
A recente saída de Luís Freire do comando técnico do Vitória SC voltou a trazer para cima da mesa a instabilidade que o clube minhoto vive a nível de treinadores. Só nesta época, os vitorianos tiveram três técnicos – Rui Borges, Daniel Sousa e Luís Freire – e já procuram um novo para 2025/26. Os adeptos criticam esta indefinição que afeta uma equipa que, desde 2018, vê chegar um treinador a cada época e meia, em média. A maldição vitoriana vai continuar ou acabou no fim desta época?
Para encontrarmos um treinador que tenha estado, pelo menos, duas épocas consecutivas ao serviço dos vimaranenses, temos de recuar até 2018. A 18 de fevereiro desse ano, Pedro Martins, que guiara o Vitória ao 4º lugar em 2016/17, sofreu uma dura goleada (0-5) em casa, diante do SC Braga, e deixou, então, o comando técnico do clube. Contudo, daí para cá, o clube liderado agora por António Miguel Cardoso teve 16 treinadores em sete épocas.
Longe vão os tempos em que a época desportiva ia começar e o treinador do Vitória não era, então, notícia. Para isso, recuemos até 2014/15. Foi a última época em que o mesmo técnico ia arrancar para a 4ª época consecutiva a trabalhar no clube: Rui Vitória.

Nos últimos tempos, os treinadores que aceitam o desafio de orientar o Vitória têm de saber tornear esta maldição vitoriana. E quando todos pensavam que Luís Freire ia transitar desta época para 2025/26, voltou, mais uma vez, a vingar a velha máxima do futebol. Curiosamente proferida um dia por… um antigo presidente do V. Guimarães, Pimenta Machado: “No futebol, o que hoje é verdade, amanhã é mentira.”
A média de treinadores no banco do Vitória, nos últimos sete anos, foi superior a dois – em 2020/21 foram… quatro (!) – mas diz-se que a vida é feita por ciclos de sete anos. Pelo que, encerrado este ciclo, que contou com vários técnicos a cumprir… menos de mão cheia de jogos pelo clube, poderá 2025/26 trazer a estabilidade que dirigentes, adeptos e, principalmente, jogadores desejarão ter no futuro.
Esta época, Rui Borges deixou o Vitória rumo ao Sporting em dezembro de 2024 e, para o seu lugar, chegou Daniel Sousa. O técnico natural de Barcelos orientou o Vitória em três jogos – chegou a empatar 4-4 contra o Sporting do seu antecessor num jogo épico – e saiu, surpreendentemente, após a eliminação na Taça de Portugal, aos pés de O Elvas. E o clube vitoriano apostou, então, em Luís Freire.
E os méritos de Freire ficaram bem expressos em números:
Ainda assim, Luís Freire não continua no comando técnico dos vitorianos. O sucessor deverá ser, segundo alguma imprensa desportiva, Luís Pinto, que guiou o Tondela a campeão da Liga 2. Será que o ‘amigo de Rui Borges’ vai, por fim, acabar com a maldição vitoriana?







