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  • Tiago Ilori: a velocidade que nunca chegou a render

    Tiago Ilori: a velocidade que nunca chegou a render

    Formado em Alcochete, Tiago Ilori foi durante anos apontado como uma das grandes esperanças do futebol português. Combinava velocidade e qualidade técnica invulgares para um defesa-central. Porém, entre transferências precoces, lesões inoportunas e uma irregularidade que nunca conseguiu dissipar, o seu percurso acabou por não ser o esperado.

    Muito antes de chegar à equipa principal, já se falava, em Alcochete, de um jovem central diferente, com muita qualidade técnica. Após a sua estreia surgiu o burburinho. Era aquele o defesa da formação, que havia superado os recordes de velocidade em Alcochete, de nomes como Yannick Djaló, Nani e até de um certo Cristiano Ronaldo?

    Sim, era ele. Mas o que se esperava deste jogador tão falado nos corredores de Alcochete acabou por não se confirmar em campo durante a sua carreira. Os motivos, no fundo, ninguém sabe, mas a qualidade estava lá. Foi por essa tamanha qualidade, que um clube da dimensão do Liverpool o veio buscar, numa transferência, que acabou por se revelar precoce.

    Tiago Ilori estreou-se na equipa principal do Sporting com 18 anos, em 2011/12

    Transferência precoce para Inglaterra

    No verão de 2013, Tiago Ilori deu o salto para a Premier League, para jogar no Liverpool, que na altura pagou cerca de 7,5 milhões de euros ao Sporting. Em Anfield, o jogador não teve qualquer oportunidade no plantel principal, e, em janeiro, acabou por ser emprestado ao Granada, de Espanha.

    Na La Liga encontrou algum espaço para jogar, somando nove partidas na segunda metade da época, todas como titular, cumprindo sempre os 90 minutos. Contudo as prestações do defesa português não foram suficientes nem para convencer os responsáveis do Granada, nem o Liverpool, que mais uma vez não quis contar com o jovem português.

    Tiago Ilori custou cerca de 7,5 milhões de euros ao Liverpool, em 2013/14

    Seguiram-se os empréstimos, sem grande sucesso, ao Bordeaux, de França, e ao Aston Villa, de Inglaterra, antes de assinar em definitivo pelo Reading, em janeiro de 2017. A adaptação revelou-se, novamente, muito difícil, passando grande parte da sua primeira temporada afastado da equipa principal, relegado para os escalões de formação. A situação viria a mudar de figura na época seguinte, quando conseguiu, finalmente, a consistência à muito procurada, e que lhe valeu um regresso a Portugal.

    Regresso a casa

    Em 2019 regressou à “casa mãe”, o Sporting, pela mão do, já na altura, Presidente Frederico Varandas. O regresso, inicialmente, envolto em expectativa e esperança, depressa se transformou em motivo de contestação. As exibições apagadas do defesa não convenceram os adeptos leoninos, que cedo manifestaram descontentamento. O que parecia um regresso feliz e no momento certo acabou por se revelar mais uma desilusão. Na segunda metade da época 2018/19, aquando da sua chegada, somou dez jogos, e na temporada seguinte o número não foi muito além disso, fixando-se em 14 partidas.

    O regresso a Alvalade também não foi feliz

    Sem grandes perspetivas de evolução em Alvalade seguiu-se novo empréstimo, o quarto da carreira, desta vez ao Lorient, de França. Porém, a segunda passagem por França não podia ter sido mais frustrante, já que não somou um único minuto.

    Mais dois empréstimos antes da rescisão

    A saga de empréstimos parecia não ter fim, e o jogador tentava, outra vez, um novo desafio na Primeira Liga. Primeiro ao serviço do Boavista, e mais tarde pela porta do Paços de Ferreira. Ambas as experiências não correram como de esperado, totalizando apenas 16 jogos disputados em duas épocas.

    Teve ainda uma curta passagem pelo Belenenses, depois de rescindir com o Sporting, em 2023. Atualmente joga na primeira divisão da Geórgia, desde março deste ano, e onde procura o seu tão desejado espaço de afirmação.

    Atualmente, Tiago Ilori, joga na Geórgia, no FC Dila

    A história de Tiago Ilori é o retrato de um talento que parecia destinado ao topo, mas que nunca conseguiu cumprir as expectativas criadas em seu redor. O central português tornou-se símbolo de como o rótulo de promessa pode ser tão pesado quanto enganador. Hoje, mais longe dos grandes palcos, resta-lhe a missão de encontrar finalmente o espaço que tantas vezes lhe escapou.

