
Clayton nasceu para marcar golos, mas o caminho até ao protagonismo não foi fácil. A carreira profissional começou, então, em 2019, no Lajeadense, onde concluiu a sua formação. Seguiu-se uma breve passagem pelo Juventude, em 2020, onde não teve espaço (apenas 3 jogos), mas uma rápida passagem pelo Guarany de Sobral levou-o, então, ao Globo FC. Clube modesto onde a sua veia goleadora finalmente se revelou: 10 golos em 16 jogos que chamaram a atenção de clubes maiores. E nunca mais parou. Hoje falamos de Clayton – a pechincha de 3 milhões que vale ouro no Rio Ave.
O salto seguinte levou-o, em 2021, ao Vila Nova. Onde somou, então, 10 golos em 36 partidas, antes de rumar, por empréstimo, ao Coritiba. A experiência não foi brilhante, mas, ainda assim, suficiente para abrir portas maiores. E que portas! Em 2022, Clayton atravessou o Atlântico rumo a Lisboa. Vestindo a camisola do Casa Pia, o avançado brasileiro foi uma figura importante na época de regresso dos gansos à Primeira Liga, fazendo 16 golos e 2 assistências em duas épocas. Em janeiro de 2024, o Vasco da Gama investiu no regresso de Clayton ao Brasil, mas este rapidamente voltou a Portugal, cedido ao Rio Ave.
E foi em Vila do Conde que Clayton encontrou, finalmente, o seu espaço. Na época passada, o brasileiro apontou 18 golos em 37 jogos. Números que convenceram, então, os vilacondenses a investir 3 milhões de euros na sua contratação definitiva. Um verdadeiro achado, dada a relação preço-qualidade.

Hoje, o investimento já parece irrisório. Em apenas três jornadas de 2025/26, Clayton acumula 5 golos e 1 assistência, sendo diretamente responsável por 6 golos da equipa. O brasileiro não é apenas finalizador, mas também uma presença constante no ataque, dono de um faro especial dentro da área e de uma energia que o torna num pesadelo para as defesas adversárias.
Se o Rio Ave sonha em lutar por algo mais do só a permanência, muito desse sonho passa pelos pés, e sobretudo pelo instinto, de Clayton. Um avançado resiliente, trabalhador e capaz de transformar oportunidades em feitos improváveis. A crescer desta forma, não é de estranhar que surjam novos clubes interessados nas próximas janelas de transferências, uma vez que o Rio Ave já recusou propostas de 8 milhões de euros pelo seu goleador.






