
A luta dos verdes-e-brancos da Covilhã é bem diferente da de outros tempos. O histórico Sporting da Covilhã tem 15 participações no mais alto patamar do futebol português é um clube que todos os adeptos de futebol recordam. Há mais de 35 anos que não são primodivisionários. Os Leões da Serra já chegaram, então, a alcançar o 5.º lugar na Liga Portuguesa e uma final da Taça de Portugal, nos anos 50 do século passado, onde defrontaram o Benfica [foto acima]. Atualmente, com o argentino Leandro Grimi ao comando da equipa, o Sporting da Covilhã assegurou a manutenção na Liga 3. Este é mais um episódio da rubrica Históricos em Crise. Sporting da Covilhã: do Jamor à luta pela sobrevivência.
Prestes a cumprir 102 anos de história (amanhã), o Sporting da Covilhã viveu anos de ouro com presenças assíduas na I Divisão, na década de 50 do século passado. A melhor classificação de sempre dos covilhanenses foi em 1955/56, com um 5.º lugar. Na altura, ficaram apenas atrás do campeão FC Porto, Benfica, Belenenses e Sporting. Nessa equipa, brilhou, então, o avançado espanhol Victoriano ‘Picho‘ Suárez, com 21 golos.

Uma época depois, com Fernando Cabrita a cumprir a função de jogador-treinador, e Dr. Tavares da Silva, a orientador técnico e selecionador nacional, o Sporting da Covilhã chegou à final da Taça de Portugal, no Jamor. O ponto mais alto da história serrana foi esse jogo, disputado no 34º aniversário do clube, frente ao Benfica – ainda que tenha saído derrotado por 3-1. Fernando Pires fez o golo dos serranos.
Nessa campanha da prova rainha, a equipa finalista vencida superou, então, o Grupo União Sport (1-12), Lusitano de Évora (6-7), FC Porto (1-3) e Vitória de Setúbal (3-1), até chegar ao Estádio Nacional.
Atualmente, o Sporting da Covilhã está na Liga 3, depois de sobreviver a uma dura luta e evitar a descida ao Campeonato de Portugal. A última jornada da fase de manutenção foi, então, decisiva, e Leandro Grimi, antigo defesa-esquerdo do Sporting, conseguiu “salvar” o clube.

Depois de 14 anos na Segunda Liga, comandado dentro das quatro linhas pelo histórico Gilberto, médio que representou o Sp. Covilhã durante 12 épocas, o clube desceu. E chegou a disputar a fase de subida da Liga 3 em 2023/24, mas não conseguiu a promoção. Recentemente, a equipa que joga no Municipal Santos Pinto tem aparecido na fase de grupos da Allianz Cup e, em 2016/17, chegou mesmo a atingir os quartos-de-final da Taça de Portugal. Onde foi eliminado, então, pelo finalista vencido Vitória SC.
Hoje, as 406 partidas disputadas na I Divisão são apenas memórias, dado que a última presença foi em 1987/88. Nessa temporada, também desceu o Salgueiros, o Rio Ave, o Varzim, O Elvas e a Académica.

A 8.ª filial do Sporting Clube de Portugal é, hoje, apenas mais um histórico em crise que perdeu um dos seus faróis. O recente falecimento do Presidente José Mendes, em janeiro de 2024, aos 65 anos, deixou, então, o clube da Covilhã mais pobre. José Mendes presidiu o clube durante os 14 anos em que o Sp. Covilhã se manteve na Segunda Liga, mostrando-se um dirigente respeitado no futebol e líder de um clube organizado que dava, em várias ocasiões, sinais de poder um dia regressar à Primeira Liga.
Ao longo dos anos foram vários os jogadores que ergueram bem alto o nome do clube serrano. Muitos deles chegaram a representar a Seleção Nacional ou os respetivos países. Os jogadores que mais vezes foram internacionais e que passaram pelo Sporting da Covilhã são José Pérides, José Henrique, Cavém, Rui Barros, César Brito, Túbia, Pizzi, Steven Vitória, Reinildo, Abdoulaye Ba ou, ainda, André Simonyi.







