
A noite no Estádio Stožice, na capital eslovena, começou da pior forma para a equipa da casa, que se viu a perder por dois golos no início da segunda parte. Foi então que a estrela de Diogo Pinto brilhou mais forte. O médio português, que admitiu ter ficado “surpreendido” por não ser titular, entrou com a missão de mudar o rumo dos acontecimentos. E cumpriu as ordens do treinador Jorge Simão de forma espetacular, liderando uma recuperação que levou os adeptos da desilusão à euforia total.
Ao intervalo, o cenário era negativo e os assobios faziam-se ouvir nas bancadas. A desvantagem aumentou logo aos 50 minutos, mas esse segundo golo sofrido funcionou como um catalisador. “Quando começou a dar para o torto, sabia que tínhamos de reagir rápido, aproveitar que estávamos a jogar em casa”, explicou Diogo.

A equipa sentiu o abanão e percebeu a urgência de mudar a atitude. “Sinto que a equipa mudou no geral principalmente depois do segundo golo sofrido, levamos um balde de água fria e tivemos de acordar e reagir”.
Apesar da surpresa por iniciar o jogo no banco, Diogo Pinto manteve o foco. “Não sabia que não ia ser titular hoje, fiquei surpreendido, mas como respeito e sempre respeitei as decisões do treinador, estava mortinho para entrar e ajudar a equipa”.

As palavras do treinador Jorge Simão ao lançá-lo em campo foram claras e diretas: “O mister disse-me para fazer a equipa jogar e para ser agressivo sem bola e na pressão”. A entrada de Diogo, aliada a uma mudança coletiva, foi a chave para desbloquear o jogo e iniciar a recuperação memorável.
Entre os 55 e os 65 minutos, Diogo Pinto viveu o seu momento de ouro. Marcou três golos que viraram o resultado e incendiaram o estádio. A cada golo, a confiança aumentava. “É óbvio que era uma alegria imensa, principalmente no terceiro golo que mudou o resultado. Foi uma sensação incrível.” Ainda assim, Diogo não esquece que o futebol é um jogo coletivo: “Para mim, o mais importante é saber que ajudei a equipa e os meus companheiros”.

Questionado se este foi o, então, melhor jogo da sua carreira, recordou outro feito notável: ” Sem dúvida que foi muito, muito especial. Não sei se foi o melhor jogo, porque já tinha feito um hat-trick em menos de 12 minutos no Estrela da Amadora”. O médio não esquece o jogo frente ao Académico de Viseu, na 8.ª jornada da Segunda Liga de 2021/22. Aos 12 minutos já tinha marcado três vezes, mas agora Diogo Pinto ajudou o Olimpija a jogar em Andorra, na segunda mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Conferência, com um resultado “muito melhor” do que aquele que parecia ser aos 50 minutos.
Diogo Pinto e uma reviravolta épica: “Uma noite que mais vou esquecer”