    Tiago Ilori: a velocidade que nunca chegou a render

  • Marco 09 não sofre golos e ultrapassa Benfica de Jesus

    Marco 09 não sofre golos e ultrapassa Benfica de Jesus

    O Marco 09 não sofre golos há seis jogos e já ultrapassou o Benfica de Jorge Jesus e o Liverpool de Arne Slot.

    É uma baliza totalmente intransponível. O Marco 09 ainda não sofreu golos esta época, decorridos já seis jogos entre Liga 3 e Taça de Portugal, conseguindo, assim, ter ultrapassado feitos de Jorge Jesus no Benfica e de Arne Slot no Liverpool.

    O clube de Marco de Canaveses, com Danny Carvalho a guarda-redes titular em todos os jogos, está há 600 minutos sem sofrer um golo. A baliza marcoense esteve a zeros nos 90 minutos frente ao Vitória SC B, Sanjoanense, Fafe e Amarante, para a Liga 3, bem como nos 120 minutos, na Taça de Portugal, contra o Cinfães e O Elvas.

    Em género de comparação, na época passada o Liverpool, campeão da Premier League, com Arne Slot, esteve 599 minutos sem sofrer golos e o Benfica, em 2012/13, na altura treinado por Jorge Jesus, passou 538 minutos com a baliza intacta.

    O treinador português, em 2023/24, no Al Hilal, esteve dois largos períodos sem sofrer. Um deles somou 540 minutos, feito que o Marco 09 já superou, e outro 630 minutos, recorde que o clube persegue.

    Os números impressionam ainda mais tendo em conta que o Marco 09 subiu à Liga 3 de forma administrativa, uma vez que ocupou a vaga deixada pelo Boavista. O conjunto encontra-se no quinto lugar da Série A da prova, tendo passado as duas primeiras eliminatórias da Taça de Portugal que disputou.

  • ‘Super Mario’ não chegou ao último nível

    ‘Super Mario’ não chegou ao último nível

    Poucos jogadores geraram tantas expectativas no início de carreira como Mario Balotelli. O avançado italiano chegou a ser apontado como o futuro do futebol europeu, mas acabou por trilhar um percurso marcado por altos e baixos. Em alusão ao jogo da Nintendo, Super Mario, dá ideia que Balotelli nunca chegou ao último nível: a consistência.

    Dotado de um talento inegável e de uma personalidade excêntrica, Balotelli viveu o auge da sua carreira ainda muito jovem, mas a indisciplina e a falta de consistência ditaram uma queda abrupta. Uma história de glória precoce que se transformou numa das maiores desilusões do futebol moderno. Na semana de estreia da Liga dos Campeões recordamos ‘Super Mario’ Balotelli.

    O ‘futuro astro’ da Squadra Azurra nasceu em Milão

    Balotelli começou a destacar-se no Inter de Milão, ainda adolescente, onde conquistou três títulos da Serie A e uma Liga dos Campeões, sendo orientado por José Mourinho. A sua força física, técnica apurada e frieza perante a baliza fizeram dele, pois, um dos jovens mais temidos do futebol mundial.

    A sua saída deu-se em 2010, quando se transferiu para o Manchester City, a troco de mais de 29 milhões de euros. Foi em Manchester que ‘Super Mario’ viveu alguns dos momentos mais memoráveis da sua carreira. Foi por lá que fez a assistência para ‘aquele’ golo de Sergio ‘Kun’ Agüero, que deu o título da Premier League em 2011/12. A fama e o mediatismo cresceram ao mesmo ritmo do seu protagonismo em campo… e das suas polémicas fora dele.

    O festejo de Balotelli num dos golos à Alemanha nas meias-finais do Euro’2012

    Após a aventura inglesa, regressou, então, a Itália para representar o AC Milan, clube onde voltou a mostrar flashes da sua genialidade e onde se tornou titular indiscutível na seleção italiana. O ponto alto da carreira foi no Euro’2012, com dois golos decisivos nas meias-finais, frente à Alemanha.

