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  • Cadillac ataca 2026 com uma das duplas mais consistentes do grid

    Cadillac ataca 2026 com uma das duplas mais consistentes do grid

    A Cadillac acaba de oficializar duas contratações históricas para a temporada de estreia em 2026. São, nada mais nada menos, do que os mais do que conhecidos Sergio Pérez e Valtteri Bottas. Refira-se, ainda, que a Ferrari será a fornecedora de motores e caixas de velocidades da equipa norte-americana.

    A Cadillac vai estrear-se na Fórmula 1 em 2026 com dois pilotos experientes e vencedores. São eles Sergio Pérez e Valtteri Bottas, dois antigos coadjuvantes nas conquistas de Hamilton e Verstappen. Estas escolhas demonstram a intenção clara da equipa norte-americana em construir uma base sólida e experiente para a sua primeira temporada de sempre. Ao mesmo tempo, surgiram especulações sobre a possível contratação de Christian Horner, ex-chefe da Red Bull. As quais foram descartadas, desde logo, pela direção da marca americana. Cadillac ataca 2026 com uma das duplas mais consistentes do grid.

    De coadjuvantes a personagens principais

    A Cadillac confirmou oficialmente os nomes de Sergio Pérez e Valtteri Bottas como a sua dupla de pilotos para a sua estreia na Fórmula 1, marcada para a temporada de 2026. As contratações dos dois veteranos refletem a aposta da equipa norte-americana na estabilidade, conhecimento técnico e força comercial. Características essenciais para o lançamento de um novo programa de alto nível.

    Pérez retornará, então, à F1 após ter sido dispensado pela Red Bull no fim de 2024. Desde então, viveu um período que lhe permitiu reavaliar a sua carreira e investir em novos projetos. Mas Bottas voltará às pistas após atuar como piloto reserva da Mercedes em 2025. A sua experiência em equipas campeãs e o seu envolvimento contínuo com o paddock mantiveram-no conectado à modalidade, oferecendo uma bagagem valorizada pela Cadillac.

    A escolha da dupla não surpreende ninguém. Além da experiência acumulada, ambos trazem, então, carisma e visibilidade, especialmente Pérez, com forte apelo comercial no mercado mexicano e na América. O que foi, de imediato, destacado pela direção da equipa ao justificar a decisão de abrir mão da opção por um piloto norte-americano inexperiente.

    Horner está fora de equação

    Graeme Lowdon é o Team Manager principal da Cadillac para 2026

    Graeme Lowdon foi indicado como Team Manager principal, para 2026, e ressalvou que “contratar dois pilotos tão experientes é um sinal audacioso de intenção”. Além de destacar o facto de que ambos “viram de tudo na F1 e sabem o que é preciso para vencer, além de entenderem o processo de construção de uma equipa.” Complementando esta ideia, Dan Towriss, o CEO do projeto, afirmou que a combinação entre talento, maturidade e vontade faz de Pérez e Bottas a escolha ideal para “definir o que a Cadillac F1 será dentro dos próximos anos.”

    Operada pela TWG Motorsports em parceria com a General Motors, a equipa norte-americana terá sedes em Indiana, Charlotte, e Silverstone, e começará a competir com motores Ferrari. Isto enquanto planeia o seu próprio ‘Power Unit’ a partir de 2029. O foco é, então, criar, desde a base, uma operação robusta e integrada, e com uma visão de longo prazo. Também por isso, a Cadillac ataca 2026 com uma das duplas mais consistentes do grid.

    Paralelamente a estas confirmações, aumentaram as especulações sobre uma possível entrada de Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, na estrutura da Cadillac. No entanto, Dan Towriss foi categórico. “Não houve quaisquer conversas com Christian Horner e não existem planos para que tal venha a acontecer”, disse, encerrando de vez o burburinho à volta do tema e reafirmando a confiança plena da Cadillac em Graeme Lowdon como líder.

  • Haas é a única equipa da Fórmula 1 sem pódios

    Haas é a única equipa da Fórmula 1 sem pódios

    O terceiro lugar de Nico Hülkenberg no GP da Grã-Bretanha marcou um feito pessoal e coletivo: o alemão subiu ao pódio pela primeira vez na sua carreira, e ao volante de uma Kick Sauber, que se estreou assim igualmente no topo do grid, deixando a sua antiga equipa, Haas como a única, da atual grelha de equipas da Fórmula 1, que nunca subiu ao pódio após mais de 400 grandes prémios.

    O feito histórico de Nico Hülkenberg em Silverstone não passou despercebido, não só pela performance sólida e estratégica do piloto da Kick Sauber, mas também pelas suas implicações simbólicas para a equipa americana Haas. Após a corrida, com todas as equipas do grid atual somando pelo menos um pódio na F1, a Haas permanece como a única exceção, reforçando um estatuto que começa a pesar na sua trajetória na categoria máxima do automobilismo. Haas é a única equipa da Fórmula 1 sem pódios.

    Um pódio que escapa à Haas

    Nico Hülkenberg, que representou a Haas entre 2023 e 2024, esteve frequentemente entre os destaques da equipa, sobretudo pelas suas qualificações consistentes e capacidade de extrair o máximo de um carro limitado. No entanto, durante o seu tempo na Haas, o pódio nunca esteve verdadeiramente ao alcance. Foi apenas na Kick Sauber, em Silverstone, que o alemão conseguiu finalmente terminar entre os três primeiros, após 239 GPs disputados sem esse feito.

    Em nove anos na Fórmula 1, a Haas ainda não conseguiu nenhum pódio.

    A Haas, que entrou no grid em 2016, rapidamente se destacou por uma abordagem pragmática, utilizando o máximo de componentes permitidos da Ferrari. Isso permitiu resultados respeitáveis nas primeiras temporadas, com destaque para um 5.º lugar no Mundial de Construtores em 2018. Em Itália, no GP de Emília-Romagna de 2022, Kevin Magnussen alcançou o quarto lugar – o melhor de sempre da equipa. No entanto, desde então, os resultados foram decaindo, e o sonho de um pódio nunca se materializou.

    À procura da afirmação

    Fundada por Gene Haas, proprietário da equipa de NASCAR Stewart-Haas Racing, a Haas é até hoje a única equipa americana na Fórmula 1. Sediada parcialmente nos EUA e no Reino Unido, a estrutura opera com uma mentalidade distinta das restantes rivais europeias. Ainda assim, a falta de investimentos estratégicos e um modelo dependente da Ferrari limitaram o seu crescimento.

    A Haas ocupa o penúltimo lugar da classificação, com 29 pontos.

    Com o pódio de Hülkenberg, surge mais uma reflexão sobre a trajetória da equipa: será que a Haas conseguirá finalmente dar o passo seguinte e lutar, de forma realista, por pódios? Por enquanto, permanecerá como a única entre as equipas do atual grid sem sequer ter tocado numa garrafa de champanhe, após mais de 400 grandes prémios.

    Haas é a única equipa da Fórmula 1 sem pódios