
A aposta do Manchester United em inovação e tecnologia acaba de ganhar um novo capítulo. Michael Sansoni, um dos principais analistas de dados da Mercedes, e um dos responsáveis pelos títulos conquistados por Lewis Hamilton na marca alemã, vai, então, juntar-se à estrutura técnica dos “Red Devils” a partir de 2025/26. United aposta na Fórmula 1 para acelerar novamente rumo ao topo do futebol.
Sansoni desempenhou um papel-chave na equipa liderada por Toto Wolff. Foi mesmo o responsável pela interpretação de dados em tempo real, modelação preditiva e otimização de estratégias de corrida da Mercedes. Algumas das áreas que têm, então, ganho terreno no futebol moderno. Sobretudo nos clubes que procuram uma vantagem competitiva através da ciência e dos dados estatísticos.
A mudança de Michael Sansoni para o Manchester United, do português Rúben Amorim, não é um caso isolado. A Premier League tem assistido a uma crescente integração de perfis técnicos fora do futebol, numa tentativa de importar metodologias altamente eficazes de outras modalidades. No caso da Fórmula 1, a combinação entre análise milimétrica e decisões em frações de segundo é, então, vista como um recurso valioso num desporto em que cada detalhe pode ser decisivo.

Sansoni será, então, integrado no departamento de performance do Manchester United, colaborando diretamente com a equipa técnica de Rúben Amorim e os responsáveis pelo scouting, planeamento físico e análise de jogo. O objetivo passa por criar um sistema mais integrado de recolha e interpretação de dados que permita uma leitura mais profunda do rendimento coletivo e individual de cada jogador.
Com esta contratação, o United reforça também a sua ambição de reestruturação estratégica fora das quatro linhas. Após anos de resultados irregulares e instabilidade técnica, a direção do clube tem apostado em perfis fora do padrão tradicional. A recente chegada de Omar Berrada (ex-Man. City) como CEO e de Jason Wilcox como diretor técnico são outros sinais claros dessa viragem.

A Mercedes, por sua vez, perde, então, uma peça considerada crucial na estrutura de análise de dados. Ainda assim, o impacto na equipa de Fórmula 1 deverá ser mitigado pela profundidade do seu departamento técnico. Resta saber se o conhecimento técnico do novo reforço dos red Devils poderá ser traduzido eficazmente para o contexto do futebol. Um universo com outras variáveis, mas onde a leitura de dados se tornou igualmente vital.
No final, a pergunta que fica é: poderá um cérebro vindo das pistas ajudar o United a regressar ao topo?