    Mario perdeu o ‘Super’ em Anfield

    As exibições em Anfield ficaram muito aquém das esperadas

    A instabilidade emocional, os episódios de indisciplina e a falta de compromisso começaram a minar, aos poucos, a sua evolução. A transferência para o Liverpool, em 2014, representou o início de uma das maiores quedas da história do futebol mundial. O rendimento ficou muito aquém das expectativas, e os conflitos dentro do balneário acabaram por tirar-lhe oportunidades em campo.

    Na estreia em Génova, o seu último clube, levou um cartão amarelo em menos de cinco minutos

    Seguiram-se passagens, curtas e irregulares, então, pelo Nice e Marselha, em França, pelo Brescia, Monza e Genoa, em Itália, pelo Adana Demirspor, na Turquia, e pelo FC Sion na Suíça, quase sempre com o mesmo padrão: arranques sem motivos de críticas, seguidos de quebras de rendimento e novos conflitos internos.

    Lesões, problemas físicos e uma atitude alheada do rigor profissional foram contribuindo para o seu afastamento dos grandes palcos. Hoje, aos 35 anos, Balotelli é recordado pelo potencial que ficou por cumprir. De promessa do futebol mundial e da seleção italiana, a um símbolo de desperdício de talento.

    Sem compromisso, sem rigor, sem disciplina, hoje Super Mario é apenas uma sombra do que se esperou dele um dia.

    ‘Super Mario’ não chegou ao último nível

  • Lazar Markovic – em busca da pérola perdida

    Lazar Markovic – em busca da pérola perdida

    Com muito talento para mostrar e exibir, Lazar Markovic, no auge dos 19 anos, chegou ao Benfica no verão de 2013, com o rótulo de uma das principais pérolas do futebol sérvio. Não precisou de muito tempo para se afirmar na Luz, e revelou-se peça-chave na temporada dos encarnados. Mas após rumar a Inglaterra, não voltou a ser o mesmo.

    Lazar Markovic chegou ao Benfica com o carimbo de craque, proveniente do Partizan de Belgrado, numa transferência a rondar os 10 milhões de euros. O jovem irreverente espalhou magia pelos relvados portugueses e fez 7 golos e 6 assistências pelo Benfica na sua época de estreia em Portugal. Um pecúlio que fez despertar, então, o interesse do Liverpool, que o levou para Terras de sua Majestade. Mas, a pressão de jogar na Premier League parece ter bloqueado um talento que prometeu bastante. Lazar Markovic – em busca da pérola perdida.

    Sonho inglês… que virou frustração

    Na Premier League, Markovic nunca conseguiu corresponder às expetativas atribuídas ao seu talento, e os 25 milhões de euros pagos pelos reds ao Benfica colocaram ainda mais pressão sobre o sérvio. A forte concorrência de jogadores como Philippe Coutinho ou Raheem Sterling tornou a tarefa de se impor em Liverpool ainda mais complicada. Depois de uma época muito apática, seguiram-se, então, sucessivos empréstimos, até deixar Anfield em 2018, a custo zero.

    Lazar Markovic assinou pelo Liverpool em 2014 mas não vingou em Anfield

    A primeira paragem depois de deixar Liverpool foi, então, o Fenerbahçe. Mas as coisas voltaram a não dar certo em Istambul. As graves lesões atrapalharam, e muito, a sua passagem pela Turquia, forçando-o a falhar grande parte da segunda metade da época.

    Regresso para um eterno rival

    Na temporada seguinte, o Sporting de Jorge Jesus conseguiu um surpreendente golpe de mercado, ao trazer Markovic de volta a Lisboa. Mas, desta vez, para jogar no maior rival da sua antiga equipa.

    Markovic foi aposta pessoal de Jorge Jesus no Sporting. Foto: Paulo Calado

    As expetativas em torno do craque voltaram a crescer, uma vez que Markovic tinha, assim, a oportunidade de jogar num campeonato onde já tinha sido feliz. Porém as coisas não podiam ter corrido pior em Alvalade. Uma primeira metade de época desoladora, com dois golos em 11 jogos, não foi suficiente para convencer Jorge Jesus. E o sérvio acabou por sair de Alvalade em janeiro, num novo empréstimo, desta feita para o Hull City, então treinado por… Marco Silva.

    De volta a casa

    Os passos seguintes dados por Markovic foram vários. Continuaram, então, os empréstimos, e até uma transferência em definitivo para o Fulham, mas sempre sem sucesso.

