
Aos 36 anos, Daniela Ferreira, Pisko no mundo do futsal, pendura as chuteiras com o título de campeã nacional de futsal feminino pelo Nun’Álvares. Tratou-se, por isso, de um desfecho ideal para uma carreira notável, construída com esforço, inteligência e liderança. Capitã e símbolo maior da equipa de Fafe, Pisko somou 105 internacionalizações pela Seleção Nacional A. Mas Pisko foi muito mais do que uma jogadora. Foi o rosto de um projeto ambicioso e vencedor, a voz no balneário, o elo entre gerações. “Soube integrar as mais jovens, criando um balneário unido e focado”, descreve o seu treinador, Paulo Tavares. Numa época em que o Nun’Álvares atingiu o topo do futsal feminino nacional, a capitã foi peça-chave para o sucesso coletivo. Pisko despede-se campeã nacional pelo Nun’Álvares – “Obrigado, capitã. Serás sempre uma referência”.
Ao longo da temporada do título, a presença de Pisko dentro e fora da quadra revelou-se, então, determinante. “Foi a voz do grupo, transmitindo confiança e ambição”, salienta Paulo Tavares, num exclusivo ao Craques, sobre os 36 jogos que a atleta fez esta temporada, nos quais apontou 19 golos. Qualidades que, segundo o treinador, consolidaram o clube como “uma referência no panorama nacional”. Com uma carreira marcada pela longevidade e entrega, a sua capacidade de liderança natural tornou-se, então, um farol para colegas e adversárias.

Do ponto de vista técnico e tático, Pisko, que é prima do internacional português e atual campeão europeu Vitinha, distinguiu-se pela “inteligência tática e leitura de jogo”. “Treino e jogo sempre em máxima intensidade”, destaca Paulo Tavares, que releva ainda a resiliência da jogadora: “Durante anos, conciliou o alto rendimento com a vida profissional fora do desporto.” A capacidade de superação foi uma constante, elevando o padrão de exigência e o exemplo no futsal feminino.
A sua despedida representa, então, uma perda significativa para o clube e para o futsal português. “Perde-se uma líder natural, uma figura emblemática da modalidade. A sua experiência em momentos decisivos e a capacidade de unir o grupo são, realmente, difíceis de substituir. A sua longevidade e consistência elevaram a exigência e o profissionalismo no futsal feminino”, lamenta, então, o treinador.

Fica, por isso, um legado de excelência e profissionalismo, espelhado na forma como conduziu a equipa na sua última época. Segundo o site Zerozero.pt, a atleta cumpriu 414 jogos na carreira e apontou 231 golos nos escalões seniores.
A capitã sai como campeã, mas não precisava deste título para ser tratada como tal. “Obrigado, capitã. Serás sempre uma referência.”, rematou, então, o treinador Paulo Tavares.







