
Vasco Botelho da Costa é hoje um dos homens de destaque do futebol português, após ter conduzido o Alverca ao tão sonhado regresso à Primeira Liga. Os ribatejanos tiveram que esperar mais de 20 anos para voltar a ver a sua equipa no escalão maior do futebol português e o início de época fazia prever muitas dificuldades para… assegurar a permanência. O enorme feito de Vasco Botelho da Costa, técnico natural de Lisboa e criado em Alcabideche (Cascais), recolocou o Alverca entre os grandes.
O início de época foi atribulado. Após subir da Liga 3, o Alverca chegou à 4ª jornada com três empates e uma derrota. Essa, sofrida precisamente na 4ª ronda, em casa, frente ao Académico de Viseu (0-4), precipitou a saída de Zé Pedro e motivou a chegada de Vasco Botelho da Costa. Desde então, o Alverca ‘levantou voo’ e, em 29 jogos, só perdeu quatro, tendo somado 17 vitórias. Cinco delas consecutivas, precisamente na reta final da Liga 2.
O técnico fez, então, uma reta final de sonho: cinco vitórias seguidas e nove jogos consecutivos sem perder a fechar o campeonato. Números que valeram ao Alverca uma das melhores recuperações da presente temporada. No entanto, o sucesso de Vasco Botelho da Costa começou bem antes da chegada a Alverca do Ribatejo.
Aos 36 anos, o técnico lisboeta já conta com um palmarés bastante interessante, tendo-se sagrado, então, bicampeão nacional (2020/21 e 2021/22) nos sub-23 ao comando do Estoril-Praia.
Seguiram-se, então, dois anos ao leme da União de Leiria. O histórico clube português havia caído até à Liga 3 após vários anos junto da elite do futebol nacional. Após duas conquistas consecutivas da Liga Revelação Sub-23 ao serviço do Estoril, sagrou-se, então, campeão da Liga 3 pela União de Leiria, conquistando o título que valeu o regresso ao segundo escalão do clube do Liz. Fruto do trabalho desenvolvido por Botelho da Costa, a União está a um passo do tão desejado regresso à Liga Portugal.
O técnico, que chegou a comandar o GDS Cascais durante 8 anos, completou, então, a segunda temporada ao serviço da União, antes de trocar Leiria por Alverca, onde fez história.
No final da partida em que o Alverca bateu o Portimonense (2-1) e assegurou o regresso, 21 anos depois, à Primeira Liga, Vasco Botelho da Costa mostrou-se orgulhoso do feito alcançado. “Quero agradecer à anterior direção por nos ter contratado e à nova pelo apoio que sempre nos deu e por não ter querido mudar nada quando as coisas estavam a correr tão bem. Tenho muito, muito orgulho em ver esta equipa a jogar, estes jogadores incríveis… não fomos os melhores porque acabámos em segundo. Mas a forma como crescemos foi realmente impressionante. Comecei a trabalhar nos sub-7 na distrital e sempre disse que queria subir todos os patamares sem saltar etapas. Felizmente sou um sortudo”, considerou, ainda na entrevista rápida após o jogo, em que fez questão de chamar toda a equipa técnica.

Já na conferência, sobre o futuro, prefere deixar, então, tudo em aberto. “É uma situação que tem de ser falada. O meu primeiro pensamento será sentar-me com as pessoas do Alverca. Todos sabem que o Alverca mudou a direção a meio da época. Era muito fácil chegar aqui e cortar cabeças. Mas não o fizeram. Mantiveram o que estava bem e melhoraram o que havia a melhorar. Temos de estar muito agradecidos às duas administrações. Quanto ao futuro, temos de perceber na conversa que vamos ter em breve”, disse.
Mais uma época, mais um enorme feito para Vasco Botelho da Costa e respetiva equipa técnica. Interessados não devem faltar num treinador que mostra, cada vez mais, estar talhado para os mais altos voos, dado o sucesso alcançado numa ainda curta carreira.