    Voltou ao Partizan em 2019 mas o Chipre é o novo desafio

    Depois de inúmeras experiências que nunca correram bem, Markovic decidiu, então, voltar à casa de partida. Em 2019/20, o extremo assinou pelo Partizan de Belgrado, clube de formação, e que representou ainda enquanto sénior antes de rumar ao Benfica. Apesar de nunca se ter afirmado como peça crucial da equipa, intercalando entre a titularidade e o banco de suplentes, foi no país natal que voltou a encontrar algum ritmo de jogo.

    Apontou 20 golos em 87 jogos durante as três temporadas em que permaneceu no clube, antes de envergar em mais uma aventura no estrangeiro. Desde que saiu do Benfica em 2014, Markovic já passou por 11 clubes diferentes. Na maior parte deles sem sucesso. Hoje, aos 31 anos, veste a camisola do Apollon Limassol, do Chipre. Uma carreira muito aquém para uma pérola que se perdeu no tempo.

  • Florentino Luís estreia-se na Premier League frente ao campeão Liverpool

    Florentino Luís estreia-se na Premier League frente ao campeão Liverpool

    Do Seixal para Burnley, a nova vida do “polvo” que foi um dos destaques, ao nível da eficácia no desarme, da última Liga dos Campeões.

    Florentino Luís prepara-se para viver o primeiro grande teste da sua nova etapa no futebol inglês. Depois de 15 anos ao serviço do Benfica, o médio defensivo de 26 anos poderá estrear-se, já no próximo domingo, na Premier League, e logo frente ao campeão em título Liverpool, num palco de máxima exigência.

    A mudança de Florentino Luís para o Burnley representou uma das maiores operações do defeso encarnado: dois milhões de euros pagos de imediato pelo empréstimo, acrescidos de 24 milhões obrigatórios no final da temporada, totalizando, então, 26 milhões de euros. Um encaixe que confirma o estatuto do internacional jovem português (75 jogos por Portugal até aos Sub-21), formado no Seixal e promovido à equipa principal em 2019 por Bruno Lage. Florentino Luís estreia-se na Premier League frente ao campeão Liverpool.

    Um percurso marcado pela formação e títulos

    Símbolo da aposta benfiquista na formação, Florentino deixou a Luz com 183 jogos oficiais, quatro golos e quatro assistências, além de um palmarés recheado: duas Ligas (2018/19 e 2022/23), três Supertaças (2019, 2023 e 2025) e uma Taça da Liga (2024/25).

    O ‘polvo’ despediu-se do Benfica nos últimos dias do mercado

    Reconhecido pela inteligência tática e pela capacidade de “varrer” o meio-campo, o médio ganhou, então, o apelido de “polvo”. Florentino foi peça-chave em várias fases do ciclo vitorioso do Benfica, apesar dos períodos de menor utilização. Para além da experiência na Luz, somou empréstimos em França (Mónaco) e Espanha (Getafe), que o ajudaram a ganhar maturidade internacional.

    Florentino volta a ter uma experiência no estrangeiro

    Desafio inglês em momento crucial

    A ida para Inglaterra surge num ponto de viragem: o Benfica reforçou-se no meio-campo, e Florentino Luís procura agora um novo espaço competitivo. No Burnley, assume-se como reforço nuclear para a luta pela permanência. Ao mesmo tempo que terá a oportunidade de medir forças, semanalmente, com alguns dos melhores jogadores do mundo.

    A estreia diante do Liverpool será um teste de fogo — mas também a ocasião perfeita para mostrar porque foi considerado, durante anos, um dos maiores talentos da formação encarnada. Para Florentino Luís, trata-se de uma nova vida num dos campeonatos mais mediáticos do planeta.

    Florentino Luís estreia-se na Premier League frente ao campeão Liverpool

  • Frenesim europeu – Alverca e Liverpool lideram apostas no mercado de verão

    Frenesim europeu – Alverca e Liverpool lideram apostas no mercado de verão

    No que toca aos números do mercado, não importa apenas perceber quem investiu mais dinheiro. Neste caso, também o número de reforços contratados retrata, de forma fiel, o ‘louco’ mercado que se viveu em Portugal e na Europa.

