
Xherdan Shaqiri saiu de Basileia muito novo. Os três títulos de campeão e as duas dobradinhas em três épocas levaram-no a brilhar em alguns dos principais campeonatos do Velho Continente e, até, na Major League Soccer. Mas, no verão de 2024, Shaqiri foi fiel ao apelo do clube do seu coração e voltou ao Basileia. E o regresso não podia ser mais feliz. Aos 33 anos realizou a melhor época da carreira, com 20 golos e 21 assistências, considerando Liga Suíça e Taça (falta disputar a final). Amor à camisola: Shaqiri devolveu a glória ao Basileia, que não era campeão há 8 anos.
A conquista do título suíço foi, então, consumada no passado sábado, com uma goleada forasteira, por 5-2, sobre o Lugano. Shaqiri fez um hat-trick, o segundo da época, e chegou, então, aos 20 golos na época, 18 na Liga e 2 na Taça. Para se perceber a dimensão da época que o experiente médio-ofensivo suíço fez, convém saber que a época mais goleadora da sua carreira havia sido em 2011/12, também com a camisola do Basileia, em que apontou… 9 golos.
Com contrato até 2027, Shaqiri quererá, também, selar o seu regresso ao Basileia com a terceira dobradinha ao serviço do clube. Depois de 2009/10 e 2011/12, o fantasista canhoto tentará deixar, também, a sua marca na final da Taça da Suíça, a 1 de junho, frente ao surpreendente Biel-Bienne, atual 3º classificado da 2ª Divisão da Suíça.
Após despontar no Basileia, Shaqiri chegou, então, ao Bayern no verão de 2013 e ali esteve três épocas incompletas, onde ganhou nove troféus, entre eles, 3 Bundesligas, uma Liga dos Campeões e um Mundial de Clubes. Apesar do brilho que evidenciou na Alemanha, o Bayern aceitou vendê-lo para o Inter de Milão em janeiro de 2015.

Em Milão fez apenas meia época, mas nunca se adaptou ao estilo de futebol italiano. E acabou por aceitar ser transferido para o Stoke City, da Premier League, no verão. Clube que já havia, então, manifestado interesse na contratação do internacional suíço, quando este preferiu rumar a Itália.
Shaqiri assinou, ainda que contrariado, por 5 anos com o Stoke City, sempre com a esperança de atrair o interesse de um gigante inglês. E após três épocas em que foi, quase sempre, a maior figura da equipa, Shaqiri não conseguiu evitar a queda do Stoke no Championship em 2017/18.
A poucas jornadas do fim desse campeonato, o médio-ofensivo chegou, então, a criticar a “falta de qualidade” dos seus companheiros de equipa. E chegou mesmo a dizer que “nem Ronaldinho poderia ajudar a salvar a equipa da descida”. Com a despromoção, Shaqiri ficou disponível por 15 milhões de euros devido a uma cláusula presente no contrato. E foi aí que Jürgen Klopp o resgatou para o Liverpool.

E em boa altura o fez. Tornando-se um suplente de luxo, Shaqiri foi, então, um dos elementos importantes do Liverpool campeão europeu de 2018/19 – foi titular no histórico 4-0 ao Barcelona em Anfield nas meias-finais, depois do 0-3 na 1ª mão – e da conquista da Premier League em 2019/20. Numa reedição das conquistas obtidas em Munique, Shaqiri voltou a ganhar também o Mundial de Clubes, agora pelos reds.
Depois da passagem por Anfield, Shaqiri ainda representou o Lyon e o Chicago Fire, da Major League Soccer. Nos Estados Unidos, o craque suíço terá, então, ganho uma nova vida, fazendo alguns golos importantes, ao ponto de chegar ‘com a corda toda ao Basileia’. E aos 33 anos, Shaqiri devolveu a glória ao Basileia.







