
O treinador do Manchester United é, desta forma, o décimo técnico português a atingir uma final europeia de clubes. A lista de notáveis integra nove nomes que chegaram a 15 finais disputadas com oito títulos conquistados.
José Mourinho é o recordista. Esteve em seis finais europeias de clubes (duas pelo FC Porto, duas pela AS Roma, uma pelo Inter Milão e outra pelo Man. United) e conquistou cinco troféus. Duas Ligas dos Campeões, duas Ligas Europa e uma Liga Conferência para o mais titulado treinador português da história em provas europeias. Já Jorge Jesus esteve em duas finais, ambas na Liga Europa e ambas pelo Benfica, e perdeu as duas, diante de Chelsea e Sevilha.
O primeiro treinador português a atingir uma final europeia de clubes foi, então, o sportinguista Anselmo Fernandez (nasceu em Lisboa, descendente de espanhóis), que venceu a Taça das Taças, numa finalíssima contra o MTK Budapeste, em 1963/64, decidida pelo famoso ‘cantinho’ do Morais.

Depois dele, António Morais, pelo FC Porto (José Maria Pedroto era o treinador, mas já estava doente e foi Morais a ir para o banco) esteve na final contra a Juventus na Taça das Taças em 1983/84.
Seguiram-se, então, Artur Jorge, pelo FC Porto, que deu a primeira Taça dos Campeões aos dragões, em 1986/87; Toni, finalista pelo Benfica na Taça dos Campeões Europeus em 1988, perdida para o PSV Eindhoven; José Peseiro, pelo Sporting em 2005, perdeu a Taça UEFA, em Alvalade, diante do CSKA Moscovo; e André Villas-Boas conquistou a Liga Europa para o FC Porto em 2011, defrontando, nessa final, o SC Braga de Domingos Paciência.
Rúben Amorim, na época em que se mudou para Inglaterra, consegue, então, atingir um patamar ao alcance apenas de um lote restrito de treinadores. E dia 21 de maio, em Bilbau, o 10º passageiro pode fazer história, tornando-se no quinto treinador português a ganhar uma competição europeia.