    Nos últimos meses, tivemos o prazer de acompanhar várias novelas, desde negócios que caíram à última hora, guerras entre clubes e atletas, contratações ‘em massa’ e, até, os gastos de valores simplesmente estratosféricos. Vimos o Liverpool bater recordes históricos, com a aposta em sete reforços, dois deles a ultrapassar a barreira dos 100M€. Mas também vimos clubes a contratar ‘plantéis inteiros’ e nesse capítulo, o Alverca superou todas as expetativas. Os ribatejanos fizeram… 33 contratações (!), mas conseguiram manter Diogo Martins da época passada. Frenesim europeu – Alverca e Liverpool lideram apostas no mercado de verão.

    Ribatejanos são os reis das entradas

    A equipa ribatejana, recém promovida à Primeira Liga, não olhou, então, a meios para atingir o seu objetivo de garantir a permanência na elite do futebol português. Fruto de um investimento estrangeiro, o Alverca fez uma autêntica revolução total no plantel e contratou 33 jogadores (!), mas, ainda assim, conseguiu manter o médio Diogo Martins. A última testemunha de uma equipa que alcançou duas subidas de divisão consecutivas.

    Diogo Martins esteve nas últimas duas subidas do Alverca

    Mas está também em Portugal o segundo clube que mais contratações efetuou neste mercado. O Estrela da Amadora, então, contratou 27 (!) reforços para atacar a época 2025/26 e ocupa o segundo lugar de um ranking que mostra, de forma clara, a loucura que invadiu o mercado neste defeso.

    CLUBES QUE MAIS CONTRATARAM ESTE DEFESO
    Alverca – 33
    Estrela da Amadora – 27
    Racing Lens – 22
    Estrasburgo – 21
    Rio Ave, Bayer Leverkusen e Cremonese – 19

    Um investimento estratosférico

    Já no que toca aos milhões investidos no reforço do plantel, o Liverpool, atual campeão inglês em título, bateu todos os recordes este verão. A equipa de Arne Slot, que apenas contratara um reforço na época passada – Chiesa, por 15M€ -, registou algumas saídas de peso e fez um investimento recorde num só defeso: 482,9 milhões de euros!

    O alemão Florian Wirtz chegou a Anfield a troco de 125 milhões de euros

    Para isso, muito contribuíram , então, as entradas do avançado sueco Isak (ex-Newcastle) por 145M€ – novo recorde da Premier League – e do médio alemão Florian Wirtz (ex-Bayer Leverkusen) por 125M€. Mas, além destes dois craques, a Anfield chegaram ainda os guardiões Giorgi Mamardashvili (ex-Valencia), Freddie Woodman (ex-Preston NE), os laterais Frimpong (ex-B. Leverkusen) e Kerkez (ex-Bournemouth), o central Leoni (ex-Parma) e o avançado Hugo Ekitiké (ex-E. Frankfurt).

    Atrás do Liverpool, surge, então, o Chelsea que desembolsou 328,15 milhões de euros em nove reforços. Ainda assim, tanto reds como blues realizaram encaixes significativos com várias vendas: se o Liverpool realizou 219,5 milhões de euros, o Chelsea chegou, então, aos 332,25 milhões. Um valor superior ao das compras.

    CLUBES QUE MAIS DINHEIRO GASTARAM NO DEFESO

    Liverpool – 482,9M€
    Chelsea – 328,15M€
    Arsenal – 293,5M€
    Newcastle – 288,85M€
    Man. United – 250,7M€

    CLUBES QUE MAIS DINHEIRO ENCAIXARAM

    Chelsea – 332,25M€
    Bournemouth – 238,41M€
    Bayer Leverkusen – 229,5M€
    Liverpool – 219,5M€
    Newcastle – 176M€
    Fonte: Transfermarkt.de

    Recorde absoluto na Premier League

    As três transferências mais caras realizadas com clubes da Premier League têm um denominador comum: Liverpool. Os reds bateram todos os recordes, ao pagarem 145 milhões de euros pelo avançado sueco Alexander Isak. Mas já antes haviam vendido, então, Philippe Coutinho ao Barcelona por 135M€ e, ainda este defeso, já haviam pago 125M€ pelo médio alemão Florian Wirtz.

    Depois de vários anos sem investimentos no mercado – Jürgen Klopp chegou mesmo a queixar-se de uma luta desigual para com o Manchester City de Pep Guardiola -, o Liverpool de Arne Slot atacou em força o mercado, com a perspetiva de construir uma equipa de futuro. Este largo investimento obrigou também o clube a fazer mais de 200 milhões de euros em vendas. De forma a conseguir respeitar o sempre apertado Fair-Play Financeiro. Pelo que é provável um comportamento semelhante ao dos defesos anteriores nos que se avizinham. O verão de 2025 terá sido, então, uma exceção para os reds no mercado.

