
Há um ano, os portugueses Pepa (Sport Recife), que acabou promovido à elite, e Paulo Gomes (Botafogo de Ribeirão Preto – SP) eram os únicos treinadores estrangeiros, então, na Série B do Brasileirão. Por esta altura, esse estatuto (de únicos estrangeiros na competição) está reservado a mais dois portugueses, no caso Rui Duarte (Athletic Club) e António Oliveira (Remo). Rui Duarte, 46 anos, antigo treinador de Farense, Casa Pia, Trofense, SC Braga e Marítimo, foi o escolhido pela estrutura acionista da SAF do Athletic Club (com fortes ligações aos novos investidores do Alverca) para suceder ao brasileiro Roger Silva (agora no Londrina), depois de um início titubeante do clube mineiro no campeonato.
Em oito jogos (os dois primeiros, no entanto, ainda fora da ficha de jogo e impedido de estar no banco), o treinador português Rui Duarte conseguiu 5V, 1E e 2D (16 pontos em 24 possíveis). Para isso contribuiu também (e muito!), a aposta na contratação do ponta-de-lança português Ronaldo Tavares, de 28 anos, que em seis jogos oficiais soma quatro golos e uma assistência.

Formado no Sporting, o antigo avançado do Penafiel e Estrela da Amadora (desvinculou-se dos tricolores e assinou, em definitivo, pelo Athletic), reencontrou no futebol brasileiro a relação com a baliza que lhe terá faltado nas experiências na Coreia do Sul (FC Seoul) e Suíça (Yverdon).

Em breve, Ronaldo Tavares terá a companhia, em São João del Rei (Minas Gerais), do, então, médio criativo Francisco Geraldes, antigo companheiro de equipa no Sporting, que o técnico Rui Duarte quer reabilitar para a alta competição depois de experiências em contextos tão díspares como a Malásia (Johor Fc), Espanha (Eldense, II Divisão) e Nova Zelândia (Wellington Phoenix).
Com títulos em Portugal, Turquia, Israel e Polónia, e ainda quatro internacionalizações AA por Portugal (mais 23 e cinco golos na formação), Josué lidera a armada lusa na Série B do Brasileirão. A cumprir a segunda época no Coritiba, o médio de 34 anos formou-se no FC Porto. Conquistou a camisola 10 e tem sido aposta regular dos treinadores do ‘Coxa’. Mozart substituiu Moisés Moura no comando técnico da equipa. Em 24 jogos oficiais, soma, então, seis golos e cinco assistências. Participou na Série B, Copa do Brasil e Campeonato Paranaense.

O Coritiba é 2.º classificado, com 34 pontos, a dois do líder Goiás, e com uma vantagem de 10 pontos para o grande rival Athletico Paranaense (10.º lugar), onde alinha o defesa-central Tobias Figueiredo, outro português da competição.
De todos os portuguese na Série B, Tobias Figueiredo é, então, o que está há mais tempo (consecutivo) no Brasil. O defesa-central formado no Sporting, de 31 anos, estreou-se, então, na Série A pelo Fortaleza em 2023. Mais tarde foi cedido, depois, ao Criciúma, também na elite, no ano seguinte. Desde fevereiro integra, de novo por cedência do clube do Ceará, os quadros do Athletico Paranaense.

Titular em 10 dos 12 jogos que disputou esta época, Tobias Figueiredo perdeu espaço recentemente. Actuou na Série B, Copa do Brasil e Campeonato Paranaense. Nos últimos jogos, deixou de ser uma das primeiras opções de Odair Hellmann.
Após uma curta passagem pelo Sport Recife, António Oliveira assumiu, então, o comando do Remo. Em Recife substituiu Pepa, somando um empate e três derrotas em quatro jogos na Série A. A escolha foi de Marcos Braz, antigo vice-presidente do Flamengo e responsável por contratar Jorge Jesus, em 2019. Ao serviço do Remo, António Oliveira soma, então, 2 vitórias, 3 empates e 1 derrota em seis jogos. A equipa ocupa o 5.º lugar, com 29 pontos, os mesmos da Chapecoense. A formação de Chapecó está na última posição de acesso à Série A.

O treinador português está, então, desde 2020 no Brasil, com uma esporádica passagem pela equipa B do Benfica na segunda metade de 2021/22. António Oliveira já trabalhou no Santos, Athletico Paranaense, Cuiabá, Coritiba, Corinthians e, como já referido, Sport Recife.
Josué lidera armada lusa na Série B






