Quando os maus resultados aparecem, é difícil para um clube, sob a pressão dos adeptos, justificar a, então, continuidade do treinador no comando técnico da equipa. Por muito boa que seja a sua reputação, o futebol está, hoje em dia, programado para dar valor, apenas ao momento atual. Isso faz com que os projetos sejam descredibilizados, e desacreditados. Treinadores portugueses que aguardam o próximo desafio.

    2025/26 já fustigou alguns portugueses

    Apesar da temporada ainda agora ter começado, já são alguns os técnicos lusos que foram, entretanto, demitidos do cargo. O antigo treinador do Benfica, Bruno Lage, é o caso mais recente. O setubalense foi demitido do comando técnico dos encarnados, após uma derrota por 3-2 frente ao Qarabag, na Liga dos Campeões. Ainda na Primeira Liga, José Faria, foi demitido do comando do Estrela da Amadora, e José Mota também já não é, então, o treinador do AVS.

    José Mota foi o segundo, e mais recente, treinador despedido da Primeira Liga

    Lá fora, nomes como Nuno Espírito Santo, ex-Nottingham, Rui Vitória, ex-Panathinaikos, Fernando Santos, ex-Azrebaijão, ou José Mourinho, ex-Fenerbahçe, foram, pois, obrigados a abandonar os cargos já no decorrer desta época. Este último, o ‘Special One‘, não demorou muito a conseguir arranjar trabalho, uma vez que foi o escolhido para suceder ao seu conterrâneo, Bruno Lage, no Benfica.

    No Brasil, a época já vai mais à frente. Há casos de técnicos demitidos por mais do que um clube. Renato Paiva assinou pelo Botafogo em fevereiro deste ano, e foi demitido ao fim de quatro meses, antes de assinar pelo Fortaleza, onde só permaneceu cerca de um mês e meio. Pedro Caixinha também foi despedido do Santos, de Neymar, e Pepa, do Sport Recife. António Oliveira chegou a ser o substituto de Pepa no Sport, mas foi demitido ao fim de quatro jogos. Hoje, o filho de Toni, é o treinador-principal do Remo, da Série B.

    Currículo vasto, mas 2025/26 vazio

    Para além destes exemplos, muitos outros permanecem sem clube há mais tempo. Há alguns históricos do futebol português que continuam sem clube. Sérgio Conceição é talvez o nome mais conhecido desta lista. O antigo treinador, e jogador, do FC Porto, cumpriu meia época no AC Milan, antes de rescindir contrato, então, no final da temporada passada.

    Sérgio Conceição continua sem clube, depois de ter saído do AC Milan

    Carlos Carvalhal, ex-SC Braga, Rui Jorge, selecionador dos sub-21 de Portugal durante quase 15 anos, e Paulo Bento, antigo Selecionador Nacional, são, então, alguns exemplos de portugueses sem cargo, neste momento.

    Habituais no futebol português

    Daniel Sousa aguarda a próxima oportunidade

    Acabamos a lista com alguns nomes conhecidos do nosso campeonato, como Petit, que já rodou por vários clubes da elite do futebol português, e também Daniel Sousa, Álvaro Pacheco, ou Vítor Bruno, além de José Mota. Técnicos sem clube, mas com muito valor para mostrar.

    Treinadores portugueses que aguardam o próximo desafio

  • Um Vitória desconstruído

    Um Vitória desconstruído

    No espaço de três janelas de mercado, um Vitória de Guimarães que muito recentemente ameaçava poder vir a bater-se de igual para igual com o Sp. Braga… entrou num acelerado processo de degradação da sua capacidade competitiva como não há memória. E está hoje numa situação – do ponto de vista da qualidade e solidez do seu plantel – que já se torna difícil, sequer, definir um objetivo razoável para a classificação final em 2025/26.

    Vamos por partes e comecemos, pois, pelos treinadores. Recordemos quem foram os técnicos nos últimos três anos e por quanto tempo ocuparam o cargo:

    Moreno: 396 dias
    Paulo Turra: 43 dias
    Álvaro Pacheco: 224 dias
    Rui Borges: 177 dias
    Daniel Sousa: 18 dias
    Luís Freire: 166 dias

    Luís Pinto é, atualmente, o “homem do leme”, mas desde 2022 até hoje apenas um treinador se aguentou mais do que um ano: Moreno, precisamente. Depois de Moreno, o melhor que se conseguiu foram os 224 dias de Álvaro Pacheco – que conseguiu um trajeto incrível ao serviço dos vimaranenses, mas que, ainda assim, não viria a terminar a temporada (2023/24).

    E daí em diante aconteceu “apenas” isto: Rui Borges (177 dias), Daniel Sousa (18!) e Luís Freire (166). É difícil perceber onde pode assentar a estabilidade de um projeto – ambicioso, supostamente – quando os treinadores se trocam a esta velocidade.

    Mas mais difícil é, ainda, perceber a dinâmica de mercado do Vitória nestas últimas temporadas, quando se chega à conclusão que, em pouco mais de um ano, se vendeu praticamente toda (!) a equipa titular, sem que, até ver, se tenha conseguido garantir um nível minimamente aproximado daquilo que existia.

    Os jogadores que deixaram o clube nas últimas duas temporadas “obrigariam” Luís Pinto, o atual treinador (jovem que fez uma temporada de grande nível, há um ano, no Tondela) a lutar por um lugar europeu. Sem qualquer dúvida. Seria difícil recusar o objetivo europeu, se porventura, o Vitória tivesse conservado os talentos que, por diferentes razões, acabaram por ser transferidos. A lista é longa e todos eles, sem exceção, chegaram a alimentar a ideia de que poderíamos estar perante um projeto capaz de ombrear com o “vizinho” Sp. Braga. A saber: Ricardo Mangas, Alberto Costa, Manu Silva, Handel, Borevkovic, Relvas, Bruno Varela, Tiago Silva, João Mendes, Villanueva, Bruno Gaspar, Kaio César, Jorge Fernandes, Nélson da Luz e, para fechar, Jota Silva.

    Honestamente, o que podem os adeptos do Vitória ambicionar para 2025/26 com o plantel que hoje está à disposição de Luís Pinto, com este início de época tão tremido e, sobretudo, sem se perceber para onde, afinal, se pretende levar um clube que nasceu para ser grande?