  • Fulham – o poupadinho da Premier League

    Fulham – o poupadinho da Premier League

    A Premier League 2025/26 ainda não começou e o Fulham é o clube que, para já, menos investiu no mercado de transferências. Segundo o transfermarkt, apenas 500 mil euros gastos — e para contratar um guarda-redes suplente. Na época passada, o clube que menos gastou no defeso… sagrou-se campeão inglês.

    Segundo dados do Transfermarkt, o Fulham é o clube da Premier League que menos dinheiro investiu no reforço do plantel para 2025/26. Enquanto os rivais diretos já abriram os cordões à bolsa, os cottagers, orientados por Marco Silva, parecem preferir esperar pelas oportunidades certas. Uma delas até deverá ser o extremo brasileiro Kelvin, que estará a ser negociado com o Shakhtar Donetsk. Ainda assim, o Fulham não perdeu qualquer titular da época passada. E em 2024/25, o clube que menos dinheiro gastou no defeso – Liverpool – sagrou-se, então, campeão inglês. Será um bom prenúncio para a quinta época do técnico português em Craven Cottage? Fulham – o poupadinho da Premier League.

    O lanterna-vermelha do mercado

    No topo da lista de gastadores neste defeso, está, então, o campeão Liverpool. Depois de ter sido muito contido no verão de 2024, os red já desembolsaram uns impressionantes 293,68 milhões de euros no reforço do plantel, seguidos do Chelsea (279,65M€) e, ainda, Manchester United (229,7M€). Até equipas de menor orçamento, como o Bournemouth (77,4M€), gerido pelo português Tiago Pinto, ou Brentford (55,9M€) investiram bastante. Nomeadamente para colmatar vagas proporcionadas por vendas.

    Para já o Fulham tem optado por esperar boas oportunidades no mercado, mesmo que depois esses reforços necessitem de mais tempo para assimilar as ideias de Marco Silva. Entre os clubes que menos gastaram, encontram-se ainda o Crystal Palace (2,3M€), recém-vencedor da Supertaça Inglesa, e o Aston Villa, já com 37M€ investidos. Caso se confirme a contratação do extremo habilidoso Kevin ao Shakhtar, o Fulham dará um pulo e deixará o Palace como clube menos gastador no defeso.

    Gastar muito não é garantia de sucesso mas…

    No defeso de 2024/25, o Liverpool gastou 42M€ num reforço… que só chegou este verão. Pois o guarda-redes Mamardashvili ficou emprestado mais uma época ao Valencia. Ou seja, na prática, para 2024/25, os reds não gastaram um cêntimo e terminaram a época com a conquista do 20º título de campeão inglês.

    A aposta na estabilidade do plantel deu excelentes resultados, mostrando que um investimento avultado não é garantia de sucesso. Aliás, a prova disso mesmo é que os reds já desembolsaram perto de 300M€ este defeso, preparam-se ainda para fechar Leoni (30M€) e atacar Isak, e… já perderam a Supertaça.

    Smith-Rowe foi o reforço mais caro do Fulham na época passada: 31,8M€

    Ainda assim, num campeonato tão competitivo como a Premier League, nunca é demais tentar melhorar o plantel. Mesmo que o do Fulham tenha estabelecido a melhor época de sempre do clube na Premier, com Marco Silva a superar, então, os registos de Roy Hodsgon no clube londrino.

  • A ‘Glasnerização’ já faz escola na Europa

    A ‘Glasnerização’ já faz escola na Europa

    Oliver Glasner terminou 24/25 em grande, com a conquista da Taça de Inglaterra frente ao Man. City. E arrancou ainda melhor, dando ao Crystal Palace a sua primeira Supertaça inglesa, após bater o campeão Liverpool. O trajeto vitorioso do técnico austríaco já não passa despercebido a ninguém.

