
27 de outubro de 2024, 27 de maio de 2025. Foram há exatos sete meses as eleições para a Federação Portuguesa de Atletismo e desde então tem sido em ritmo de mega maratona que temos estado. Quando esta manhã, numa conferência na Rádio Renascença, me questionaram como tem sido, dei conta que se não tivesse sido fundista não sei se aguentava. Em sensivelmente seis meses e meio, desde a tomada de posse, tenho feito em média oito mil quilómetros por mês. Já estive em mais de 50 câmaras municipais, um pouco por todo o continente e ilhas. Foram centenas de reuniões, de protocolos, de projetos. E há algo que não me canso de repetir, as autarquias são parceiras de excelência da Federação, sem elas a nossa missão seria de todo impossível de concretizar. Estamos gratos a todas, todas elas.
O Atletismo é, sem falsas modéstias, a modalidade mais praticada neste País. Estima-se que mais de um milhão e meio de pessoas a pratique. Por isso, a Federação tem de procurar fazer o seu papel e cativar o maior número possível de filiados. Nestes seis meses, conseguimos cerca de três mil novos filiados, eram 23 mil, estamos agora nos 26 mil. Mas temos de cativar muitos mais. Canalizaremos essas verbas para as associações, para os clubes, para a formação, para os novos atletas. Trata-se de algo muito importante para continuarmos a desenvolver a modalidade e conseguirmos ter cada vez mais atletas de elite.
Uma das bandeiras da candidatura que nos levou para a Federação foi a aposta na formação, a melhoria de condições para os jovens atletas, para que eles não desistam do Atletismo. Porque não existindo os estímulos corretos é muito fácil para os jovens deixarem de praticar esta modalidade. São tantas as atrações provenientes de outros setores, que de facto é preciso muita resiliência para os jovens manterem o foco. E nós, nestes meses, temos feito o nosso papel. Proporcionando estágios como há anos não se faziam. Estágios de oito a dez dias, juntando equipas de todo o país em troca de experiências e partilhas. Temos levado seleções completas às provas internacionais, assim representando condignamente o nosso País.
Pode parecer coisa pouca, temos consciência que muito mais há ainda para fazer. É por isso que precisamos de uma Federação cada vez mais forte e representativa daquela que é a modalidade mais praticada para que os resultados também apareçam.






