
António Oliveira, de 42 anos, procura consolidar o seu trabalho no comando do Clube do Remo, histórico emblema de Belém do Pará que disputa a Série B do Brasileirão. O técnico português, que no início da temporada passou pelo Sport Recife, na Série A, sem conseguir vencer – foram quatro jogos, com apenas um empate -, já soma 13 jogos oficiais ao serviço dos “azulinos”. Um registo que deixa sinais mistos e não tem evitado, sobretudo nas partidas realizadas em casa, alguma constestação por parte dos adeptos. António Oliveira procura afirmação no Remo.
Em 39 pontos possíveis, António Oliveira conquistou 18 — fruto de quatro vitórias, seis empates e três derrotas. Curiosamente, três desses triunfos foram alcançados fora de casa, revelando uma equipa competitiva em deslocações. Mas, ainda, em busca de maior consistência diante do seu público no Baenão, onde apenas conseguiu um triunfo com o Avaí, por 2-1, a 25 de julho.
A campanha traduz-se, então, numa pontuação que mantém o Remo na luta, para já, por um campeonato tranquilo. Ainda que não muito distante dos lugares de acesso à Série A.

Após 25 jornadas, o Remo é 5.º classificado, com 38 pontos. Os antecessores de António Oliveira, no caso Rodrigo Santana e Daniel Paulista, conseguiram 20 pontos em 12 jogos. Menos três, somente, do que a Chapecoense que ocupa o último dos lugares que garantem a promoção à elite do Brasileirão.
O desafio de António Oliveira passa, então, por transformar o equilíbrio demonstrado em resultados mais consistentes. Sobretudo em Belém, onde os adeptos continuam a exigir maior protagonismo. Filho de Toni, antigo internacional e histórico treinador português, atual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, António Oliveira soma mais uma experiência no futebol brasileiro. No qual já acumulou experiências em clubes como Athletico Paranaense, Cuiabá (em duas ocasiões), Coritiba e Corinthians. E ainda foi técnico-adjunto de Jesualdo Ferreira no Santos.
Em Belém, António Oliveira terá, então, de provar que pode devolver estabilidade competitiva a um Remo que, ano após ano, sonha em regressar ao escalão principal do futebol brasileiro.