    O Crystal Palace vive o melhor momento da sua história e o responsável está bem identificado. Oliver Glasner tem deixado a sua marca nos clubes que orientou, quer a nível de resultados, quer até a nível de troféus. Após uma época de estreia em que sentiu, naturalmente, maiores dificuldades ao serviço do SV Ried, Glasner ainda assumiu outro clube (Lask Linz) no seu país natal, antes de dar o salto para outro patamar. O bom trabalho feito no Wolfsburgo levou-o a Frankfurt, onde haveria de conquistar a Liga Europa. E quando se pensava que tinha dado um passo atrás ao aceitar o convite do Crystal Palace, o técnico surpreendeu. Em pouco mais de uma época, já conquistou Taça de Inglaterra e Supertaça, diante dos poderosos Man. City e Liverpool, respetivamente. A ‘Glasnerização’ já faz escola na Europa.

    O trajeto de Oliver Glasner já o leva a ser considerado como o “treinador das façanhas impossíveis”. O brilho do técnico austríaco começou, então, de forma algo ‘silenciosa’. E usamos este termo porque o primeiro grande feito foi alcançado, então, longe dos holofotes que estão apontados ao futebol europeu. Glasner guiou o Lask Linz a uma grande época na 2ª divisão austríaca, sagrando-se campeão com… 20 pontos de avanço.

    Após estabilizar o clube na Primeira Liga austríaca e colocá-lo a disputar, então, o título, Glasner rumou à sempre exigente Bundesliga.

    Sempre a subir até à conquista da Liga Europa

    No Wolfsburgo, Glasner catapultou o clube para outro nível. Depois de alcançar o 7º lugar e respetivo apuramento para a Liga Europa em 2019/20, o técnico ainda fez melhor na segunda época: 4º lugar e acesso à Liga dos Campeões. Este trabalho despertou, então, o interesse do Eintracht Frankfurt.

    Glasner levou o Eintracht Frakfurt à conquista da Liga Europa em 21/22 em Sevilha

    E logo na primeira época, Glasner guiou as águias à conquista da Liga Europa, batendo o Glasgow Rangers na final, após penáltis. Um feito de enorme relevo para um clube que só tinha dois troféus europeus no palmarés. Na época seguinte, comandou o Frankfurt até ao 7º lugar na Bundesliga e marcou presença na final da Taça da Alemanha, mas perdeu frente ao RB Leipzig, por 2-0. E surgiu, então, o convite do Crystal Palace.

    Cristal de qualidade em Inglaterra

    A ‘Glasnerização’ chegou à Premier League em fevereiro de 2024 e deixou marca logo na primeira época. O Palace terminou a época com seis vitórias nas últimas sete jornadas, a última delas coroada com uma goleada de 5-0 ao Aston Villa em Selhurst Park. Mas 2024/25 traria, então, ainda melhores notícias.

    A Taça de Inglaterra veio na primeira época completa de Palace

    Se é verdade que, em termos de classificação, o Palace piorou (de 10º para 13º), o final da época trouxe uma grande alegria. Na final da Taça de Inglaterra, os Eagles bateram o favorito Man. City por 1-0 e conquistaram, então, o primeiro troféu dos seus 119 anos de história. A festa em Londres foi intensa, mas haveria um segundo capítulo, agendado para este mês. No domingo passado, a ‘Glasnerização’ do Palace voltou a fazer história. O Cristal de qualidade bateu o campeão Liverpool na Supertaça, após penáltis. Aí vão dois troféus conquistados em pouco mais de época e meia. Não deve tardar muito a que lhe erijam uma estátua…

    Glasner chegou ao Crystal Palace há ano e meio e já conquistou dois troféus de relevo
  • Ekitike recupera palíndromos no futebol. Sabe o que são?

    Ekitike recupera palíndromos no futebol. Sabe o que são?

    Reforço para o ataque do Liverpool tem um nome que é o mesmo lido normalmente e de trás para a frente. Depois de custar 80M€ (mais cláusulas adicionais de 12,5M€), o novo avançado dos reds integra uma lista de jogadores famosos cujos nomes são palíndromos. Casos de Salas, Rever, Oddo ou até Eze, jovem estrela do Palace.

    O Liverpool tem operado uma revolução no seu ataque neste defeso, por várias razões. As saídas já confirmadas de Luis Díaz e Darwin Núñez, aliadas ao trágico desaparecimento de Diogo Jota, levaram os reds a investir num ataque que ainda espera por Isak (Newcastle). Mas quem já chegou a Anfield foi Hugo Ekitike, avançado francês proveniente do Eintracht Frakfurt. Se é verdade que já foi muito falado pelo que custou – 80M€ fixos mais 12,5M€ em variáveis -, o nome Ekitike ‘recuperou’ os palíndromos que existem em nomes de jogadores reconhecidos do futebol internacional. Ekitike recupera palíndromos no futebol. Sabe o que são?

