A médio neerlandesa fez a sua estreia pela equipa de Torres Vedras na Supertaça e marcou um dos golos da vitória (2-1) sobre o Benfica. Ao mesmo tempo, admite que ter aceite a proposta do Torreense foi a decisão mais acertada nesta fase da carreira. E, por fim, deixa bem claro: “Não havia melhor forma de começar.”
Aos 25 anos e após duas épocas cumpridas com a camisola do Racing Power, a médio holandesa Gerda Konst viu-se conquistada pelo projeto do Torreense e aceitou rumar, então, a Torres Vedras. Considerada um dos grandes reforços da equipa de Gonçalo Nunes, Konst chegou, jogou, marcou e venceu. Uma estreia de sonho para futebolista profissional neerlandesa, que apontou o primeiro golo do Torreense na vitória, com direito a reviravolta, sobre o Benfica na final da Supertaça (2-1). Konst falou, em exclusivo, ao Craques sobre as ambições que tem para este novo desafio e, mais especificamente, 2025/26. E deixou bem claro. Gerda Konst: “Quero deixar a minha marca na Liga portuguesa.” A Liga BPI arranca hoje.
CRAQUES – Como foi a sensação de marcar na Supertaça e ganhar o troféu?
GERDA KONST – Marcar um golo é sempre uma sensação incrível, mas marcar num jogo tão grande e importante é verdadeiramente indescritível. A adrenalina que corre pelo corpo naquele momento é algo inacreditável! Fiquei muito feliz por poder ajudar a equipa a conquistar o troféu. Foi o meu primeiro jogo oficial pelo Torreense, e honestamente, não poderia haver melhor forma de começar.
C- O Torreense já havia ganho a Taça ao Benfica. Foi complicado voltar a bater o Benfica?
GK – É sempre entusiasmante jogar contra clubes maiores. Há uma atmosfera diferente, e ser a equipa underdog dá-nos ainda mais fome e motivação para vencer. Sempre acreditámos em nós próprias e entrámos em campo com a mentalidade de que podíamos vencer o Benfica novamente.

C – Quais são os seus objetivos pessoais no futebol português?
GK – Quero deixar a minha marca na liga, continuar a crescer como jogadora e, claro, adicionar mais troféus à lista.
“Futebol feminino português ainda não atingiu todo o potencial”
C – Trocar o Racing Power pelo Torreense foi a decisão certa nesta fase da carreira?
GK – Assinar pelo Torreense foi, sem dúvida, a decisão certa para a minha carreira. É um clube onde posso realmente evoluir como jogadora, e onde estou rodeada de profissionais que me incentivam a melhorar todos os dias. O clube tem grandes ambições, e estou muito orgulhosa por fazer parte deste projeto.
C – Como é que analisa o futebol feminino português e o desenvolvimento das equipas?
GK – O futebol português evoluiu bastante em comparação com há alguns anos. O nível está a subir, e a profissionalização também está a desenvolver-se gradualmente. Acho que é um excelente sinal ver jogadoras de várias partes do mundo a virem jogar para Portugal mostra que a liga tem muito para oferecer. Claro que ainda há margem para crescer, e o futebol feminino português ainda não atingiu todo o seu potencial, mas o progresso é visível.

“O futebol feminino é dos desportos mais populares na América”
C – Já jogou no futebol dos Estados Unidos. É uma grande diferença para o futebol feminino europeu?
GK – Há uma grande diferença entre jogar nos Estados Unidos e em Portugal especialmente no que toca às infraestruturas e à profissionalização. Os EUA estão muito mais avançados nesse sentido e conseguem oferecer mais às jogadoras que atuam na liga. O futebol feminino é um dos desportos mais populares na América, enquanto que, na Europa, ainda há um longo caminho a percorrer para chegar a esse nível de profissionalismo.
C – O Torreense pode vir a lutar pelo título de campeão em breve ou é um objetivo, para já, inalcançável?
GK – O Torreense é um clube muito ambicioso, e como equipa, queremos sempre alcançar o melhor. Na minha opinião, vencer a final da Taça duas vezes seguidas mostra bem o potencial que temos. Enquanto continuarmos a lutar em cada jogo, acredito que podemos alcançar grandes feitos esta temporada.
C – Quais são, então, os objetivos pessoais e coletivos para esta época?
GK – O meu objetivo pessoal para esta época é continuar a evoluir como jogadora e ganhar mais notoriedade na Liga BPI.


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