

Com Luís Pinto ao leme, o Tondela é o atual líder isolado da Liga 2. A formação auriverde ocupa os lugares de promoção desde a sexta jornada do campeonato, sendo invencível há cinco jogos.
Luís Pinto que já tinha conseguido levar o Leça aos quartos-de-final da Taça de Portugal na temporada 2021/22, onde só acabou eliminado pelo Sporting de Rúben Amorim, conseguiu, até ao momento, garantir o melhor registo pontual caseiro do campeonato, fazendo do Estádio João Cardoso uma verdadeira fortaleza.
Apesar de contar com 12 empates em 26 jogos, a turma beirã sofreu apenas duas derrotas e venceu doze jogos, o que lhe vale os 48 pontos acumulados.
O Tondela marcou em 24 jogos, tendo ficado em branco apenas no terreno do Felgueiras e frente ao Marítimo, em casa. Nas últimas 8 jornadas ainda defronta Vizela (c), Chaves (c) e Alverca (c).

O GD Chaves fez uma primeira metade da época algo irregular mas, a partir da 16ª jornada, já apresenta números bem mais condizentes com a condição de candidato. Nos últimos 10 jogos, sofreu apenas uma derrota – diante do Benfica B – e chega à reta final na sua melhor forma: 4 vitórias nos últimos 5 jogos.
O segredo “não tão secreto” dos flavienses tem sido a defesa menos batida do campeonato, a par do Vizela – 23 golos sofridos. Na baliza do Chaves está o veterano Vozinha, de 38 anos, que manteve a baliza inviolada em 10 das 26 jornadas, levando agora dois jogos seguidos sem sofrer.
A reta final do campeonato não se afigura fácil para os comandados de Marco Alves: nas últimas 8 rondas defrontam ainda Vizela (c), Alverca (c), Tondela (f), U. Leiria (c) e Penafiel (f). Uma tarefa à medida dos valentes transmontanos?

O arranque do Vizela nesta edição da 2ª Liga foi tudo menos tranquilo. Três derrotas nas primeiras seis jornadas deixaram a equipa nervosa e, naturalmente, incapaz de dar resposta em campo. O resultado prático dessa ansiedade traduziu-se em oito jornadas seguidas sem ganhar – 5 empates e 3 derrotas na fase final de 2024.
Mas, pouco antes do Natal, chegou o técnico Fábio Pereira e tudo mudou: os vizelenses venceram o FC Porto B na estreia do novo técnico a 21 de dezembro e arrancaram para uma fase triunfante: 12 jogos seguidos sem perder, nos quais somou 9 vitórias, as últimas quatro de forma consecutiva.
O Vizela chega lançado à reta final do campeonato, o discurso já aponta à subida e o calendário até ao fim reserva ainda muitos testes mas o destaque vai para as próximas 4 jornadas. À receção ao Portimonense, seguir-se-á, então, uma prova dos 9 em relação à candidatura à subida: Chaves (f), Alverca (c) e Tondela (f). Os detalhes farão toda a diferença.

No caso do Penafiel, o principal destaque tem sido o treinador Hélder Cristóvão. Ao contrário de anos anteriores, a equipa duriense está agora intrometida na luta pela subida de divisão.
E para isso muito contou o excelente arranque de época: sete vitórias e quatro empates nas primeiras 12 jornadas.
Contudo, o recente momento mais conturbado – 5 derrotas nos últimos 7 jogos – já atirou a equipa para o 4º lugar. Apesar desta inconsistência exibicional, os rubronegros apresentam o terceiro ataque mais concretizador da divisão, com 40 golos marcados.
O calendário até final parece acessível em teoria, no entanto, ainda está reservada para a última jornada uma escaldante receção ao Chaves, atual 2º classificado. Neste momento, o Penafiel encontra-se a 1 ponto do Chaves, o que torna essa partida ainda mais decisiva.

Apesar da quebra de ritmo nas últimas jornadas, seria impossível não se destacar o melhor marcador da Liga 2. O avançado australiano Anthony Carter tem, então, alimentado o sonho do Alverca em voltar ao escalão principal do futebol português 21 anos depois.
O ponta de lança de 1,92 m atravessa a melhor época da sua carreira – soma 13 golos e 4 assistências em 25 jogos disputados -, tendo sido galardoado com os prémios de jogador e avançado do mês de janeiro pela Liga Portugal.
A regularidade tem sido o maior trunfo da equipa orientada por Vasco Botelho da Costa. De facto, nas últimas 15 jornadas, o Alverca perdeu apenas duas vezes – diante de Portimonense e Penafiel – e somou 9 vitórias. Além disso, atualmente, os ribatejanos ocupam o 5º lugar, mas, o mais impressionante é que estão a apenas 1 ponto do 2º lugar, o primeiro que dá acesso direto à Liga Portugal.
Até final, e mais uma vez provando que a promoção vai decidir-se nos detalhes, o Alverca terá, então, como testes mais difíceis as deslocações a Vizela, Chaves e Tondela.

Torres Vedras não vê o seu Torreense no escalão maior do futebol português desde 1991/92.
Mas a verdade é que, pé ante pé, a equipa de Tiago Fernandes vai mostrando credenciais para discutir uma subida até à última jornada.
O técnico, filho do malogrado leão Manuel Fernandes, até nem arrancou bem no campeonato – com 5 derrotas nas primeiras 8 jornadas – mas, a partir daí, embalou e começou a mostrar a sua verdadeira qualidade.
E nos últimos 18 jogos só perdeu 3, todos eles frente a outros candidatos à subida: Penafiel, Vizela e Chaves.
A recente boa forma do avançado espanhol Pozo – 5 golos nos últimos 5 jogos – ajudou a formação do Oeste passar incólume nas últimas duas deslocações, a Tondela e Alverca, e o futuro adivinha-se risonho.
Nas 8 rondas que faltam disputar, o Torreense tem um calendário aparentemente mais acessível do que os restantes candidatos. E em teoria, os testes mais difíceis são nos terrenos da U. Leiria e Penafiel.

Nas últimas seis jornadas, a U. Leiria tem aparecido, então, como uma candidata à subida, à boleia do artilheiro espanhol Juan Munōz.
E o pecúlio do avançado espanhol contratado aos polacos do Zaglebie Lubin tem sido determinante para a recente subida de forma da equipa do Liz. Muñoz fez 7 golos nos últimos 4 jogos, com destaque para o seu primeiro hat-trick com a camisola leiriense. Esse feito aconteceu na vitória (3-1) do fim-de-semana passado diante do Mafra.
A verdade é que as únicas garantias destas últimas jornadas são a emoção dos adeptos e a capacidade de resiliência de cada equipa. A subida à Liga Portugal vai decidir-se nos detalhes.
É a fase em que um passo em falso pode deitar tudo a perder…








marta
muito esclarecedor, bom conteúdo