    Segundo o dicionário, o palíndromo é uma “palavra, grupo de palavras, verso ou número que se lê da mesma maneira da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda”. Palavras como ovo, osso, radar ou asa são alguns dos palíndromos mais conhecidos. Mas, neste caso, abordamos nomes de futebolistas ou ex-futebolistas que têm essa particularidade.

    Salas, Oddo, Rever…

    Ekitike é o mais recente elemento de uma dinastia de palíndromos no futebol. Alguns dos nomes mais conhecidos com esse cariz são então (Marcelo) Salas, antigo avançado chileno que passou por River Plate antes de cumprir um percurso na Serie A, ao serviço de Lazio e Juventus; ou (Massimo) Oddo, ex-defesa italiano que jogou em alguns dos clubes transalpinos mais notáveis, como AC Milan, Nápoles ou Lazio.

    No Brasil também encontramos alguns exemplos, como Rever, antigo defesa-central de Atlético Mineiro, Grémio ou Internacional, entre outros. Mas também o jovem talento Reinier, de 23 anos, formado no Flamengo e por quem o Real Madrid pagou 40M€ em 2020 mas, após sucessivos empréstimos, está de volta ao Brasil para representar o Atlético Mineiro.

    Por fim, entre os futebolistas mais conhecidos, falar ainda do inglês Eze, estrela maior do Crystal Palace que é cobiçada pelo Arsenal. Ou também do central brasileiro Natan, que defende as cores do Betis. Haverá, certamente, outros exemplos no futebol mundial mas estes são, por agora, os palíndromos mais mediáticos.

  • Rafael Camacho – o leão que nunca chegou a rugir

    Rafael Camacho – o leão que nunca chegou a rugir

    Rafael Camacho era daqueles nomes que os scouts destacavam com marcadores. Veloz, técnico, versátil, e com selo da formação de clubes como Sporting, Manchester City e Liverpool. Mas a promessa de estrela tornou-se um enigma. Aos 25 anos, Camacho continua à procura do lugar onde finalmente possa ser aquilo que prometeu ser.

    Nascido em Lisboa, mas com a dupla nacionalidade angolana, Rafael Camacho deu os primeiros passos no futebol no Sporting. Mas cedo foi parar a Inglaterra, mais concretamente ao Manchester City, com apenas 13 anos. Em Inglaterra, o extremo impressionou pelo talento bruto e pela irreverência com bola no pé. Ao ponto de, em 2016, se transferir para a academia do Liverpool. Rafael Camacho – o leão que nunca chegou a rugir.

    Com Jürgen Klopp, chegou a somar minutos na equipa principal em 2018/19, inclusive numa vitória (4-3) suada sobre o Crystal Palace, em Anfield. O técnico alemão chegou a elogiar a sua atitude e intensidade nos treinos, mas os minutos em campo foram escassos. E com o plantel recheado, a porta parecia fechada.

    O regresso a Alvalade acabou em desilusão

    Em 2019, o Sporting resgatou Camacho desembolsando, então, 5 milhões de euros. O extremo era, então, visto como um investimento estratégico. Com margem para crescer como extremo desbloqueador ou até lateral ofensivo, uma adaptação que já vinha desde os tempos de Anfield.

    Mas a verdade é que Rafael Camacho nunca se fixou em Alvalade. Jogou em várias posições, mas nunca teve sequência e acabou por ser emprestado, sucessivamente, a Rio Ave, B-SAD, Aris Salónica e, mais recentemente, ao NK Vukovar 91, da Croácia. O talento estava lá, mas o rendimento raramente apareceu.

    Uma hipótese de redenção

    Agora, é provável que Rafael Camacho tenha de reconstruir a carreira em contextos mais modestos, longe dos palcos onde se esperava vê-lo brilhar. Há talento para mais. Mas as promessas, quando não se cumprem, transformam-se em fardos difíceis de carregar.

    Rafael Camacho é um nome que simboliza uma geração de jogadores que teve tudo para vingar, menos o tempo certo, o espaço certo, ou talvez a mentalidade certa. Aos 25 anos, ainda pode surpreender, mas para já, mora entre os que prometeram muito e entregaram pouco. Uma eterna promessa, que ainda sonha com a sua hipótese de redenção.